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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Últimas leituras

Vou compartilhar por aqui minhas últimas leituras. Tiveram um quê de nostalgia mas deixa eu primeiro me explicar:

A alguns anos atrás eu comecei uma saga de auto conhecimento. A gente vai ficando adulto e sente essa necessidade. Se antes uma simples menina de baixa auto estima, agora tenho consciência de alguns dos meus valores (é um trabalho diário).

Nessa busca por auto conhecimento, sei da importância do papel da terapia, mas no momento que vivo não tenho condições de pagar, então, vamos de conselhos virtuais mesmo.. rs.

Eu sentia a necessidade de resgatar coisas do passado (coisas boas, é claro), que me valorizem como pessoa. Isso me levou a cuidar da minha memória, aspecto de importância vital (falo disso numa outra postagem).

Nessa jornada, passei um bom tempo (e com esforço) tentando lembrar qual tinha sido minha primeira leitura na infância e/ ou na adolescência.

Coleção Vagalume livros

Já que naquela época eu não registrava meus passos, o que lembrei, me apeguei. E eu nem sei se é real, mas a partir do momento de criação da minha identidade, passou a ser.

Então lembro que o primeiro, ou um dos primeiros livros que minha mãe leu pra mim foi "O patinho feio". Era um livro meio esverdeado e em pop-up. Depois confirmarei com minha mãe se isto realmente aconteceu. Livro em pop-up realmente é algo chamativo, talvez essa memória seja real.

Já no início da adolescência, tive uma professora de Língua Portuguesa maravilhosa que me indicou "Sozinha no Mundo", de Marcos Rey, da série Vagalume.

Eu não era a melhor das alunas aos 12 anos: essa mudança da infância para adolescência foi meio conturbada para mim. Naquela época lembro-me de constantes crises de choro, brigas com amiguinhas, em certos momentos pensei até em tirar minha própria vida. Não foi fácil 😞 Mas hoje, como educadora, entendo tudo que passei, e tento ressignificar minha vida escolar: eu era apenas uma adolescente normal, no início da vida.

Voltando a falar da professora, ela era incrível. Pena que na época eu não tinha consciência disso. Professora Marli, da Escola Municipal Dr. Jair Tavares de Oliveira. Fazia coisas por nós que só uma mãe faria, enquanto isso, a adolescente rebelde aqui tentava "não gostar" do livro indicado. Nem da professora.

Sim, por rebeldia eu me recusava a ler, e quando lia, fazia com má vontade. Mas nem toda má vontade do mundo foi capaz de superar a qualidade da série vagalume.

Os livros indicados pelos professores da época giravam em torno dessa saga, eram mais sérios que um livro infantil mas de fácil entendimento para um pré-adolescente. A maioria focado em aventuras, mistérios, e eu de pirraça tentando evitar... hahaha.

Quando li o "Sozinha no mundo" nem sei se o finalizei, mas relendo agora adulta, fui resgatando muitas memórias da trama.

E que delícia de leitura!! Obrigada professora Marli!!

Diante do exposto acima, já compartilhei anteriormente um trabalho escolar que fiz com meus alunos sobre a série. Neste post aqui.

Quando o fiz, ainda não tinha relido os livros, apenas lido alguns resumos pra relembrar e falar com propriedade. Mas era uma questão de honra reler. Então nesse últimos dias eu li, nesta ordem: Sozinha no Mundo, Açúcar amargo e a Ilha Perdida. Estou lendo no momento "Zezinho, dono da porquinha preta" (o segundo que li no ginásio).

Enfim, precisava dividir essas conquistas, porque no mundo de hoje, da rolagem infinita e conteúdo efêmeros, terminar um livro é uma conquista!

domingo, 24 de agosto de 2025

Livro: O menino do Dedo Verde

Na lista dos clássicos que todo professor infantil deveria ler, o livro "O menino do dedo verde" é muito presente mas eu sempre adiava a leitura. Mesmo eu tendo um exemplar na casa dos meus pais, nunca tinha parado para, ao menos, prestar atenção.

Preciso confessar um quase crime: eu era a filha babac@ que criticava tudo dos pais! As músicas que eles ouviam, os programas que viam na TV, e claro, os livros que possuíam. Talvez um dia, numa possível terapia, eu descubra o porquê desse comportamento lamentável, contudo, admitir já foi um grande passo.

Enfim, superada a fase babac4, fiz a limpa na estante dos meus pais quando eles se mudaram e trouxe o livro "O menino do dedo verde" aqui para minha casa (juntamente com outros exemplares).

Livro O menino do dedo verde capa antiga
o estado do livro ahahaha 😂

Sempre tive a sensação de que este livro era alguma obra obrigatória de escola, mesmo não lembrando se um dia fui obrigada a ler. Pesquisando sobre o tema, descobri que não era loucura da minha cabeça: O menino do dedo verde, de fato, era um livro cobrado nas escolas brasileiras do passado.

Além de jovem idiot4 com os pais, eu também era com os professores, e graças a isso, nunca lia o que era indicado. Lamentável? Sim! Mas não o fim do mundo, levando em conta que essas obras, geralmente, são melhores apreciadas na vida adulta.

A história conta a vida de um garotinho que vivia numa família fofa e exemplar, e tinha o poder de fazer crescerem flores e plantas com seu polegar. Sempre que ele tocava a terra com os polegares, fazia crescer uma linda e saudável vegetação. Tistu, o protagonista, descobriu seu dom graças ao jardineiro que cuidava da sua casa e tornou-se um amigo.

Contudo, Tistu, ao entrar na escola a primeira vez, não se adaptou bem ao ambiente e seu pai teve a ideia de educa-lo de maneira diferente: fazia-o aprender na prática sobre a vida com pessoas experientes em cada área.

Foi assim que Tistu começou a conviver com seu jardineiro e outros adultos.

Tistu também conheceu o Senhor Trovões, que era o chefe do seu pai na fábrica onde trabalhava. A missão do Senhor Trovões era ensinar a Tistu sobre a sociedade e sobre a ordem que a conduzia. Mas Tistu tinha suas próprias opiniões e, por vezes, não aceitava estes ensinamentos.

Tudo que eu disser além disto se torna spoiler, então, sugiro que você leia caso queira conhecer um pouco mais desta história.

História, alias, que tornou-se clássico comparado ao grande "O Pequeno Príncipe", pois, além da ambientação infantil melhor compreendida por um adulto, O menino do Dedo Verde também foi escrito por um autor francês e contém diversas metáforas para a vida e para a humanidade.

Eu li o O pequeno príncipe a primeira vez com 17 anos de idade e depois, com cerca de 30, e claro, a compreensão é diferente nas diferentes fases da vida. "O menino do dedo verde" também é assim apontado, mas nunca o li na juventude e, agora, está um pouco tarde para isto.

Mas, ao me deparar com esta história, cheguei a conclusão que talvez fosse melhor absorvida nos meus 20 aninhos (ou menos).

A verdade que a chegada dos 40 muda muita coisa na nossa cabeça, e a vida que levo em 2025 já não me permite tantos sonhos e romantismos. Com o frescor e ignorância da juventude, talvez eu curtisse mais a leitura. 

Resumindo: achei um livro um pouco raso considerando meu momento atual mas consigo perceber sua importância para uma mente mais jovem. Não sei se as crianças que convivo conseguem interpretar com tamanha profundidade.

E você? Já leu "O menino do dedo verde"?

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Leituras do recesso 2025

A algum tempo me sentia triste por não conseguir mais consumir conteúdo denso. Ano retrasado cheguei a um nível de estresse muito alto: cobranças infinitas no trabalho e bombardeamento de informação virtual. Essa combinação não me fez bem e decidi tomar um rumo mais saudável para minha vida.

Eu tinha perdido a capacidade de me concentrar num filme, por exemplo, sem ser tomada pela ansiedade. Notei que isto não acontecia apenas comigo, mas com diversas pessoas da minha idade que se sentem cobradas para dar sempre o melhor de si.

Esse ano, além de desativar o Instagram, busquei meios de controlar esta ansiedade: exercícios físicos, filtrar conteúdo que consumo na TV e na internet, fontes de prazer saudáveis, alimentação equilibrada e principalmente, cuidados com a saúde mental.

Pode parecer besteira mas eu parei, por exemplo, de ouvir músicas que cantem coisas negativas, parei de ver filmes de terror/ violência, parei até de mencionar certas palavras no meu dia a dia. Não sou uma pessoa religiosa mas fui percebendo como estas coisas afetam nosso cérebro.

Hoje, tento caminhar ao ar livre, principalmente em locais com contato com a natureza. Tento me alimentar melhor, estar próxima a pessoas boas, sair para dançar (uma das coisas que mais amo e aprendi com meu companheiro) e nesse recesso de 2025, estou tentado retomar o hábito da leitura.

Dicas de leitura Prof Thainá Santos
Livros consumidos nestas férias

Já tinha rolado anteriormente uma tentativa (fracassada) de retomar o hábito da leitura. Lembro-me que ano passado tentei voltar a ler com constância e não deu certo, mas porque fiz escolhas erradas.

Eu pegava livros qualquer e tentava lê-los em vão, mas muitos eram leituras densas, voltadas à academia, pesquisas históricas, ou seja, leituras difíceis. Contudo, em maio do ano passado estive de recesso e pude ler "O Sol é para todos", clássico da autora Harper Lee, e a leitura fluiu como água.

"O Sol é para Todos" é um livro fácil de ler, uma história de ficção fluida, e mesmo se tratando de um tema pesado, rolou bem para mim. Levando isto em consideração, decidi voltar a ler com leituras ficcionais (do tipo envolvente). Alguns podem achar que são leituras rasas, bobas, mas é simplesmente isto que eu preciso!

Comecei este recesso escolar lendo "O Jardim Secreto", da autora inglesa Frances Hodgson Burnett e foi a melhor escolha possível 😄 O livro conta sobre a evolução pessoal de duas crianças que alcançam essa maturidade e desenvolvimento pessoal graças ao contato com a natureza. O livro demonstra como a simplicidade pode nos ajudar em um processo de auto ajuda e/ou cura. Mais perfeito pra mim? Impossível! Que leitura gostosa, que escrita bonita, adorei "O Jardim Secreto" 💗

Ciente de que precisava ler algo fácil e que prenda minha atenção, com sequências temporais que prendam o leitor, escolhi o romance "O Diário de uma paixão", cujo filme eu já havia assistido anos atrás e amava. Confesso que estava a muitos anos sem consumir um romance (seja filme, seja livro) e este caiu como uma luva no momento em que estou vivendo. Simplesmente amei: que história mais linda. Para alguns é difícil de acreditar, mas amor verdadeiro ainda existe.

Para finalizar estou lendo "O diário de Anne Frank", e depois volto aqui para contar um pouco sobre.

-*-

Estou muito feliz com meu avanço nessas leituras, com o afastamento das redes sociais, com a minha dedicação pessoal em cuidar da mente. Não que eu tenha uma rotina perfeita, livre de falhas, mas o lema "Um dia de cada vez" nunca fez tanto sentido pra mim.


sábado, 26 de julho de 2025

Recesso escolar 2025

Não tem momento mais aguardado no ano que o recesso escolar. Todo professor, por mais que ame sua profissão, ama mais ainda ficar de folga.

Estou aproveitando o recesso escolar pra atualizar esse blog e minhas redes sociais. Mas... na verdade, não há mais redes sociais.

Eu, grande entusiasta do tema, nunca imaginei que este dia chegaria: deletei Facebook, deletei Instagram, Tiktok e tudo mais. Explico:

Facebook já não tenho mais a anos pois virou uma rede social voltada a um público de faixa etária superior a minha.

Tik tok eu tenho o perfil mas nunca fui ativa, acho que por ser de um público de faixa etária inferior a minha...

E o Instagram? Ah... o Instagram... antro dos millenials, dos quarentões, fonte de conteúdo raso, rápido e efêmero. Num contexto onde minha saúde mental é mais importante que tudo, não fazia sentido manter.

Ainda tenho o perfil de concursos por lá mas não uso tanto. Não sei se um dia voltarei a usar. Tô fazendo dieta de telas. Mas vou aproveitar o recesso escolar pra postar aqui no Blog alguns conteúdos produzidos no primeiro semestre do ano e ano passado.

Beijos!!

terça-feira, 17 de junho de 2025

Bienal do Livro 2025

 O que se tornou a Bienal do livro, minha gente?

Prof Thainá Santos História
Bienal do Livro 2025

Dia 15 fui lá conferir o evento, e é meu segundo ano que ingresso como professora: ou seja, não pago entrada. Além disto, a prefeitura nos dá um voucher no valor de R$100 para comprar o livro que desejarmos.

Era um domingo de sol, sem nada pra fazer, e eu tinha decidido não ir pois já sabia das lotações que o evento atrai, mas os R$100 da prefeitura me fizeram mudar de ideia. Pra que...

Cheguei lá por volta das 12:00 e realmente estava lotado 😞😢

Imaginei que, quem pudesse ir durante a semana, faria um melhor aproveitamento da feira, contudo, lembrei que durante a semana lotam de estudantes que vão com seus professores (eu, sinceramente, curto ir sozinha). Ou melhor: curtia!

A bienal se tornou um evento para selfies, para criadores de conteúdos de redes sociais, influencers (no pior sentido da palavra), infelizmente não cultivam-se mais o hábito da leitura.

Eu me perguntei: se tanta gente não lê, como isto consegue lotar desse jeito? 😟

Eu confesso que estava preguiçosa, mas já fui uma grande leitora. Anos atrás tentei até virar booktuber... E sinceramente, gostava de ir à Bienal pela nostalgia da infância. Mas agora só volto lá se conseguir ir bem cedo, preferencialmente em dias de semana.

Para não dizer que estou apenas criticando, gostei dos preços dos livros (estava esperando o pior) e com o voucher da prefeitura consegui comprar até mais do que imaginei.

Livros da Bienal
Minhas aquisições

O livro do Mandela é porque, como alguns sabem, eu trabalho no Ciep Nelson Mandela. Falar sobre sua história faz parte da nossa rotina como professora.

Os outros me atraíram pelo preço convidativo: algumas edições capa dura, edições luxo, estavam bem acessíveis, na faixa dos R$30, R$40 (adorei!).

Enfim... vocês foram a Bienal este ano? O que acharam?

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Projeto Coleção Vagalume

A Coleção Vagalume foi uma série de livros que fez muito sucesso nos anos 1980 e 1990. 

Coleção livros Vagalume

Os Livros da Série Vagalume eram cobrados nas escolas para realização de trabalhos e provas, mas eram livros interessantíssimos, adequados mais a adolescentes, a maioria eram livros de ação, mistérios, aventura.

Um dos primeiros livros que li na vida foi o "Sozinha no Mundo", do autor Marcos Rey, e fazia parte da Série Vagalume. Esta série eram vários livros de autores diferentes reunidos numa só coleção. O primeiro de todos foi "A Ilha perdida", com muitas vendas e muita nostalgia entre os "jovenzinhos" como eu 😂

Um dos exemplares que fez muito sucesso também foi o livro "Éramos seis", Romance de Maria José Dupré, que virou até novela.

-*-

Essa coleção desperta em mim boas lembranças, embora minha adolescência não tenha sido das melhores, mas provoca nos millenials um sentimento de pertencimento. Diante disto, pesquisei mais a fundo e apresentei para meus alunos.

Série Vagalume anos 80
Muito amor por estes desenhos, esta mesinha, tudo que foi feito com tanto carinho *.*

Eles aprenderam sobre a série, conheceram alguns títulos e apresentaram para outras turmas. Tento sempre deixá-los a vontade falando sobre o tema porque eles amam se apresentar e isto os faz fixar melhor o conteúdo.

Sempre que passo uma matéria nova alguns não se importam tanto, mas quando é matéria para eles mesmos apresentarem para outras turmas, o foco triplica na hora.

Durante as apresentações para outras turmas notei que alguns alunos que apresentavam mal desempenho escrito, podiam apresentar bom desempenho oral. E vice versa! Eu amo estas apresentações as quais chamo de seminário e incluo nas partes eletivas do planejamento.

E você? Já leu a série vagalume?

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Dicas de Literatura Nacional

Existem alguns livros clássicos na Literatura Brasileira que são considerados clássicos devido a sua grande importância. Geralmente são livros que retrataram muitíssimo bem alguma época, ou causaram comoção profunda nos leitores, ou contribuíram para a cultura do local onde foi escrito. Enfim...

Certa vez até vi um professor de literatura dizer que "A Literatura é a História contada de modo ficcional" e nunca pude concordar tanto.

Sou apaixonada por Literatura (depois da História, é claro) e no vídeo abaixo converso um pouco com vocês sobre o tema:


quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Dicionário de Ensino de História - FGV Editora

Durante a última Bienal do Livro aqui no Rio de Janeiro (08/09/2023) pude adquirir um livro para auxílio de minhas aulas de História. Embora eu lecione para o primeiro segmento (anteriormente chamado "primário"), nunca deixei de dar aulas de História, afinal, nesta fase os alunos tem contato com as matérias básicas Português, Matemática, Geografia, Ciências e... HISTÓRIA.

Lembro-me bem que, durante meu primário, Geografia era ensinado junto com História na Disciplina "Estudos Sociais", e eu gostava, mas não entendia porque era tão "pouco" (comparada às outras disciplinas).

Este Dicionário de Ensino de História foi organizado pelas mestras Marieta de Moraes Ferreira e Margarida Maria Dias de Oliveira numa edição lançada pela FGV Editora. Estava paradinho aqui em casa, na parte dos livros que ainda seriam lidos, porém, ao me deparar com o Instagram da Professora Anelize me inspirei para começá-lo.

A Professora Anelize faz mentoria para professores de História, de forma gratuita e também com orientações pagas para novos e inexperientes professores (como é um pouco meu caso). Mas vamos voltar a falar aqui do Dicionário de História.

Minha meta é postar os conceitos do livro de forma didática, gratuita, para dividir com os leitores desse blog minhas percepções sobre algo que gosto tanto.

Um abraço, Prof Thainá Santos

terça-feira, 31 de agosto de 2021

LITERATURA INFANTIL/ CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Quem cursa Pedagogia ou mesmo o curso normal (formação de professores de nível médio) sabe como a matéria Literatura Infantil é importante.

Durante minha formação no Curso Ação - Campo Grande pude estudar Literatura Infantil com a maravilhosa Professora Simone e aprender muito!!

Depois disso ainda realizei um curso independente de Contação de Histórias por conta própria na Prime Cursos pois acredito que não basta gostar de histórias, tem de saber como contá-las.

Abaixo, dois vídeos introdutórios que fiz sobre o assunto:



quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Livro: O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO - Aldous Huxley

Sei que esse livro é um pouco "modinha" e acredito que isto tenha acontecido por estarmos diante de um governo que flerta com o autoritarismo. Mas ainda sim, é um super livro que vim indicar pra vocês que amam os clássicos e querem adicionar algo novo a sua coleção 😉



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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Indicação de leitura: A Cor Púrpura

Nesse vídeo compartilhei um pouco sobre o livro "A Cor Púrpura", da escritora feminista Alice Walker.

Eu já tinha falado sobre esse livro anteriormente aqui no Blog, mas decidi fazer um vídeo exclusivo pra falar do assunto porque é um livro extremamente importante e de boa leitura.

Confira o vídeo:


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terça-feira, 19 de maio de 2020

Um Livro para aprender Direito - de verdade!

Se você está procurando um livro, um guia ou manual sobre como aprender um pouco do mundo jurídico e do universo do Direito você chegou o local certo.

Desde que comecei a Faculdade de História sempre ficava com o coração balançado ao ver um novo concurso jurídico aberto pois todo mundo sabe como a remuneração é atrativa. Mesmo amando a área de História e área de Educação, o mundo jurídico sempre me atraiu por conta dos salários altos, não vou negar. Além disso, sou bacharel em Direito, como já mencionei em postagens anteriores.

Minha decisão foi que, ao terminar a faculdade e o curso normal, eu iria voltar a me dedicar para os concursos jurídicos, até porque já tinha logrado êxito nos concursos da área de educação e concursos na área de história são raros. Atualmente sou servidora na área de educação.

Contudo, estudar para Direito não é uma tarefa fácil: o conteúdo é gigantesco e de difícil assimilação (comparado aos da área de Educação e História). Ainda assim decidi começar (ou recomeçar) e descobri este livro maravilhoso da advogada e servidora Cíntia Brunelli

Livro Introdução ao Mundo do Direito, de Cíntia Brunelli

A Cíntia é técnica judiciária e possui um Canal no YouTube sobre o mundo do Direito com dicas para estudantes e concurseiros. Seu livro fala para pessoas leigas que queiram aprender um pouco mais sobre carreiras jurídicas, concursos públicos e a matéria que é ensinada nos cursos de Direito.

O livro tem a leitura muito fácil e bem leve, de maneira que você consegue terminá-lo em 2, 3 dias. Infelizmente só tem na versão e-book, mas consegui ler de boa no meu celular. Além disso, é super em conta: apenas R$47,00.

Mesmo eu já sendo formada em Direito foi bom rever alguns tópicos que levei meses para aprender durante a faculdade. Confesso que no início achei o livro muito raso porém, conforme a leitura foi fluindo, foi ficando cada vez melhor. 

Chegou em uma parte do livro que estava até gostoso de ler, de modo que não queria abandonar a leitura de jeito nenhum. É uma leitura objetiva que te dá aquela sensação de alívio ao esclarecer diversos pontos que, vez em quando, ficamos com dúvidas ao estudar.

As partes que mais gostei foram o explicar da carreira da magistratura (ponto importantíssimo cobrado em concursos) e o capítulo sobre fases processuais. São vários assuntos super importantes explicados de uma forma tão fácil que é impossível não entender.

Enfim, é um livro que recomendo muito para todos, inclusive para pessoas da área de educação. Este livro me despertou o desejo de ensinar para meus alunos um pouco sobre direitos civis que possuímos e nem fazemos ideia. Seria maravilhoso ver um pouquinho desse conhecimento na mente das crianças que tanto cuidamos 😊💗

Enfim, espero que tenham curtido essa dica de leitura e compartilhem com seus amigos que vocês acreditem gostar também 😘

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Dicas de Filmes sobre Educação Especial e Inclusão

Feliz ano novo! 2020, vida nova... mas emprego velho!

Como muitos aqui sabem, eu trabalho com Educação Especial, então, selecionei alguns filmes de uma lista que me enviaram para falar sobre o assunto.


O filme "O óleo de Lorenzo" conta a história de um pai que, não conformado com os diagnósticos imputados a deficiência de seu filho, decide estudar e pesquisar por conta própria a doença. É um filme lindo que assisti anos atrás e me marcou muito, pois eu ainda era quase uma criança. Recomendo demais para quem tem filhos com algum tipo de deficiência mas também para estudantes de medicina e enfermagem.


"Rain man" conta a história de um cara que se aproxima de seu irmão autista apenas com interesses econômicos, visto que ele é herdeiro de uma fortuna milionária. Porém, o filme mostra o galã (Tom Cruise) tendo que se adaptar a vida com uma pessoa com essa particularidade. Esse filme é encontrado no gênero drama, embora tenha algumas pitadas de humor. Além disso, é baseado em fatos reais. Recomendo!!


O filme "Perfume de Mulher" conta a história de um homem com deficiência visual que contrata um jovem rapaz para ajudá-lo nas tarefas diárias. Porém, é mal humorado e mandão, mostrando que, apesar do problema na visão, consegue fazer tudo (ou quase tudo).

Esse filme ficou famoso pela clássica cena do Tango, onde o personagem principal, apesar de cego, consegue conduzir uma moça dentro de um salão de festas onde nunca esteve antes. Recomento demais, esse filme é show de bola!!


"Forrest Gump" é um dos meus filmes favoritos antes mesmo de eu conhecer o mundo da Educação Especial. O filme é narrado em primeira pessoa pelo protagonista e ele conta sua história, a diversos desconhecidos, sentado num banco de praça.

O curioso é que esse filme conta a história da personagem ao mesmo tempo que vincula com fatos históricos reais (como o surgimento do rock n roll nos USA, a Guerra do Vietnã e o movimento hippie, etc).

É claro que eu, como boa professora de história, não podia deixar de citar essa curiosidade. Porém, falando de Educação Especial, a deficiência intelectual do Forrest não é o foco do filme, apesar de retratar bem como é a mente de uma pessoa com essa deficiência.


"Uma Mente Brilhante" é um filme que eu já tinha assistido a um tempo atrás mas revi a pouco tempo pois não lembrava da história. Conta o drama real de um professor universitário que tem de lidar com a esquizofrenia. Essa história é surpreendente com aqueles finais que chocam a todos que assistem. Adoro filme assim, acho que super vale a pena tirar um tempinho pra assistir. Além disso, tem na Netflix.



Estas são algumas recomendações da lista que me enviaram, são filmes que eu já assisti. Porém, há indicações de alguns que ainda não pude ver, como:

  • Filhos do silêncio (deficiência auditiva)
  • Meu pé esquerdo (paralisia cerebral)
  • Adorável professor (deficiência sensorial)
  • Uma lição de amor (deficiência intelectual)
  • O Homem elefante (deficiência física)
  • O piano (deficiência auditiva)
  • Íris (Alzheimer) 



Espero que tenham curtido as indicações e, caso gostem, compartilhem essa postagem com seus amigos. Vocês tem algum filme pra indicar ou ja assistiu algum desses? Deixe seu comentário abaixo ↓

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Livro "Ensino de História - Fundamentos e Métodos", de Circe Maria Fernandes Bittencourt

Dia desses comecei a ler o livro "Ensino de História - Fundamentos e Métodos", de Circe Maria Fernandes Bittencourt e simplesmente fiquei encantada com o que vi.

Livro para professores de História

Este livro é indicado para professores e foi recomendando nos últimos concursos da prefeitura do Rio de Janeiro, para PEF História Anos finais (antigo P1) e PEF Anos iniciais (antigo P2).

Na verdade, estes dois concursos estão com uma bibliografia imensa e, do dia que lançaram o edital até hoje, seria impossível ler tudo. Daí vendo os livros em comum indicados + a tendência das antigas provas da prefeitura, cheguei a conclusão de que esse da Circe seria o melhor para ler. Pesquisei o preço nas livrarias online e não podia pagar, até que... achei um exemplar na Sala de Leitura do colégio onde eu trabalho 🙋😄

O livro é incrível, MUITO bem organizado e não é uma leitura cansativa. Para quem ama história mas também é apaixonado por Pedagogia e pela área de educação (que é meu caso), é um super livro pra se ter na estante (assim que sobrar algum $$$ comprarei).

O livro nos dá a sensação que pegaram quatro anos de faculdade e compactaram num só exemplar. São 328 páginas que falam um pouco sobre História e muito sobre ensino. Nos mostra como trabalhar com a realidade do aluno e tornar a aula algo mais prazeroso e realista, despertando o interesse dos educandos.

Que mais o livro trás?

Além dessa abordagem super profissional (você se sente nas aulas de sua faculdade), o livro trás ao final de cada capítulo dicas de atividades pra trabalharmos com alunos em sala de aula. E são atividades atuais, nada daquelas coisas velhas ultrapassadas que não comovem um aluno sequer.

Gosto também da parte histórica do início do livro pois nos faz relembrar ensinamentos da faculdade, coisas que se não estivermos sempre lendo acabamos esquecendo. Dia desses assisti um vídeo com um ensinamento incrível: Quando o professor não estuda nem se atualiza, ele não mantém o conhecimento prévio, ele regride. O conhecimento nunca é mantido na sua integralidade, por isso é importante para nós, docentes, estarmos sempre estudando e nos atualizando.

Enfim, espero que tenham gostado desta indicação e se deliciem com essa leitura incrível.

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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Tudo sobre a série: Bates Motel, inspirada no clássico Psicose

Dia destes nas aulas de Educação Especial do meu curso, foi mencionada por algum aluno a série televisiva Bates Motel, que é inspirada no filme clássico Psicose. Psicose é aquele filme que você não sabe exatamente qual é, não lembra pelo nome, mas se mencionar essa cena, todo mundo conhece ↓

Cena Clássica Psicose

Então, o filme Psicose conta a história de um rapaz que administra um motel e tem uma relação conturbada com sua mãe. A série é super fiel ao filme e explora mais ainda esse relacionamento. Não há nada explícito mas há sugestões de incesto, violência doméstica e outras coisas mais pesadas. Na verdade, esses temas complexos das relações humanas é super bem administrado na série que possui 5 temporadas já encerradas.

Motel Bates Seriado

Fiquei encantada com a interpretação do Norman Bates (Freddie Highmore), ator que parece extremamente besta e sem sal nos primeiros episódios mas dá um show ao longo da trama, roubando a cena nas últimas temporadas.

Todos os episódios nos prendem a atenção e deixam um mistério ao final: é um vício difícil de administrar. Com minha rotina de estudos eu evito ao máximo assistir séries (por esse motivo) mas não resisti à Bates Motel, que dá vontade de maratonar do início ao fim.

Aconselho a assistir o primeiro filme Psicose (de 1960, com o ator Anthony Perkins) antes de ver a série porque fará muito mais sentido, mas uma coisa não impede a outra. Como mencionei acima, a série foi comentada numa aula de Educação Especial, então é super indicada para quem gosta, além de suspense, temas sobre psicologia e saúde mental. A série está disponível na Netflix.

Série boa pra mim é aquela que você fica até com raiva do personagem e essa não foge a regra. Super recomendo 😘

terça-feira, 23 de julho de 2019

Projeto "O pequeno Príncipe" (teatro e contação de histórias)

Na postagem anterior mostrei uma atividade que realizei com as crianças do meu colégio, que foi a mostra de um Livro de Pano. Já nessa postagem quero compartilhar com vocês uma outra atividade que desenvolvi especialmente para o colégio (não foi um trabalho imposto pelo curso de magistério).

No Curso Ação (onde faço o magistério), a professora de Educação Artística nos pediu um trabalho voltado para o desenho, um para a educação musical e um para o teatro. Nosso grupo devia criar uma peça teatral sobre uma história infantil em dedoches (fantoches de dedo) e seríamos avaliadas quanto ao capricho de confeccionar mas também quanto a atuação (professora não deve ter vergonha). Outros grupos deveriam criar fantoches de meias, fantoches de palito (vara), teatro de sombras, enfim... descobri a existência de mostras teatrais que eu nem sonhava que existia. Então...

Meu grupo escolheu a história do patinho feio pois não são muitos personagens e confeccionar os dedoches daria trabalho. Eu e a Taísa, uma amiga minha, fizemos os dedoches em feltro enquanto as outras meninas do grupo cuidaram do cenário... Ficou lindo 😍💓↓


Eu já tinha feito alguns trabalhos artísticos para esse curso mas com certeza esse teatrinho de dedoches foi um divisor de águas na minha vida profissional: eu amei confeccionar esses bichinhos e passei a amar mais ainda esses trabalhos manuais.

Com isso resolvi fazer mais alguns dedoches sobre a história que eu iria sugerir, caso não fizéssemos O Patinho Feio: seria O Pequeno Príncipe.


Eu tinha pensado na história d'O Pequeno Príncipe pois esta não é apenas uma história infantil, é aquele tipo de história que tem uma lição, que todo mundo diz: _Que lindo... Eu já tinha lido o livro na minha adolescência e estava doida pra ler novamente (embora com o tempo escasso).

Criei uma pequena estrutura de papelão para ser o "tablado" e os dedoches, mas o que deu a graça ao teatrinho foi um globo de luzes coloridas que minha mãe me emprestou (e posteriormente eu decidi comprar). A princípio usei uma lanterna mas o efeito do globo foi muito melhor.


O tipo de globo de luzes que usei foram esses ↓


Pode parecer bobagem, mas um simples globo de luzes coloridas já deu um "tchan" ao teatrinho. As crianças amam quando acendo essas luzes, é visível a surpresa delas e você consegue ouvir um sonoro "Óóóhhh". O modelo que minha mãe me emprestou é o da segunda imagem e o que comprei é o da primeira imagem, com bocal de lâmpada (o segundo é ligado na tomada). O meu foi apenas R$15,00 nessas lojas que vendem coisas da China.

Dedoches O Pequeno Príncipe

Assim como o livro de pano, o teatrinho, inicialmente, era pra mostrar para as crianças da Educação Infantil, mas fui testando em turmas mais velhas e foi super bem recebidos até pelos alunos do 4º ano (antiga 3ª série do ensino fundamental).

Eles realmente gostaram e os professores também: uma vez, apresentando numa turma do 3º ano, a professora foi tão gentil comigo ao agradecer, disse coisas tão lindas que eu quase chorei 😢😭

Enfim... essa atividade do Pequeno Príncipe foi muito legal pra mim e acredito que para as crianças também. A escola não precisa ser um local massante de enfiar conteúdo nos alunos de forma mecânica, estudamos para ser professores que fazem a diferença 😊

terça-feira, 16 de julho de 2019

Projeto Livro de Pano (Quiet Book)

Me perdoem o sumiço do Blog mas ultimamente não tenho tempo nem de ver minha família (e olha que somos vizinhos). Nesta postagem vamos falar sobre o famoso Livro de Pano. Livro de quê?? Isso mesmo gente... PANO, TECIDO, FELTRO, o que você quiser.

No curso de magistério onde estou em formação todo aluno que passa por lá têm que fazer esse livro. É sorteado um autor de literatura infantil e você precisa escolher uma historinha dele para o livro (de forma resumida, é claro). O meu autor foi o Ziraldo (que por sinal, eu amoooo) e eu escolhi o clássico "O Menino Maluquinho".

O Menino Maluquinho, Ziraldo

Mas por que o livro tem que ser de pano? Essa atividade de criação é pra testar nossa criatividade e capricho, além de deixar uma super lembrança desse curso tão especial. Muitas coisas que criamos com papel e eva vão para o lixo, mas um livro assim marca qualquer pessoa (até porque dá muito trabalho pra criar, não vamos nos iludir).

Essa atividade é inspirada nos livros de pano que também são chamados de Quiet Book (ou livro silencioso): são livros sensoriais que a criança pode interagir, mexer, mover... enfim, é muito bom pra estimular a coordenação motora de bebês e crianças em idade pré-escolar.

Existem diversos Canais no Youtube e páginas no Instagram de pessoas que confecionam esses livros pra venda, são profissionais que arrebentam na criação (fico até com vergonha de expôr o meu quando vejo esses lindões) e fazem por encomenda: não se enganem, não é barato.

Para confeccionar o meu gastei cerca de R$90,00, sendo que consegui muitos materiais emprestados. Caso você deseje fazer um, tente arrumar retalhos com alguma amiga costureira, preferencialmente de feltro (que ficam lindos).

Você vai precisar de uma boa tesoura, bem afiada, algodão cru (lona), pedaços de feltro (ou outro tecido - hoje em dia vendem retalhos em lojas de artesanato pra você não precisar comprar o metro), cola de tecido, tinta de tecido, miçangas, etc. A ideia é que o livro de pano seja 100% lavável e interativo. Eu preenchi o meu com acrilon para ficar fofinho.

Abaixo, alguns modelos de livros de pano profissionais:

Artesanato

Um livro desses, sob encomenda, não custa menos de R$180,00, mas como eu falei acima: se você tiver tempo e disposição pra fazer, consegue economizar. Algumas pessoas questionam certas coisas que usei no meu livro e a maneira como o produzi, porém, a professora da disciplina que nos mandou fazer, impôs alguns critérios que precisavam ser respeitados para a nota.

Após criar esse livro e passar na disciplina, pensei: esse livro precisa ser aproveitado, e então levei para as turmas da minha escola conhecer. A princípio eu iria apenas mostrar aos alunos da Educação Infantil, mas daí mostrei para os do 1º ano, 2º, 3º... e eles todos amaram ❤️💛💙


Tive ajuda da Professora da Sala de Leitura do meu colégio e da outra agente, Débora, que trabalha comigo e é mestre em Pedagogia.

Enfim, foi um projeto muito legal que começou despretenciosamente pois eu queria uma distração para as crianças nos dias de baixa frequência (quando há centros de estudos parciais) e quando vi já tinha passado por várias turmas pra contar a história e deixá-los brincar com o livro.

Espero que tenham gostado e caso tenham dúvidas sobre esse tipo de criação, podem entrar em contato abaixo pelos comentários 😉

domingo, 23 de dezembro de 2018

Livro: Capitães da Areia, Jorge Amado

Eu nunca tinha lido nada de Jorge Amado nem fazia ideia que muitas séries e novelas eram inspiradas em seus livros (Gabriela Cravo e Canela, Tieta do Agreste, Porto dos Milagres, Dona Flor, etc) mas rondando a sala de leitura da escola onde trabalho achei um exemplar de Capitães da Areia e resolvi ler.



A leitura no início foi um pouco lenta e houve uma certa dificuldade por conta da "baianidade" expressa no livro: são muitas gírias e a estória é toda ambientada na Bahia, mais precisamente na praia, onde um grupo de meninos de rua vivem numa espécie de trapiche. 

O autor conta a vida desses meninos, fazendo-se única cada estória, e a riqueza de detalhes é tão grande que você acredita que estes meninos possam realmente ter existido: mas é apenas ficção.

Os personagens são riquíssimos em detalhes e cada um tem uma personalidade tão peculiar que quanto mais você lê mais você quer conhecer, entender e tornar-se íntimo daquele universo.

Jorge Amado tentou nos mostrar o dia a dia de meninos de rua e pra isso até chegou a dormir entre eles por algumas semanas antes de escrever Capitães da Areia. Ele escreve tão bem, mas tão bem que você fica imaginando que o próprio autor já passou necessidades, mesmo isto não tendo ocorrido.

No grupo de personagens há um líder, um mais sensato, um mais vida louca e também há o padre que, seguindo na contra-mão dos princípios católicos, ajuda esse grupo de meninos e deles obtém o respeito. Também há uma personagem feminina que entra no meio da estória e vira uma espécie de referência entre o grupo.

Cada estória é tão bem escrita que você passa a ter compaixão até com os "vilões". Eu considero não somente um livro mas uma obra de arte que deveria ser tombada como patrimônio histórico brasileiro. Sério, Capitães da Areia é um dos melhores livros que já li na vida!!

Depois de ler este livro fiquei mais apaixonada ainda pela cultura nordestina, pelas novelas e romances ambientados no nordeste brasileiro, coisa que sempre gostei desde meus tempos de criança. Essa cultura me faz lembrar coisas boas como férias na praia, reunião com a família pra assistir Tieta ou Mulheres de Areia mas também tem um apelo muito forte no meu imaginário social, pois vejo a luta nordestina como a verdadeira resistência brasileira, uma afronta ao imperialismo norte-americano e europeu e sou completamente apaixonada por tudo isso.

Quando recentemente foi lançada uma nova versão da mini série Gabriela Cravo e Canela (com a Juliana Paes) eu fiquei doida, pois mesmo sem saber desse histórico eu já adorava todas as novelas ambientadas no sertão nordestino, novelas sobre cangaço e cordel, e hoje como militante pró valorização nacional sou mais apegada ainda a essa temática.

Demorei a fazer esta resenha aqui no Blog mas como hoje fui marcada numa corrente sobre livros no Facebook, resolvi trazer a vocês essa dádiva que é a leitura desse livro. Sério, não deixem de ler, é muito MARAVILHOSO!!

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Livro: A Costureira de Khair Khana - Gayle Tzemach Lemmon

Recentemente lancei esse vídeo abaixo no Canal do Youtube (se inscreva) falando sobre um livro que adquiri tempos atrás pois desde que estudei História da Idade Média Oriental fiquei curiosa a tudo sobre o Oriente Médio.

Nesse contexto, eu indico como leitura um livro que é mencionado, inclusive, por mestres e doutores, pra compreensão da imagem do Oriente Médio, chamado "O Orientalismo", de Edward Said, que ajuda a compreender os mitos criados pela comunidade Ocidental acerca, principalmente, dos povos árabes.

Ainda nesse sentido, quando eu era jovem, li dois livros lindos, O Caçador de Pipas e A Cidade do Sol (ambos do mesmo autor), o que contribui pra hoje em dia eu ter verdadeira loucura pra conhecer esses países do Oriente Médio, principalmente a Turquia ☪️

Mas enfim... sobre A Costureira de Khair Khana, confiram no vídeo abaixo minhas impressões sobre o livro:



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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Dica de Leitura: O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder

Você gosta de Filosofia? Se você gosta ou deseja aprender um pouco sobre Filosofia, chegou ao lugar certo. O livro "O mundo de Sofia", de Jostein Gaarder, é importante obra pra compreensão da disciplina e MUITO indicado nas universidades brasileiras.

A Estória fala de uma menina de 14 anos cuja vida vira ao avesso porque ela começa receber cartas misteriosas. Essas cartas contém as principais temáticas da Filosofia como "Quem és tu" ou "Qual sentido da vida" e a menina passa então a receber um tipo de "curso" por correspondência.

No vídeo abaixo eu falo um pouco mais da importância dessa temática:


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