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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Leituras do recesso 2025

A algum tempo me sentia triste por não conseguir mais consumir conteúdo denso. Ano retrasado cheguei a um nível de estresse muito alto: cobranças infinitas no trabalho e bombardeamento de informação virtual. Essa combinação não me fez bem e decidi tomar um rumo mais saudável para minha vida.

Eu tinha perdido a capacidade de me concentrar num filme, por exemplo, sem ser tomada pela ansiedade. Notei que isto não acontecia apenas comigo, mas com diversas pessoas da minha idade que se sentem cobradas para dar sempre o melhor de si.

Esse ano, além de desativar o Instagram, busquei meios de controlar esta ansiedade: exercícios físicos, filtrar conteúdo que consumo na TV e na internet, fontes de prazer saudáveis, alimentação equilibrada e principalmente, cuidados com a saúde mental.

Pode parecer besteira mas eu parei, por exemplo, de ouvir músicas que cantem coisas negativas, parei de ver filmes de terror/ violência, parei até de mencionar certas palavras no meu dia a dia. Não sou uma pessoa religiosa mas fui percebendo como estas coisas afetam nosso cérebro.

Hoje, tento caminhar ao ar livre, principalmente em locais com contato com a natureza. Tento me alimentar melhor, estar próxima a pessoas boas, sair para dançar (uma das coisas que mais amo e aprendi com meu companheiro) e nesse recesso de 2025, estou tentado retomar o hábito da leitura.

Dicas de leitura Prof Thainá Santos
Livros consumidos nestas férias

Já tinha rolado anteriormente uma tentativa (fracassada) de retomar o hábito da leitura. Lembro-me que ano passado tentei voltar a ler com constância e não deu certo, mas porque fiz escolhas erradas.

Eu pegava livros qualquer e tentava lê-los em vão, mas muitos eram leituras densas, voltadas à academia, pesquisas históricas, ou seja, leituras difíceis. Contudo, em maio do ano passado estive de recesso e pude ler "O Sol é para todos", clássico da autora Harper Lee, e a leitura fluiu como água.

"O Sol é para Todos" é um livro fácil de ler, uma história de ficção fluida, e mesmo se tratando de um tema pesado, rolou bem para mim. Levando isto em consideração, decidi voltar a ler com leituras ficcionais (do tipo envolvente). Alguns podem achar que são leituras rasas, bobas, mas é simplesmente isto que eu preciso!

Comecei este recesso escolar lendo "O Jardim Secreto", da autora inglesa Frances Hodgson Burnett e foi a melhor escolha possível 😄 O livro conta sobre a evolução pessoal de duas crianças que alcançam essa maturidade e desenvolvimento pessoal graças ao contato com a natureza. O livro demonstra como a simplicidade pode nos ajudar em um processo de auto ajuda e/ou cura. Mais perfeito pra mim? Impossível! Que leitura gostosa, que escrita bonita, adorei "O Jardim Secreto" 💗

Ciente de que precisava ler algo fácil e que prenda minha atenção, com sequências temporais que prendam o leitor, escolhi o romance "O Diário de uma paixão", cujo filme eu já havia assistido anos atrás e amava. Confesso que estava a muitos anos sem consumir um romance (seja filme, seja livro) e este caiu como uma luva no momento em que estou vivendo. Simplesmente amei: que história mais linda. Para alguns é difícil de acreditar, mas amor verdadeiro ainda existe.

Para finalizar estou lendo "O diário de Anne Frank", e depois volto aqui para contar um pouco sobre.

-*-

Estou muito feliz com meu avanço nessas leituras, com o afastamento das redes sociais, com a minha dedicação pessoal em cuidar da mente. Não que eu tenha uma rotina perfeita, livre de falhas, mas o lema "Um dia de cada vez" nunca fez tanto sentido pra mim.


quinta-feira, 25 de julho de 2024

PROCESSO SELETIVO PARA PROFESSORES SEEDUC - RJ (2024)

Abriu contrato temporário para o Governo do estado do Rio de Janeiro. Os professores que desejarem se candidatar devem entrar no link: https://contratotemporario.educacao.rj.gov.br/ e se cadastrar. Veja no vídeo abaixo mais informações sobre este Processo seletivo ⬇


quarta-feira, 7 de junho de 2023

Se fala "preto" ou "negro" no Brasil? Qual é a maneira correta?

A anos atrás eu trabalhei fazendo recenseamento domiciliar pelo IBGE. O recenseamento são aquelas entrevistas em que uma pessoa vai à casa dos entrevistados para colher dados sobre sua vida. Estes dados servem, dentre muitas finalidades, para organizar politicas públicas. Ou seja, o governo, teoricamente, usa destas informações para criar e ajustar leis em prol de desenvolvimento social.

O ano era 2010, eu era muito jovem e quase não tinha experiência profissional (nem experiência de vida). Eu tinha apenas 23 anos de idade, cursava a faculdade de Direito sem perspectivas de desenvolvimento pleno, estava ali apenas por estar. Mas, tudo que vivemos e estudamos fica de aprendizado, não é?

E nesta época recebi um aprendizado que levei para vida, mas que vive em constante manutenção: o de etnia e identidade racial. Em 2010 pouco falava-se sobre Racismo, Colorismo, Raça e etnia, mas neste vídeo conto um pouco mais sobre o que é definido como identidade étnica no Brasil atualmente.

terça-feira, 6 de junho de 2023

CURSOS ONLINE valem a pena ainda? 2023

Alguns conteúdos aqui do Blog e do meu Canal no Youtube precisam ser constantemente revisados pois a Educação e os Estudos não são uma constante, mudando a cada ano. As leis orientadoras, novos cursos, novas profissões, tudo sempre está mudando e nós precisamos nos atualizar.

Um dos vídeos de maior sucesso do meu canal é sobre CURSOS ONLINE, gravado numa época em que eles estavam surgindo e ainda pairavam muitas dúvidas sobre eles, principalmente sobre sua credibilidade.

Ano a ano as visualizações cresciam e as dúvidas também, de modo que comecei a sentir uma grande necessidade de gravar este vídeo sempre que posso.

Confiram abaixo minhas considerações ⬇


sexta-feira, 4 de março de 2022

Como o Professor deve abordar o 8M - Dia Internacional da Mulher?

Poucas datas são tão memoráveis quanto o Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de Março. Não que nós mulheres sejamos floquinhos de neve especiais que mereçamos ter um dia só nosso, mas de certa forma, merecemos porque algumas problemáticas ainda ocorrem, em pleno 2022.

A maior parte das sociedades subjugou a mulher e a doutrinou de forma opressiva no passado, e a percepção disto é muito recente, tornando a vida da mulher um pouco mais fácil (ou menos difícil).

A partir daí celebramos a data que tem sim seu valor, porém, celebramos de forma errada. E leia até o fim antes de concluir que sou uma feminista mal humorada (as vezes sou - mas não é o caso).

Imagem: Brasil Escola - UOL

Grande parte dos professores no Brasil ensinam sobre a data a seus alunos de forma errada, reforçando estereótipos de gênero. Pintam tudo de "rosa", orientam trabalhinhos com temática "rosa", "florida", cheia de laços e babados, como se estas coisas fossem de exclusividade e uso feminino. Alias, o próprio conceito de "feminino" já é algo questionável (muitas vezes opressor).

Ainda lembro das professoras dando lembrancinhas para seus alunos entregarem as mães: É lixa de unha com florzinha na ponta, é colher de pau com coração na ponta, coisas que não colocam a mulher em posição de destaque e autonomia, essas coisas põe a mulher em posição tradicional de acordo com os padrões patriarcais: é a mulher que "deve" ser vaidosa e cuidar bem da sua casa e sua família, alimentando-os e sendo subserviente. Contraditório, visto que a mensagem do Dia da Mulher deve ser uma mensagem de emancipação, de quebra de padrões, de independência e autonomia feminina.

Então professor, não dê esse tipo de lembrancinha para seus alunos darem à mãe, nem os façam acreditar que ser mulher é absorver tudo que for rosa, florido e com babadinhos. Ser mulher é mais que isso, é acreditar que possamos ir além e somos sim igual aos homens, salvo raríssimas exceções (assunto para outro post).

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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

O QUE É IMPERIALISMO?

Imperialismo é um conceito estudado na História e também na Sociologia, nas Ciências Políticas e até na Filosofia. Entende-se por Imperialismo a ideia de domínio de um povo ou nação sobre a outra. Esse domínio pode se dar de forma direta, violenta e opressora mas também de forma indireta, de forma cultural, apagando-se a cultura e modo de viver do povo ou país subjugado.

Nesse vídeo compartilho com vocês o Imperialismo na História, dos povos Europeus sobre nações colonizadas, mas entenda que a História não é uma ciência exata e que não existe mocinhos nem vilões: alguns países que hoje se curvam diante do Imperialismo Estadunidense, por exemplo, também já exerceram domínio sobre outros, em outras épocas.

Enfim, confira abaixo o tema Imperialismo dentro da História, cobrado nos principais vestibulares e Enem:


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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

SOCIOLOGIA: Um pouco sobre Max Weber

Max Weber é um nome muito importante na Sociologia, tanto que todo estudante ao ingressas no Ensino Superior estuda-o por grandes razões. Algumas escolas de ensino médio também abordam Weber para seus alunos, então, confira no vídeo abaixo detalhes em resumo:


domingo, 15 de agosto de 2021

SOCIOLOGIA - POSITIVISMO - AUGUSTE COMTE

Você que está estudando Sociologia, seja no ensino médio ou na faculdade, com certeza já se deparou com algum conteúdo sobre  POSITIVISMO e AUGUSTE COMTE. Estudar sobre estes tópicos é praticamente obrigatório para quem quer aprender um pouco sobre Sociologia.

No vídeo abaixo acompanhe informações para te ajudar nos estudos sobre Sociologia:


quinta-feira, 10 de junho de 2021

Tá na moda ser Não-binário

Quando um ser humano nasce trás em seu corpo diversas características que vai possuir: hormônios, cromossomos, dois braços, duas pernas, visão, audição, etc. Salvo raríssimas exceções, a maioria dos seres humanos são assim. A biologia humana é muito semelhante quando levamos em consideração aspectos de saúde: ou seja, para que um ser humano seja considerado saudável ele tem que ter em si o mínimo possível para uma vida plena sem dificuldades motoras.

Ainda sim, estes seres humanos possuem algumas poucas características que os diferem, como por exemplo, uns tem capacidade de engravidar, outros não. Uns tem capacidade de menstruar, outros não. Uns possuem uma taxa de testosterona maior, outros não (veja que estou falando de forma empírica, apenas de ciência).

Diante dessas características sociedades convencionaram que estes seres humanos deveriam ser classificados em gêneros. Veja bem, diante de características pré-existentes no corpo humano, a SOCIEDADE convencionou que quem tem determinada característica deve ser tratado de um jeito, e quem tem determinada característica deve ser tratado de outro jeito. E que sociedade é essa? Várias. Mas nós, aqui no Brasil, estamos acostumados com a sociedade patriarcal ocidental, com raízes na tradição judaico-cristã.

Vamos levar em conta que tal sociedade é apenas mais uma das muitas que existem ou já existiram no mundo. Embora de grande importância e influência, não se pode ignorar que há outros povos e outras sociedades que encaram o assunto "gênero" de outra maneira. É importante destacar, por exemplo, que comunidades indígenas não usam o critério "corpo" pra considerar um gênero. Outras, nem gênero tem. Tanto que ao vermos os membros de uma determinada sociedade, sendo indígena ou não, podemos até ter dificuldade de enxergar o gênero dessas pessoas (é benino ou benina)... E por que isso ocorre?

Porque na sociedade em que vivemos atualmente, no Brasil, os estereótipos de gênero são reforçados de acordo com as tradições judaicos-critãs ocidentais (lembre-se, o gênero cristão não é um conceito errado, é apenas um dos muitos conceitos de gênero existentes no mundo).

Para a sociedade cristã, se você nasce com um corpo de um jeito, com altas taxas de testosterona e um pênis, talvez, você deve se portar de um jeito: Gostar de futebol, de cerveja, ser grosseiro, falar alto, intimidar. Agora, se você nasce com seios ou uma vagina, talvez, você deve ser delicada, subserviente, multitarefas e defender o que entendemos por "feminilidade" (outro conceito também criado socialmente).

Dessa maneira, a biologia de um corpo humano não faz muita diferença na prática pois, ao analisarmos friamente, o corpo humano tem muito mais similaridades do que diferenças. Acontece que nossa sociedade, cristã-ocidental, gosta de reforçar essas diferenças para atender interesses políticos e religiosos. De que maneira? Quando na bíblia diz-se "E Deus criou o homem e a mulher", os cristãos dizem ao mundo: "Olha, só haverão dois gêneros que levam em conta características genéricas que nem sempre dá certo com todo mundo pois corpos são diferentes, mas ignoramos isso pra atender nossos próprios interesses". Em outras palavras, "vocês que lutem pra se encaixar no padrão que nós criamos em relação a esses corpos porque precisamos manter nossa doutrina de forma específica".

Para que isso fique mais claro, vamos a um exercício: imagine uma mulher sem "vaidades". Ela usa o cabelo curto, usa roupas neutras (que são chamadas erradamente de roupas masculinas), não usa adornos como joias, por exemplo. Essa mulher é tratada como o que? Como lésbica, como desleixada, sendo que desleixo, a meu ver, é mais uma questão de higiene (algo que todo ser humano tem que ter) e lésbica pra mim não é algo negativo.

A mulher que não se submete a essas condições criadas pela sociedade judaico-cristã é marginalizada, é mal vista socialmente, porque ela precisa se submeter a isso pra "se diferenciar" de um homem. Ela precisa usar roupas e sapatos que tirem sua mobilidade plena, ela precisa usar cortes de cabelos e maquiagem que a ocupe, que a preocupe, para que ela não se meta com assuntos "dos homens". E tudo isso eu boto com muitas aspas para que fique evidente o quanto é absurdo o conceito de gênero criado pelos cristãos.

Muitos desses seres humanos que são considerados "mulheres" não engravidam, não menstruam, não tem seios grandes, não tem muitas características do que se considera uma mulher mas mesmo assim a sociedade cristã as obriga a agirem e se portarem de um jeito porque nasceram com uma vagina (ou um pênis invertido, ou desenvolvido de outra maneira). Nesse sentido, é imposto um gênero aquela pessoa somente por uma característica física qualquer. Entenda que essa pessoa, ao longo da vida, será cobrada duramente para que esse gênero fique mais evidente, ainda mais se essa pessoa for o que chamamos de mulher.

A filósofa Simone de Beauvoir discorreu sobre isso em sua obra literária "O segundo Sexo" em 1949. Veja que incrível: uma mulher, na década de 40, escrevendo sobre gênero, quando ninguém falava sobre isso. Essas concepções que Simone discorre mostram como o gênero é algo social e não biológico, ela foi uma revolucionária ao falar disso numa época que a mulher não tinha voz pra nada.

Simone alega que a mulher é sempre colocada como oposta ao homem, como se o homem fosse o correto, o direito, a razão, e a mulher à esquerda, a emotiva, a falta de razão. Mas mais que isso, Simone diz que a sociedade cristã trata a mulher não somente como oposta ao homem, mas também como se o homem estivesse numa posição de neutralidade e a mulher de parcialidade.

Enfim... como chegamos até aqui? Em 2015 caiu uma questão no Enem que falava sobre nossa querida filósofa e também sobre a concepção de gênero que ela trabalhou, ou seja, o gênero tratado como questão social (e não meramente biológico). Nesse sentido, grupos de direita começaram uma verdadeira caça às bruxas a grupos feministas e a própria filósofa com criação de fake news. Por que Thainá? Porque eles não querem que a socidade saiba que a concepção de gênero deles foi criada pra atender interesses religiosos e políticos. Para esses grupos conservadores, é interessante que pensemos que a mulher é multitarefas porque o cérebro dela é assim (e não porque somos cobradas pra ser assim). É interessante pra conservadores que acreditemos que mulheres são emotivas e histéricas porque tá no nosso DNA (e não porque eles querem invalidar nossas opiniões). Enfim...

Existe um perigo maior ainda: a comunidade LGBT, grande parte, acredita nisso. Tanto que a mídia que se quer pintar de progressista está pipocando pautas como transsexualidade, gênero neutro, não-binariedade. As mulheres trans e travestis do Brasil dizem que nasceram com pênis mas "se sentem" mulher. Sendo que mulher não é um sentimento! Ser mulher é uma criação social com imposição de comportamentos. Como estas pessoas gostam ou se identificam com esses comportamentos, elas dizem que se sentem assim. Mas não: não se sentem assim, apenas tem gosto pelo que é considerado feminino. Essa é uma armadilha que infelizmente muitos LGBT tem caído...

Ser homem ou mulher é um conceito social de acordo com a tradição cristã, lembrem-se disso, ao passo que não se adequar a esse padrão é algo totalmente normal e saudável. Aí sim, estamos falando da verdadeira não-binariedade. Essa sim tá na moda, desde que nossos ancestrais povoaram esse mundo.

domingo, 27 de dezembro de 2020

A Ascensão da Bruxaria contemporânea no Brasil e suas causas

Não é de hoje que Páginas e Canais do Youtube sobre Bruxaria tem se popularizado no Brasil, mas por que isso tem acontecido?

Wicca no Brasil

Vivemos numa sociedade com pressa, pressionada por resultados, onde "só" trabalhar (ou "só" estudar) é pouco. Nossos pais e nossos avós só trabalhavam (ou cuidavam da casa) e tudo bem, mas hoje em dia isso é quase que inadmissível.

Daí que moramos longe do nosso trabalho, perdemos muito tempo com um transporte sucateado, e ainda somos obrigados a, além de trabalhar, estudar pra nos especializar cada vez mais (além de nos manter "saudáveis", nos exercitar, estar com os cabelos brilhosos...).

Impossível né? Para quem tem filhos então... Mas algumas religiões e grupos de apoio espiritual procuram apoiar seus seguidores nesse sentido, incentivando um caminho espiritual. Diante disso, o crescimento da Wicca e outras religiões politeístas tem crescido.

Quando me refiro a esse tipo de religião, estou me baseando em cultos de inspiração politeísta europeia e asiática, já que as de matrizes africanas já fazem parte de nossa cultura (como a Umbanda e o Candomblé). "Bruxaria" é um termo genérico que durante a Idade Média foi usado de forma pejorativa pelos cristãos católicos.

O que acho interessante é que essas religiões no Brasil tem se pautado em ideias como:

  • Igualdade de gênero
  • Respeito ao meio ambiente
  • Auto conhecimento e auto cuidado
  • Sexualidade livre e positiva
  • Respeito às diferenças sociais e aceitação do seu corpo e aparência

Como são pautas que me identifico totalmente, não tem como ignorar esse fenômeno que tem feito bem pra tantas pessoas. Embora eu não seja crente, sei da importância da religião na vida de uma pessoa e sei como as religiões ajudaram na construção do conhecimento histórico.

Claro que não concordo com 100% de tudo mas sei da importância desses ideais para uma sociedade menos estressada e vazia.

E vocês? Curtem essa ascensão da Bruxaria no Brasil? Um grande abraço, Thainá.

domingo, 22 de novembro de 2020

Como crianças aprendem História?

Antes de uma criança aprender sobre seu passado e o passado do seu país, ela precisa aprender sobre "Tempo", sobre como contar o tempo e as noções de passado, presente e futuro. Por mais simples que isso pareça na cabecinha delas não é. Ainda mais quando se é uma criança especial, uma criança com algum tipo de deficiência cognitiva.

Eu trabalho a quase 4 anos nessa área, como AAEE, e percebo que o tempo é um assunto um pouco complexo para elas, quando nos tratamos da teoria. Você até pode ensinar uma criança, qual seja ela, a contar as horas no relógio de ponteiros, mas entender o que "é" o tempo é difícil. A meu ver, pode-se considerar até um tema filosófico.

Aos professores que vão se aventurar em ensinar história, antes de tudo, tenha você, em sua mente, o que é o tempo: o tempo é criado, inventado pelos humanos. Depois que você aprende e reflete sobre isso, fica mais fácil de ensinar aos pequenos.

A eles devemos ensinar os conceitos de:

  • Dia e Noite
  • Horas, minutos e segundos
  • Dias da semana (segunda, terça, quarta-feira...)
  • Datas (ou seja, os números no calendário)
  • Meses
  • Anos
  • Décadas
  • Séculos
  • Passado, presente e futuro
É importante que estes conceitos estejam bem definidos na cabecinha deles ao se falar de História e, nesse vídeo abaixo, eu fiz uma pequena explicação, como se estivesse conversando com meus alunos (na verdade, esse vídeo foi elaborado por mim e minha companheira de trabalho @profnandacosta para nossos alunos no colégio onde prestamos nosso apoio). 

Acompanhem:


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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

HISTÓRIA - IDADE MÉDIA: A IGREJA CATÓLICA

Confira nesse vídeo um pouco da História da Igreja Católica no ocidente e seu desenvolvimento durante a Idade Média. Temas como o apóstolo Paulo de Tarso, sua ida pra Europa, a nomeação de bispos e muito mais, você pode conferir aqui:


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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Livro: O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO - Aldous Huxley

Sei que esse livro é um pouco "modinha" e acredito que isto tenha acontecido por estarmos diante de um governo que flerta com o autoritarismo. Mas ainda sim, é um super livro que vim indicar pra vocês que amam os clássicos e querem adicionar algo novo a sua coleção 😉



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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

VIDEOAULA - HISTÓRIA: FEUDALISMO

E no vídeo de hoje vamos falar sobre O que é o Feudalismo, sistema econômico e social vigente na Europa medieval.

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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Ignorar as ciências humanas prejudica serviços essenciais

Cá estava eu, vendo um vídeo do Canal Nerdologia (canal sobre ciências e história), e fico diante de um fato que eu já desconfiava, mas precisava de um caso concreto pra mostrar: As ciências exatas precisam das ciências humanas.

Sobre este assunto, recordo-me das aulas de Psicologia do Curso de Formação de Professores, quando a professora nos ensinou os diferentes tipos de inteligência segundo a teoria e os estudos de Howard Gardner.

No vídeo do Canal Nerdologia é explicado sobre o surgimento do vírus Ebola e como antropólogos e historiadores tiveram que trabalhar com populações africanas que se recusavam a mudar suas tradições funerárias. Para quem não sabe, a última epidemia do vírus Ebola, em 2013/ 2014, deu-se, principalmente, por conta de certas práticas nos rituais funerários mantidos em comunidades africanas.

Os historiadores, sociólogos e antropólogos tiveram que pensar num meio desses rituais serem preservados de modo a evitar a contaminação. Resultado: o surto epidêmico foi controlado.

Talvez devêssemos seguir esta linha no nosso momento de pandemia cuja quarentena nunca existiu. As vezes me sinto até trouxa por sair de casa apenas uma vez por semana para ir ao sacolão. Parece que só eu e meia dúzia de gatos pingados aderimos a quarentena de verdade.

Mas a questão é: o que as aulas de Psicologia do normal tem a ver com isso? A verdade é que entender que existem múltiplas inteligências acaba aos poucos com o mito de que só as Ciências exatas são importantes.

Talvez uma ação orquestrada para reforçar o isolamento social, com o apoio de sociólogos, antropólogos e principalmente dos nossos governos, fariam o povo se unir nesse momento difícil sem ter a sensação de estar abrindo mão de sua cultura. Ninguém morre por ficar sem sua cerveja no bar aos fins de semana, precisamos mudar esse quadro.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Quiz das Professoras/ Normalistas

Não sei porque mas existe um elo muito forte entre as professoras que fizeram o Curso Normal (formação de professores de nível médio). Sou suspeita pra falar pois fiz o magistério e tenho muito orgulho disso, foi um curso que me fez aprender muito e sou muito grata pelas portas que esse curso me abriu.

Então embarcando nesse assunto eu criei o Quiz da Professora/ Normalista, um layout postado no Instagram para gerar interação entre professores e normalistas no geral (incluindo estudantes). A imagem é essa abaixo:


Caso reposte no Instagram, me marque para eu ver, por favor, vou adorar conhecer vocês um pouco mais. Meu @ é profthaina.

Vou colocar aqui abaixo algumas de minhas respostas, mas já adianto que foi muito difícil escolhe-las pois eu amo essa profissão e não tem quase nada que eu não goste.


  • Formação: Magistério + Licenciatura em História;
  • Instituição: Curso Ação e Universidade Estácio de Sá;
  • Matéria preferida: EJA, Literatura Infantil, Artes e, na universidade, Grécia Antiga, História do Brasil Colonial, Formação dos Estados Europeus, etc;
  • Menos afinidade: Psicologia, tanto no normal quanto na faculdade;
  • Quem eu gostaria que respondesse: todos aqueles que amam o magistério ♡

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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Roma Antiga e Império Romano: A História

Quase todo mundo já estudou ou já ouviu falar em pelo menos alguma coisinha do Império Romano. Das grandes civilizações, a civilização romana é uma das mais importantes, mais lembradas e mais influentes (até nos dias de hoje).

Se você quiser assistir uma aula completa sobre esse assunto, confira abaixo:



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sábado, 11 de abril de 2020

Vale a pena fazer segunda faculdade?

Em meados de 2013 eu já tinha me formado em Direito, estava com 25, 26 anos e pensava em fazer outra faculdade. Não passava pela minha cabeça exercer a advocacia, a não ser por necessidade extrema. Sempre foi assim durante a faculdade e depois que me formei meu pensamento não mudou.

Fazer outra faculdade ainda era um pensamento distante, já que eu imaginava ter que formar o cenário perfeito pra começar outra graduação: eu achava que devia esperar as contas se acertarem (coisa que até hoje, nunca ocorreu), deveria esperar arrumar um trabalho qualquer, deveria esperar ter a faca e o queijo na mão, mas eu nunca consegui chegar a esse momento.

Até que em 2016, num surto qualquer fui lá e me matriculei numa faculdade particular mesmo (universidade pública nunca me encheu muito os olhos para graduação - num outro post falo porquê)... Me matriculei na Simonsen e depois pedi transferência para a Estácio, onde me formei.

Eu fiz História porque precisava, acima de tudo, de reafirmação: eu precisava de uma carreira, ter uma profissão pra exercer, precisava aprender tudo que não aprendi na escola, precisava me sentir confiante em relação aos meus conhecimentos... e deu certo! A faculdade de História me fez aprender MUITO, e é um curso encantador: a paixão pela Sociologia e pela Filosofia vieram juntamente com a graduação e hoje sou muito mais feliz comigo mesmo, mais confiante, não tenho medo dos estudos... enfim...

Mas não sei se uma segunda graduação é necessária para todos, nem sei se vale a pena para todos. Talvez pra quem fez a primeira muito jovem, como eu (eu entrei na faculdade com 18 anos), valha a pena pois dificilmente você tem maturidade nessa idade. Mas se a pessoa já se encontrou na primeira faculdade e quer estudar mais, talvez uma pós-graduação lato senso (ou um mestrado) valha mais a pena. Ou até um curso técnico/ profissionalizante: eles estão em alta no mercado.

Não me arrependo de ter feito História, nem de ter feito o curso normal, mas talvez, se pudesse voltar no tempo, teria invertido a ordem. E acredito que, conhecendo a mim mesma como me conheço, teria feito Direito de qualquer maneira, porque sempre quis ser servidora pública.

Acontece que comecei a perceber que você não PRECISA fazer Direito pra ser servidor público: claro que o curso vai te ajudar muito, mas caso você não tenha alguma deficiência intelectual, não há nada que você não possa aprender em outra faculdade ou por conta própria.

A maioria dos concursos jurídicos tem as mesmas matérias: direito constitucional, informática, RLM, direito administrativo... e são matérias que você pode estudar por conta própria: Youtube e Google estão aí pra isso.

Se é teu sonho fazer outra faculdade: se joga, mas saiba que você não precisa passar por todo esse processo novamente pra aprender o que deseja, até porque a postura ativa diante dos estudos é que nos faz aprender de verdade 😉

sexta-feira, 10 de abril de 2020

VIDEOAULA: GRÉCIA ANTIGA

Confira nesta postagem um vídeo completo sobre Grécia Antiga. Nessa videoaula ficará bem explicado diversos pontos sobre a Antiguidade Clássica, ou seja, a História da cultura ocidental e da Grécia Antiga.


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segunda-feira, 6 de abril de 2020

VIDEOAULA: HISTÓRIA DA CHINA - parte II

Confira neste vídeo abaixo a continuação do vídeo HISTÓRIA DA CHINA - PARTE I. Nesta  segunda parte falaremos mais do período equivalente ao final da Idade Média, alguns aspectos dinásticos, invasões mongóis, governo de Gengis Khan, a questão da Manchúria, até a Revolução Chinesa organizada pelos comunistas.

Se você gosta de História da China, acompanhe comigo:


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