segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Por que algumas pessoas não gostam de Estudar o Antigo Egito?

Eu sigo uma página de História no Facebook e nela são compartilhados memes com intuito educativo mas também humorístico sobre História, é claro.

A História no Paint é uma sátira aos profissionais ilustradores (no bom sentido) ao usar de montagens simples (feitas no paint, propositalmente sem capricho) pra explicar conteúdo histórico. Tornou-se um canal de comunicação de História (e outras ciências humanas) que deu certo ao se utilizar de linguagem jovem e atual, desafio que muitos educadores encontram ao longo da sua profissão. É de suma importância conhecer a linguagem do jovem e saber se colocar no lugar dele ao transmitir o conhecimento, todo professor sabe disto mas nem sempre aplicam à prática.

Por que estou dizendo isto? Esta mesma página satiriza o fato das pessoas não se interessarem tanto pelas histórias (e estórias) do Antigo Egito. Mas por que será? Até alguns seguidores se questionam...

As origens de nossa civilização puderam ser encontradas no Oriente médio, Grécia Antiga (região que não é exatamente onde encontra-se localizada a atual Grécia mas sim a costa do mar mediterrâneo) e Nordeste Africano, local onde está localizado o Egito. Toda escola que se preze abriga este conteúdo em suas aulas de História, o que incorre no perigo de tornar-se algo chato pra estudar. Até os mais negligentes alunos já ouviram falar em Rio Nilo, Mesopotâmia ou Atenas... Desse modo o conteúdo programático sobre os hábitos, cultura e política do Antigo Egito tornaram-se massantes conteúdos de decoreba, diferentemente do que ocorre nas universidades.

Até os mais negligentes alunos conseguem identificar nesta imagem o elemento egípcio

Quase todos os Universitários de História que conheço sonham em conhecer o Egito e existe até uma especialização acadêmica para os amantes dessa cultura, a Egiptologia. A história do Antigo Egito é fascinante pra quem se aprofunda e estuda por vontade própria, mas infelizmente em nossas escolas temos jovens super inexperientes academicamente (não conhecem melhores métodos de estudos), com outras "prioridades" (o "fogo" no cool habitual da idade), que são obrigados a aprender algo que não se interessam. A História do Egito Antigo é maravilhosa, até hoje vemos sua influência em nossos hábitos e na cultura ocidental como um todo.

O Egito foi uma região parcialmente isolada do resto da Europa, Ásia e África, desso modo, desenvolveu-se uma cultura única, sem grandes interferências externas, o que marcou o período e o imaginário das pessoas.

Entendam o seguinte: para um apaixonado por uma cultura, local, civilização, sempre haverão coisas interessantes pra se aprender. Egito Antigo não é minha disciplina favorita mas ainda sim adorei conhecer um pouco mais nas aulas de Antiguidade Oriental. Sempre haverá um novo aspecto ou estudo que te surpreenderá até nas disciplinas que você não curte, História é o melhor curso do mundo ⌛💗 Amo este curso e vou defendê-lo

domingo, 10 de dezembro de 2017

Livro: Dom Casmurro, Machado de Assis

Quando a gente é adolescente é bem comum o colégio nos impôr a leitura de alguns clássicos nacionais, como Iracema, Capitães da Areia, Senhora e o famosíssimo "Dom Casmurro", de Machado de Assis.

Aí você se pergunta: O jovem de 15, 16 anos, só pensa em que? Provavelmente não é na Academia Brasileira de Letras. Esta imposição é muito ruim porque tudo que é forçado é péssimo, contudo, ainda acho importante a cobrança destes títulos para a valorização de uma cultura nacional. Talvez a abordagem pudesse ser diferente pra solucionar a falta de interesse dos jovens...

Um outro problema é a maturidade emocional destes adolescentes. Hoje, aos trinta, eu leio Jorge Amado e acho incrível, com Machado de Assis a mesma coisa, mas a vida e as experiências que já passei me fazem sentir uma proximidade maior com essas estórias. Ainda que eu não tenha vivido a realidade destes contos, quanto mais velho mais chances de empatia e sensibilidade diante destes títulos.

Resumo de Dom Casmurro

Outro dia analisando uma postagem nas internê eu vi que "Dom Casmurro" é considerado, mundialmente, o livro mais importante da literatura brasileira, figura como um dos mais vendidos de todos os tempos e eu não entendia o porquê de tanto sucesso, até ler. Tenho sorte por trabalhar em escola e ter uma biblioteca cheia de clássicos disponíveis, foi lá que usei do meu tempo de almoço pra consumir essa obra e valeu muito a pena. Em apenas uma semana eu devorei este livro que conta uma estória fictícia e atemporal.

A Estória contada pelo personagem principal, Bentinho, mostra sua trajetória de vida: um menino que ao nascer foi prometido pela mãe à ser padre mas durante a adolescência se apaixonou pela sua melhor amiga, Capitolina, mais conhecida como Capitu.

O drama mostra o ponto de vista de Bentinho, a dificuldade que foi contar a mãe sua mudança de planos, como cada membro de sua família está ligado à trama e até os personagens secundários fazem diferença na estória deste livro. Bentinho é um homem um pouco tedioso e dramático e sente como se o mundo girasse a seu redor, mas não demonstra maldade. Capitu é uma moça de iniciativa e fervorosa, e esse jeito de ser conquista seu amigo.

O livro mostra um pouco do cenário histórico do início do séc XIX, onde a herança da escravidão negra ainda era muito presente e o Rio de Janeiro é palco e sinônimo de tradição religiosa mas também modernidade.

Spoiler: 

Bentinho consegue, ao longo da trama, contar a sua mãe sobre os planos de não seguir a carreira religiosa, mesmo assim vai para o seminário. Lá ele conhece seu futuro melhor amigo, Escobar, que assim como ele também não deseja ser padre. Escobar torna-se comerciante e Bentinho advogado. O livro encerra-se com Bentinho já casado com Capitu desconfiando que o fruto de sua união pode ser filho do seu melhor amigo. Babado hein... rs

Existe uma discussão sobre o fato de Capitu ter traído seu esposo Bentinho ou não. Isto nós nunca iremos saber, Machado de Assis quis isto mesmo, provocar o leitor, deixar a dúvida no ar, e nos contemplar com uma estória clássica atemporal, lida no mundo inteiro, traduzida em várias edições 🙂

Se um dia você sentir aquela dúvida, ler ou não ler, leia, porque é escrita de um jeito muito gostoso, fácil e envolvente. O livro te prende a atenção e vale a pena ser apreciado. Talvez seja chato ler nas primeiras páginas por causa da linguagem um pouco distante, mas logo você consegue compreender a trama. Dom Casmurro é um livro maravilhoso 💗

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sábado, 18 de novembro de 2017

Precisando de Horas de Atividade Complementar na Faculdade? Cuidado...

Alguns universitários, quase todos, precisam apresentar à sua faculdade relatórios e comprovantes de Atividade Acadêmica Complementar. Na faculdade de Direito eu precisei de 200h de carga horária comprovada e agora, cursando História, também preciso. Alias, a maioria das faculdades exige isto, 200h, mas verifique se o curso também é assim, não são todas: algumas exigem mais, outras exigem menos.

As atividades acadêmicas complementares são coisas que fazemos fora da sala de aula mas que nos ajudam a estudar, compreender o lecionado pelos professores e nos proporcionam experiência na área escolhida. É viver a faculdade fora da faculdade, então, atividades que nada tenha relação com o curso que você estuda não irão acrescentar conhecimento direto, sendo assim, a maioria dos coordenadores dos cursos não aceitam. Até aí tudo bem...

Estas atividades devem ser realizadas durante a graduação, o que é uma pena, porque eu, por exemplo, poderia ter ganhado horas de atividade acadêmica complementar por ter feito intercâmbio, mas como foi em 2013, não vale nada para meu curso que foi iniciado ano passado 🙁

Enfim, eu acho legal a ideia da atividade acadêmica complementar mas ao mesmo tempo vejo que a maioria das instituições de ensino particulares não colaboram pra isto, não colaboram para o fundamento dessa exigência, que é obtenção de conhecimento: está acontecendo uma verdade "venda" de horas por parte dessas universidades.

Normalmente palestras (dentro do tema estudado) valem horas, você pode assistir qualquer palestra que emita certificado e pronto: relatório em mãos, você ganhava as horas no currículo. Pelo menos ERA assim. Hoje em dia algumas universidades estão "vendendo" cursinhos online com promessa de horas de atividade acadêmica complementar e superfaturando atividades por conta própria.

Uma amiga estudante da Unopar disse que a universidade queria vender uma "excursão" até a Bienal do Livro deste ano, que aconteceu no Rio Centro, pelo valor de R$80,00, sendo que se a pessoa fosse por conta própria ao mesmo evento, gastaria menos de R$10,00 de transporte e cerca de R$12,00 de entrada no máximo. Daí a universidade disse que quem fosse por conta própria não ganharia as horas. Sacanagem né? Estão querendo ganhar dinheiro em cima de uma necessidade do aluno, que são as horas de atividade acadêmica complementar, sendo que não colaboram nem um pouco pra realização destas atividades: a maioria das faculdades brasileiras é muito pobre em relação a eventos acadêmicos, você precisa procurar tudo por conta própria.

Sempre que envio pra minha universidade algum relatório de atividade que vale hora, se não for da própria instituição, é uma luta: eles dão as mais variadas desculpas pra não aceitar, você precisa ser insistente e justificar-se a todo momento.

Além disto, algumas universidades OMITEM quais tipos de atividades podem valer horas para que os alunos cheguem ao final da graduação desesperados por horas, correndo o risco de cursar mais semestres por causa disto. Quando eu estudei na Universidade Candido Mendes somente nos últimos períodos que a secretaria liberava a lista de atividades consideradas pela faculdade quando podiam ter sido transparentes sobre isto desde o início da graduação. Muitos alunos já tinham realizados estas atividades e nem ao menos sabiam que poderia valer alguma coisa. Má fé total da instituição!! Enfim...

Abram o olho em relação às atividades que sua faculdade considera e também em relação às atividades que eles mesmos oferecem. Pelo menos na área de história é possível "adaptar" a maioria das coisas que fazemos pra que seja considerada pelo curso. Todo cuidado é pouco!!

Acompanhe abaixo um vídeo que fiz sobre o assunto pra compartilhar com os seguidores do Canal no Youtube ↓↓↓


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Use o Facebook pra vencer o DESEMPREGO

Eu tinha um amigo que sempre postava, quase todos os dias, sobre o trabalho dele. Ele postava quando acordava, sempre mostrando bom humor e parecia feliz naquela profissão. Colocava no Facebook fotos e vídeos saindo de casa, fotos com os amigos de trabalho, fotos no meio da rua (mesmo debaixo de um sol escaldante), enfim... Ele não tinha um trabalho multimilionário, vendia tvs a cabo, mas parecia ser feliz com as vendas e se eu tivesse que indicar alguém pra vender à vocês, indicaria ele. Sempre que eu pensava em TV a cabo eu pensava nele, quando precisei tirar uma dúvida sobre este tipo de serviço, procurei a ele. Ele era meu referencial quando o assunto era este!!

Depois disso comecei a perceber que ferramenta maravilhosa o Facebook é. As pessoas, principalmente as desempregadas, precisam usar este espaço pra se promover profissionalmente: empregadores precisam lembrar de você quando pensar em algo que estão necessitando. Por mais que existam redes sociais próprias pra assuntos profissionais, o Facebook ainda é o mais utilizado atualmente, todo mundo faz login todo dia, e mesmo quem não está interessado em assuntos relativo a trabalho, vê suas postagens pois quer fuxicar sua vida. Sendo assim, ao invés de usarmos o Facebook pra espalhar discursos de ódio, fofocas em família, indireta para os desagrados, vamos usar pra se promover profissionalmente: é de graça.

Quem pode te oferecer uma oportunidade de emprego precisa ver vontade no seu olhar, precisa saber que ao menos você gosta do que pratica, e se você não gosta da sua profissão, talvez seja o momento de pensar em outras (mas isto é assunto pra outra postagem).

Tenho muitos amigos desempregados e estou postando essa mensagem que pode ajudar ao menos pra mostrar algo que poucos percebem. Não estou fazendo discursinho burguês meritocrata, só acho que muitas pessoas boas tem essa ferramenta disponível em mãos e não estão aproveitando. Eu, por exemplo, tinha um blog de receitas e pra promovê-lo sempre postava fotos das minhas criações, tanto que muitos pensavam de eu ser cozinheira profissional, mas era apenas porque eu praticava este assunto no meu dia a dia em demasia. Alguns até acham "brega" postar fotos de comida, mas não sabiam das minhas intenções por trás disto. Use o Facebook de forma que as pessoas lembrem da tua profissão sempre!!

Além disto, empresas estão cada dia mais convictas do que as pessoas postam nas redes sociais, então, cuidado em seleções de emprego, pois eles sempre vão achar teu perfil. Aprender a usar as ferramentas de privacidade é um boa alternativa nesse caso (falarei mais sobre este assunto em outro post futuramente).

Concluindo, use o Facebook e também outras redes sociais em alta pra se promover. Não precisa, necessariamente, criar uma página ou perfil pra isto, use no seu perfil pessoal porque ao menos quem já está lá te seguindo terá esta visão.

ATUALIZAÇÃO: Fiz esse vídeo pra levar essa temática pro Canal do Youtube, que considero mais importante no sentido de alcance.


Tenham um bom final de semana, Thainá Santos.