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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

SOCIOLOGIA: Um pouco sobre Max Weber

Max Weber é um nome muito importante na Sociologia, tanto que todo estudante ao ingressas no Ensino Superior estuda-o por grandes razões. Algumas escolas de ensino médio também abordam Weber para seus alunos, então, confira no vídeo abaixo detalhes em resumo:


quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Conheça um pouco sobre a obra de Émile Durkheim

Você sabia que toda faculdade possui, em seus cursos, a disciplina Sociologia? Isto acontece porque, quando você passa a aprender sobre qualquer profissão, você precisa absorver quais são as contribuições daquela carreira para a sociedade. Posteriormente, você vai precisar criar sua própria contribuição para concluir seu curso.

Hoje vamos conhecer um pouco sobre Émile Durkheim, sociólogo francês da época do Iluminismo e do Positivismo. Durkheim é conhecido por causa, principalmente, do desenvolvimento do seu método e sua obra, como "As regras do método sociológico" e "O suicídio".


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domingo, 15 de agosto de 2021

SOCIOLOGIA - POSITIVISMO - AUGUSTE COMTE

Você que está estudando Sociologia, seja no ensino médio ou na faculdade, com certeza já se deparou com algum conteúdo sobre  POSITIVISMO e AUGUSTE COMTE. Estudar sobre estes tópicos é praticamente obrigatório para quem quer aprender um pouco sobre Sociologia.

No vídeo abaixo acompanhe informações para te ajudar nos estudos sobre Sociologia:


sábado, 14 de agosto de 2021

Sociologia: Introdução e Conceitos principais

Nas próximas postagens quero dividir com vocês um pouco sobre a matéria Sociologia, que é uma grande paixão na minha vida depois da História.

Na verdade, as duas matérias andam de mãos dadas pois uma depende da outra para explicar os fenômenos e acontecimentos sociais.

Acompanhe no vídeo abaixo um pouco sobre essa deliciosa descoberta que é a Sociologia:


quinta-feira, 10 de junho de 2021

Tá na moda ser Não-binário

Quando um ser humano nasce trás em seu corpo diversas características que vai possuir: hormônios, cromossomos, dois braços, duas pernas, visão, audição, etc. Salvo raríssimas exceções, a maioria dos seres humanos são assim. A biologia humana é muito semelhante quando levamos em consideração aspectos de saúde: ou seja, para que um ser humano seja considerado saudável ele tem que ter em si o mínimo possível para uma vida plena sem dificuldades motoras.

Ainda sim, estes seres humanos possuem algumas poucas características que os diferem, como por exemplo, uns tem capacidade de engravidar, outros não. Uns tem capacidade de menstruar, outros não. Uns possuem uma taxa de testosterona maior, outros não (veja que estou falando de forma empírica, apenas de ciência).

Diante dessas características sociedades convencionaram que estes seres humanos deveriam ser classificados em gêneros. Veja bem, diante de características pré-existentes no corpo humano, a SOCIEDADE convencionou que quem tem determinada característica deve ser tratado de um jeito, e quem tem determinada característica deve ser tratado de outro jeito. E que sociedade é essa? Várias. Mas nós, aqui no Brasil, estamos acostumados com a sociedade patriarcal ocidental, com raízes na tradição judaico-cristã.

Vamos levar em conta que tal sociedade é apenas mais uma das muitas que existem ou já existiram no mundo. Embora de grande importância e influência, não se pode ignorar que há outros povos e outras sociedades que encaram o assunto "gênero" de outra maneira. É importante destacar, por exemplo, que comunidades indígenas não usam o critério "corpo" pra considerar um gênero. Outras, nem gênero tem. Tanto que ao vermos os membros de uma determinada sociedade, sendo indígena ou não, podemos até ter dificuldade de enxergar o gênero dessas pessoas (é benino ou benina)... E por que isso ocorre?

Porque na sociedade em que vivemos atualmente, no Brasil, os estereótipos de gênero são reforçados de acordo com as tradições judaicos-critãs ocidentais (lembre-se, o gênero cristão não é um conceito errado, é apenas um dos muitos conceitos de gênero existentes no mundo).

Para a sociedade cristã, se você nasce com um corpo de um jeito, com altas taxas de testosterona e um pênis, talvez, você deve se portar de um jeito: Gostar de futebol, de cerveja, ser grosseiro, falar alto, intimidar. Agora, se você nasce com seios ou uma vagina, talvez, você deve ser delicada, subserviente, multitarefas e defender o que entendemos por "feminilidade" (outro conceito também criado socialmente).

Dessa maneira, a biologia de um corpo humano não faz muita diferença na prática pois, ao analisarmos friamente, o corpo humano tem muito mais similaridades do que diferenças. Acontece que nossa sociedade, cristã-ocidental, gosta de reforçar essas diferenças para atender interesses políticos e religiosos. De que maneira? Quando na bíblia diz-se "E Deus criou o homem e a mulher", os cristãos dizem ao mundo: "Olha, só haverão dois gêneros que levam em conta características genéricas que nem sempre dá certo com todo mundo pois corpos são diferentes, mas ignoramos isso pra atender nossos próprios interesses". Em outras palavras, "vocês que lutem pra se encaixar no padrão que nós criamos em relação a esses corpos porque precisamos manter nossa doutrina de forma específica".

Para que isso fique mais claro, vamos a um exercício: imagine uma mulher sem "vaidades". Ela usa o cabelo curto, usa roupas neutras (que são chamadas erradamente de roupas masculinas), não usa adornos como joias, por exemplo. Essa mulher é tratada como o que? Como lésbica, como desleixada, sendo que desleixo, a meu ver, é mais uma questão de higiene (algo que todo ser humano tem que ter) e lésbica pra mim não é algo negativo.

A mulher que não se submete a essas condições criadas pela sociedade judaico-cristã é marginalizada, é mal vista socialmente, porque ela precisa se submeter a isso pra "se diferenciar" de um homem. Ela precisa usar roupas e sapatos que tirem sua mobilidade plena, ela precisa usar cortes de cabelos e maquiagem que a ocupe, que a preocupe, para que ela não se meta com assuntos "dos homens". E tudo isso eu boto com muitas aspas para que fique evidente o quanto é absurdo o conceito de gênero criado pelos cristãos.

Muitos desses seres humanos que são considerados "mulheres" não engravidam, não menstruam, não tem seios grandes, não tem muitas características do que se considera uma mulher mas mesmo assim a sociedade cristã as obriga a agirem e se portarem de um jeito porque nasceram com uma vagina (ou um pênis invertido, ou desenvolvido de outra maneira). Nesse sentido, é imposto um gênero aquela pessoa somente por uma característica física qualquer. Entenda que essa pessoa, ao longo da vida, será cobrada duramente para que esse gênero fique mais evidente, ainda mais se essa pessoa for o que chamamos de mulher.

A filósofa Simone de Beauvoir discorreu sobre isso em sua obra literária "O segundo Sexo" em 1949. Veja que incrível: uma mulher, na década de 40, escrevendo sobre gênero, quando ninguém falava sobre isso. Essas concepções que Simone discorre mostram como o gênero é algo social e não biológico, ela foi uma revolucionária ao falar disso numa época que a mulher não tinha voz pra nada.

Simone alega que a mulher é sempre colocada como oposta ao homem, como se o homem fosse o correto, o direito, a razão, e a mulher à esquerda, a emotiva, a falta de razão. Mas mais que isso, Simone diz que a sociedade cristã trata a mulher não somente como oposta ao homem, mas também como se o homem estivesse numa posição de neutralidade e a mulher de parcialidade.

Enfim... como chegamos até aqui? Em 2015 caiu uma questão no Enem que falava sobre nossa querida filósofa e também sobre a concepção de gênero que ela trabalhou, ou seja, o gênero tratado como questão social (e não meramente biológico). Nesse sentido, grupos de direita começaram uma verdadeira caça às bruxas a grupos feministas e a própria filósofa com criação de fake news. Por que Thainá? Porque eles não querem que a socidade saiba que a concepção de gênero deles foi criada pra atender interesses religiosos e políticos. Para esses grupos conservadores, é interessante que pensemos que a mulher é multitarefas porque o cérebro dela é assim (e não porque somos cobradas pra ser assim). É interessante pra conservadores que acreditemos que mulheres são emotivas e histéricas porque tá no nosso DNA (e não porque eles querem invalidar nossas opiniões). Enfim...

Existe um perigo maior ainda: a comunidade LGBT, grande parte, acredita nisso. Tanto que a mídia que se quer pintar de progressista está pipocando pautas como transsexualidade, gênero neutro, não-binariedade. As mulheres trans e travestis do Brasil dizem que nasceram com pênis mas "se sentem" mulher. Sendo que mulher não é um sentimento! Ser mulher é uma criação social com imposição de comportamentos. Como estas pessoas gostam ou se identificam com esses comportamentos, elas dizem que se sentem assim. Mas não: não se sentem assim, apenas tem gosto pelo que é considerado feminino. Essa é uma armadilha que infelizmente muitos LGBT tem caído...

Ser homem ou mulher é um conceito social de acordo com a tradição cristã, lembrem-se disso, ao passo que não se adequar a esse padrão é algo totalmente normal e saudável. Aí sim, estamos falando da verdadeira não-binariedade. Essa sim tá na moda, desde que nossos ancestrais povoaram esse mundo.

sábado, 5 de junho de 2021

HISTÓRIA - ILUMINISMO - SÉC XVIII

Importante período na História, o Iluminismo representou um grande avanço na sociedade europeia. Acompanhe no vídeo abaixo mais detalhes sobre esta matéria tão significativa na História tradicional.


sexta-feira, 4 de junho de 2021

HISTÓRIA - COLONIZAÇÃO INGLESA NA AMÉRICA DO NORTE

Para entender a origem da riqueza norte-americana vamos estudar um pouco sobre a Colonização Inglesa na América do Norte. 

Separei as informações mais importantes sobre esta colonização e a origem dos Estados Unidos, você pode acompanhar no vídeo abaixo:


domingo, 27 de dezembro de 2020

A Ascensão da Bruxaria contemporânea no Brasil e suas causas

Não é de hoje que Páginas e Canais do Youtube sobre Bruxaria tem se popularizado no Brasil, mas por que isso tem acontecido?

Wicca no Brasil

Vivemos numa sociedade com pressa, pressionada por resultados, onde "só" trabalhar (ou "só" estudar) é pouco. Nossos pais e nossos avós só trabalhavam (ou cuidavam da casa) e tudo bem, mas hoje em dia isso é quase que inadmissível.

Daí que moramos longe do nosso trabalho, perdemos muito tempo com um transporte sucateado, e ainda somos obrigados a, além de trabalhar, estudar pra nos especializar cada vez mais (além de nos manter "saudáveis", nos exercitar, estar com os cabelos brilhosos...).

Impossível né? Para quem tem filhos então... Mas algumas religiões e grupos de apoio espiritual procuram apoiar seus seguidores nesse sentido, incentivando um caminho espiritual. Diante disso, o crescimento da Wicca e outras religiões politeístas tem crescido.

Quando me refiro a esse tipo de religião, estou me baseando em cultos de inspiração politeísta europeia e asiática, já que as de matrizes africanas já fazem parte de nossa cultura (como a Umbanda e o Candomblé). "Bruxaria" é um termo genérico que durante a Idade Média foi usado de forma pejorativa pelos cristãos católicos.

O que acho interessante é que essas religiões no Brasil tem se pautado em ideias como:

  • Igualdade de gênero
  • Respeito ao meio ambiente
  • Auto conhecimento e auto cuidado
  • Sexualidade livre e positiva
  • Respeito às diferenças sociais e aceitação do seu corpo e aparência

Como são pautas que me identifico totalmente, não tem como ignorar esse fenômeno que tem feito bem pra tantas pessoas. Embora eu não seja crente, sei da importância da religião na vida de uma pessoa e sei como as religiões ajudaram na construção do conhecimento histórico.

Claro que não concordo com 100% de tudo mas sei da importância desses ideais para uma sociedade menos estressada e vazia.

E vocês? Curtem essa ascensão da Bruxaria no Brasil? Um grande abraço, Thainá.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Conheça as origens Espanholas da América Latina

No séc. XIV, XV e XVI Portugal e Espanha eram grandes potências navegantes. Seus governos incentivavam a conquista de novas terras para expansão territorial e comercial. Nesse sentido, os Espanhóis chegam à terras Americanas (América Central e América do Sul) para instaurar sua colonização: subjugam povos nativos, impõem o cristianismo como religião, unificam e desunem populações nativas, enfim... é por isso que hoje a maior parte dos países centro e sul-americanos falam Espanhol.

Então confira nesse vídeo abaixo como se deu o processo de Colonização Espanhola nas Américas



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sábado, 17 de outubro de 2020

A origem da pobreza na África e a Colonização Europeia

É comum associar a imagem do continente africano à miséria e pobreza, escassez de recursos hídricos, baixa taxa de nutrição populacional, dentre outras coisas negativas. Mas você sabe como isso começou? Se na África há tanta terra fértil, por que tanta gente ainda passa fome?

É importante dizer que muita gente passa fome no mundo todo, isso não é uma exclusividade africana, e isso ocorre porque há uma péssima distribuição de renda no planeta. Não falta comida, falta boa vontade dos governantes de criar políticas para que isso não ocorra.

É interessante para países que exploram o continente africano (como os países europeus e os EUA) manter essa imagem negativa da população africana pois assim tem mais "liberdade" de intervir, explorar, como se salvadores da pátria fossem. E nesse sentido, preparei uma aula que mostra um pouco de como ocorreu a Colonização no Continente Africano.

Veja também: História da África pré-colonização

Confira 👇


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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

VIDEOAULA - HISTÓRIA: FEUDALISMO

E no vídeo de hoje vamos falar sobre O que é o Feudalismo, sistema econômico e social vigente na Europa medieval.

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Um novo olhar sobre o Império...

Texto publicado em: @profthaina

Ano passado eu fiz uma prova para professor de história e uma das questões indicava a família real brasileira, mais especificamente o segundo reinado, como abolicionista. Eu não sabia a resposta correta; dias depois, a questão foi anulada.

Há uns dois meses atrás uma pessoa veio elogiar o reinado de Pedro II e as conquistas daquele período referente à alfabetização, algo que ela tinha ouvido na rádio.

A novela escolhida para reprisar neste tempo de pandemia é a "Novo Mundo" da @redeglobo, que conta de forma romântica a história da vinda da família real portuguesa para o Brasil.

Monarquia brasileira

Sim gente, a monarquia "tá na moda". Aliás, a Globo já está organizando uma nova novela, a história do segundo reinado, "Nos tempos do Imperador", e Pedro II será interpretado pelo ator Selton Mello.

Mas lembro-me bem de quando era criança, como a família real era retratada pelas mídias e pelas artes, sempre de forma ridicularizada. Vocês lembram da novela O Quinto dos infernos? Eu só lembro que Dom João era um glutão, comedor de frangos, e Dom Pedro I "o gostoso" 🤭

Mas... as coisas mudaram. Se antes a monarquia era retratada de fórmula ridícula, hoje ela tem apoiadores e admiradores, inclusive, lotando os cursos de história (e você achando que no curso de história só tem comunista).

Eu não sei se é o melhor sistema e sei que tem amigos meus que defendem, porém, a questão não é essa. Esse texto tem a intenção de mostrar como a história pode ser ensinada de forma proselitista.

Se hoje a monarquia tá em alta, existe um porquê, e se antes era mal vista, também existe uma razão.

O que vocês acreditam que seja? Deixe sua opinião nos comentários ❤

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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Dia 23 de Abril - Dia de São Jorge

São Jorge da Capadócia

Quem foi São Jorge? Hoje é feriado do santo aqui no Rio e como essa semana falamos do Império Romano...

Jorge foi um rapaz nascido na Capadócia (Turquia) e já vivia a carreira militar ainda na adolescência (na atual Palestina). Aos 23 anos já pertencia a Corte Imperial mas enfrentou o imperador Dioclesiano, que ainda via os cristãos como grupo subserviso.

Jorge manteve-se fiel ao cristianismo até o momento da sua morte, quando foi jogado sob brasas e enterrado vivo. Só teve seu reconhecimento diante da sociedade com a ascensão do imperador Constantino, primeiro imperador cristão que determinou liberdade de culto e dominou a chamada Nova Roma (cidade de Bizâncio, posteriormente nomeada Constantinopla).

Hoje São Jorge é visto com muito carinho aqui na cidade do RJ (embora o padroeiro seja São Sebastião) e tornou parte de nossa cultura, graças ao sincretismo religioso com a Umbanda e o Candomblé. Nas religiões de matriz africana, é conhecido como #Ogum.

Contudo, por conta disso também, tem sua imagem vilimpendiada quase todo dia 23 por conta de grupos religiosos fundamentalistas, especialmente os neopentecostais. Infelizmente alguns membros da Igreja Evangélica tentam acabar com esse culto, revivendo o que sofreram no passado... (ironicamente).

Que esse feriado seja de muita paz, amor e tolerância, cada dia mais 🙏🏻 respeito é a base de tudo


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sábado, 11 de abril de 2020

Vale a pena fazer segunda faculdade?

Em meados de 2013 eu já tinha me formado em Direito, estava com 25, 26 anos e pensava em fazer outra faculdade. Não passava pela minha cabeça exercer a advocacia, a não ser por necessidade extrema. Sempre foi assim durante a faculdade e depois que me formei meu pensamento não mudou.

Fazer outra faculdade ainda era um pensamento distante, já que eu imaginava ter que formar o cenário perfeito pra começar outra graduação: eu achava que devia esperar as contas se acertarem (coisa que até hoje, nunca ocorreu), deveria esperar arrumar um trabalho qualquer, deveria esperar ter a faca e o queijo na mão, mas eu nunca consegui chegar a esse momento.

Até que em 2016, num surto qualquer fui lá e me matriculei numa faculdade particular mesmo (universidade pública nunca me encheu muito os olhos para graduação - num outro post falo porquê)... Me matriculei na Simonsen e depois pedi transferência para a Estácio, onde me formei.

Eu fiz História porque precisava, acima de tudo, de reafirmação: eu precisava de uma carreira, ter uma profissão pra exercer, precisava aprender tudo que não aprendi na escola, precisava me sentir confiante em relação aos meus conhecimentos... e deu certo! A faculdade de História me fez aprender MUITO, e é um curso encantador: a paixão pela Sociologia e pela Filosofia vieram juntamente com a graduação e hoje sou muito mais feliz comigo mesmo, mais confiante, não tenho medo dos estudos... enfim...

Mas não sei se uma segunda graduação é necessária para todos, nem sei se vale a pena para todos. Talvez pra quem fez a primeira muito jovem, como eu (eu entrei na faculdade com 18 anos), valha a pena pois dificilmente você tem maturidade nessa idade. Mas se a pessoa já se encontrou na primeira faculdade e quer estudar mais, talvez uma pós-graduação lato senso (ou um mestrado) valha mais a pena. Ou até um curso técnico/ profissionalizante: eles estão em alta no mercado.

Não me arrependo de ter feito História, nem de ter feito o curso normal, mas talvez, se pudesse voltar no tempo, teria invertido a ordem. E acredito que, conhecendo a mim mesma como me conheço, teria feito Direito de qualquer maneira, porque sempre quis ser servidora pública.

Acontece que comecei a perceber que você não PRECISA fazer Direito pra ser servidor público: claro que o curso vai te ajudar muito, mas caso você não tenha alguma deficiência intelectual, não há nada que você não possa aprender em outra faculdade ou por conta própria.

A maioria dos concursos jurídicos tem as mesmas matérias: direito constitucional, informática, RLM, direito administrativo... e são matérias que você pode estudar por conta própria: Youtube e Google estão aí pra isso.

Se é teu sonho fazer outra faculdade: se joga, mas saiba que você não precisa passar por todo esse processo novamente pra aprender o que deseja, até porque a postura ativa diante dos estudos é que nos faz aprender de verdade 😉

segunda-feira, 6 de abril de 2020

VIDEOAULA: HISTÓRIA DA CHINA - parte II

Confira neste vídeo abaixo a continuação do vídeo HISTÓRIA DA CHINA - PARTE I. Nesta  segunda parte falaremos mais do período equivalente ao final da Idade Média, alguns aspectos dinásticos, invasões mongóis, governo de Gengis Khan, a questão da Manchúria, até a Revolução Chinesa organizada pelos comunistas.

Se você gosta de História da China, acompanhe comigo:


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sexta-feira, 20 de março de 2020

E o tal do Movimento Corpo Livre? (bodypositive)

Com a ascensão do feminismo e das pautas identitárias, cresceu nas mídias sociais (principalmente no Instagram) um movimento sobre aceitação corporal, ou aceitação da própria aparência, o chamado Bodypositive.

Em tradução literal significa "Corpo positivo", que em tradução livre significa olhar para o próprio corpo de maneira positiva. Isto porque já estamos cansados de saber como a sociedade, a mídia, as estruturas sociais dominantes reforçam estereótipos de imagem para nos oprimir. 

Esse movimento vem para bater de frente com essa cultura de opressão, especialmente sobre o corpo feminino, que é "polido" desde os primórdios para nos fazer nos sentirmos mal com nossa aparência. É claro que a Gordofobia é um dos assuntos principais desse meio, porém, existem mais opressões estéticas além dela.

Quem mora no Brasil, especialmente as mulheres, sempre ouvem "conselhos" (ou intromissões, para ser mais exata) sobre seu corpo ou sua aparência. Nos países considerados primeiro mundo isso é menor, pois parece ter sido uma questão já superada mas na verdade só parece, infelizmente ainda há "padrões de beleza" reforçados de diversas maneiras, em todos os lugares.

Vejam abaixo alguns exemplos comuns de pressão estética no Brasil: 
  • Reclamações vinda de terceiros sobre seu peso (seja muito magra ou muito gorda)
  • Piadinhas sobre pêlos corporais, uma coisa comum que praticamente todo mundo tem
  • Piadinhas sobre cabelos femininos, especialmente os crespos, estilo afro
  • Piadinhas sobre tom de pele, seja por você ser branquinha (que "devia estar bronzeada"), seja por você ser negra (racismo que fala né?)

Enfim... nós seres humanos passamos por muitos momentos desagradáveis por conta dessa pressão estética, mas cabe enfatizar que existem grupos mais vulneráveis, como as mulheres, os gordos, os negros, etc.

Eu, como mulher sei: já deixei de fazer muita coisa por causa da aparência, e me considero uma mulher bonita (imagina se eu me achasse feia)...

Distorção de imagem

Daí que criam um movimento para que estas pessoas, sempre discriminadas, se sintam melhor consigo mesmas, se sintam bonitas, motivadas, olhem para si mesmas com amor, auto cuidado... e me pergunto: como pode isto ser negativo? Mas sim, algo que parece ser extremamente positivo vem sendo alvo de críticas, especialmente por pessoas que se beneficiam pela imposição desses padrões de beleza.

O mais comum tem sido atacar mulher gordas que demonstram publicamente amor próprio. A desculpa? Apologia à obesidade. A ativista Alexandra Gurgel e a dançarina Thaís Carla são exemplos de militantes Body positive que sofrem essa situação.

Movimento Corpo Livre Alexandra Gurgel Alexandrismos

Quase todas as fotos e vídeos que estas mulheres postam são alvos de críticas maldosas, comentários depreciativos, especialmente nas fotos onde elas exibem o corpo e demostram descontração/ felicidade. O motivo? Alegam que ambas fazem apologia à obesidade.

Mas posso dizer: sigo as duas a muito tempo e posso afirmar com certeza que NUNCA as vi induzirem ninguém ao sedentarismo nem a exageros alimentares. Na verdade, as vejo promover mensagens de amor próprio, auto cuidado (com a pele, cabelos, corpo) e  respeito às pessoas, independentemente da aparência; isso é muito diferente de "promover a obesidade".

Algumas militantes #Bopo (abreviação de body positive) vão além: suas pautas promovem políticas públicas em atenção às pessoas gordas, como reivindicação de locais mais apropriados a todos os corpos, cadeiras mais espaçosas, roletas de ônibus mais acessíveis. Se isso já é uma realidade para pessoas com deficiência, por que não estender esses direitos às pessoas obesas?

Não vejo nada de errado nisso!

Em decorrência disto, outro dia o vlogueiro Izzy Nobre levantou a questão sobre o Movimento Bodypositive, pois ele acredita que as adeptas a esse estilo de vida só querem ser consideradas bonitas. Izzy menciona isso como forma de deslegitimar a pauta e ofender a Alexandra, que parece ser um desafeto antigo, ou um caso mal resolvido (dele em relação a ela).

Vou te falar uma coisa meu caro Izzy: Quem disse que não nos acham bonitas?

Qualquer foto mais sensual que postamos, SEMPRE, eu disse SEMPRE haverão elogios. E já vi diversas mulheres totalmente fora dos padrões ocidentais de beleza que, ao se mostrarem um pouco mais, arrastam uma legião de fãs, ou até tarados, por assim dizer (não que isso seja grande coisa). Mas enfim... nos acham bonitas, nos acham gostosas e querem fazer sexo com a gente. Chocante, não?

Outra coisa curiosa é que o Izzy, esse mesmo que fala mal das gordas, do movimento corpo livre e da Alexandra, já foi gordo! É gente, não estamos livres de opressão nem quando vem dos nosso iguais. A gordofobia é algo tão presente na nossa sociedade que até gordos a praticam, é muito difícil a desconstrução nesses casos pois são pessoas que desde cedo aprenderam a se odiar.

Deixo aqui minha humilde sugestão: ao invés de entrar nos perfis e fotos dessas mulheres que exibem amor próprio, recorram a postagens da industria alimentícia e do agronegócio: esses sim, são os verdadeiros promotores da obesidade. O capitalismo vende comida "ruim" para vender remédio depois. Não ataquem mulheres que se amam pois fazê-las se sentir mal com elas mesmas não ajuda em nada na promoção da saúde.

Enfim... Queria falar um pouco sobre o Movimento Corpo Livre, que eu muito admiro, e desconstruir um mito de que queremos ser consideradas bonitas e desejadas, pois nenhuma mulher, por mais dentro do padrão que seja, se sente bem em relação aos outros quando não tem por si amor próprio.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Será que temos mesmo um "instinto feminino"?

Simone de Beauvoir

Quando a gente estuda Sociologia e História, descobrimos que a maioria das coisas ditas "femininas" (e as masculinas também) são criações ideológicas que pouco ou nada tem a ver com a biologia e com a realidade.

Cresci escutando que nós mulheres temos um "instinto materno", meigo, um instinto angelical, somos passionais e agimos com emoção. Daí você começa estudar de verdade e se informar sobre essa temática e um novo mundo surge a sua frente.

Essas características são impostas a nós como forma de opressão velada, são ideias pra nos fazer acreditar que temos um destino certo e nada mudará. Mas em verdade, essas idéias só servem pra manutenção do patriarcado, do capitalismo e do status quo. A igreja católica e a cultura ocidental reforçam esses estereótipos para que ainda sejamos vistas como meros objetos a disposição dos homens. Existem interesses por trás disto (assunto pra outra postagem) e é perceptível que toda mulher que tentou remar na direção oposta foi taxada de louca, bruxa, vagabunda, transgressora de uma maneira geral.

A filósofa Simone de Beauvoir [foto] em sua obra "O Segundo Sexo" levanta a ideia de que o mundo é visto sobre a óptica masculina, entendendo o homem como ser humano e a mulher como "fêmea". Isso quer dizer que a nós sempre foi reservada a posição de "avessidão". Simone não concorda com isto, ela apenas expõe de maneira filosófica o que já acontece desde os primórdios da humanidade e ninguém nunca questionou.

Como futura professora e estudante das Ciências Sociais, não digo que todos devam concordar com esta linha de pensamento até porque muitos vivem confortáveis com os papéis de gênero que lhes é imposto. Mas conhecer esta teoria tão rica e importante nos estudos de sociais te faz enxergar o mundo com outros olhos, inclusive a si mesmo.

Feliz Dia Internacional da Mulher 🌹

sexta-feira, 1 de março de 2019

Educação de Jovens e Adultos no Magistério (EJA)

Desde que comecei a fazer a Licenciatura em História tive resistência com as matérias pedagógicas pois embora eu goste de dar aula, eu achava tudo muito repetitivo e não me encantava nenhuma disciplina nesse sentido. Eu não gostava da Teoria.

Mas eis que em Dezembro do ano passado eu decidi começar o Magistério de Nível Médio (antigo normal) pois as oportunidades pra professor de História são muito escassas e eu quero lecionar, não importa o nível. Estou cursando o 3º mês (módulo) do curso e estou amando viver essa experiência porque no Curso Normal temos a sensação de aprender a ser professor de verdade (contei um pouco como é o curso aqui).

Enfim, uma das primeiras matérias que tive foi LIBRAS (que eu já tinha cursado na faculdade) e Abordagem II, que é voltada pra Educação de Jovens e Adultos (EJA) e simplesmente me apaixonei por essa última ❤️💗🖤

Eu já tinha estagiado numa escola com EJA e a prática foi um pouco superficial na medida que eu já estava exausta do ambiente escolar nos finais do dia. Porém, entender a Filosofia e os princípios dessa matéria me fez ver um novo horizonte.

Paulo Freire

A Disciplina de EJA nos ensina a dar aulas para jovens a partir dos 15 e adultos até a idade que for. Parece um trabalho fácil mas não é. O professor precisa lutar pra não infantilizar o ensino e entender que cada aluno tem sua particularidade. A EJA está disciplinada na LDB, em especial nos artigos 37 e 38, e possui DCN própria para sua oferta.

Vou colocar aqui neste texto alguns pontos importantíssimos da disciplina EJA que aprendi no curso, principalmente os que me fizeram amar essa matéria:


  • A Educação como Direito de todos: Logo no primeiro dia de aula a professora de EJA nos apresentou um vídeo sobre a menina Malala Yousafzai, militante paquistanesa que lutou pelo direito das meninas de sua comunidade ter acesso aos estudos. Entender que a educação deve ser de todos parece algo simples e subjetivo, mas se pensarmos que há comunidades que ainda restringem o direito à educação a pequenos grupos (geralmente elites financeiras) criando barreiras de sexo, cor e religião, o Brasil e sua Constituição Federal está a frente de muitos outros povos;
  • Não infantilização do Ensino: Como mencionado anteriormente, é de suma importância pensarmos na EJA como construtor de conhecimento. O professor não deve passar o que sabe para o aluno mas sim despertar no aluno um olhar para um conhecimento que pode vir de dentro. Agir com maturidade e seriedade (sem rispidez) para que o aluno não se sinta um bobo ao voltar aos estudos depois de certa idade;
  • A EJA é modalidade de ensino: Assim como a Educação Especial, o Ensino Profissional, a Educação do Campo, A Educação Quilombola e Indígena e a Educação à Distância;
  • Conhecer a realidade do Aluno: Todo mundo sabe que ao voltar aos estudos, muitos o fazem pra acrescentar algo em seu perfil profissional mas também por problemas pessoais, auto estima fragilizada, etc. O público alvo da EJA, geralmente, são pessoas que passaram por algum tipo de dificuldade no passado e tiveram que abandonar os estudos. Cabe ao educador um olhar diferenciado e sensível para com este público;
  • Questões Sociais: Hoje em dia a EJA não é vista apenas como um meio para que a pessoa obtenha um diploma, a EJA hoje é encarada pela lei e pelos professores como maneira corretiva de questões sociais. Como mencionado anteriormente, a Educação no Brasil é direito de todos e promovê-la é um modo de avanço e desenvolvimento social;
  • Paulo Freire: A EJA no Brasil está muito ligada à filosofia e ao trabalho do mestre Paulo Freire. O projeto de alfabetização que ele desenvolveu em 1963 atendeu 380 trabalhadores em Angicos, Rio Grande do Norte foi de suma importância na desconstrução da ideia de alfabetização para fins meramente mercadológicos. Embora já houvessem, anteriormente, projetos similares, nunca um foi tão bem desenvolvido como nesse caso, tomando, inclusive, repercussão internacional. Infelizmente o projeto foi sufocado pelo golpe militar de 1964;
  • A não culpabilização do aluno: É comum entre os alunos do EJA (principalmente os mais jovens) e entre educadores mal preparados entender que a evasão escolar advém de falta de responsabilidade dos alunos. Contudo, se considerarmos o número ainda muito elevado de evasão e vermos que as estruturas sociais no Brasil fazem o jovem abandonar os estudos pra buscar trabalho muito cedo, percebemos que é um problema muito mais coletivo que individual. Em outras palavras, o professor da EJA jamais deve tratar seu aluno como um "encostado" que não quer nada da vida, ainda mais porque muitos deles estão voltando justamente por motivo contrário, por almejarem algo melhor;

Enfim, estudar a EJA me fez se apaixonar pela pedagogia e pelo ensino, hoje estou muito feliz de conhecer esse universo e estou pensando até em me especializar em Educação de Jovens e Adultos 😊 Enfim, espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais dessa modalidade de ensino tão especial!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Por que o Feminismo Liberal é nocivo às próprias Mulheres?

Muitas meninas começam a ter acesso a militância feminista sem saber onde está se metendo...
LibFem
Militou toda

A gente luta pra que todas as pessoas tenham uma vida digna, equilibrada, com seus direitos e deveres assegurados, tudo por um viés de gênero. Assim é o feminismo. Acreditar que a mulher deve ser equiparada (não igualada) ao homem é acreditar que isso é bom pra todos (afinal, o feminismo também é benéfico aos homens - assunto pra outro post).

Ser feminista é entender que existem "minorias" (no sentido social da palavra) que precisam de atenção, é lutar contra as opressões de gênero mas também de cor (racismo), credo (intolerância religiosa) e classe social (exploração do trabalhador).

Ser empática com causas anti-homofobia, anti-transfobia, anti-gordofobia, sobre discriminação de pessoas negras e pessoas com deficiência... enfim.

Ser feminista hoje em dia não é só querer direitos iguais, é ir na raiz do problema, é lutar por tudo mencionado acima. É fazer parte de uma sociedade e lutar por ela, é principalmente passar por cima do seu EGO.

O Feminismo LIBERAL prende-se apenas a pautas identitárias, não mergulha nas raízes dos problemas nem trabalha com a realidade. Por isso muitas meninas são seduzidas pelo LibFem, porque do alto de seus privilégios não conseguem enxergar as mazelas da sociedades, nunca viveram essas dificuldades e acham que com sua vida ganha, não precisam de mais nada.

É por isso que sou CONTRA discursos de empoderamento baseados em conquistas pessoais e/ exibição de corpos femininos (tão valorizados pelo feminismo liberal). Vivemos em sociedade e a devemos lutar por todos, passar por cima de nossa individualidade quando necessário.

Quando critico uma mulher por mostrar a bunda, não é por machismo, inveja ou qualquer merda que vocês acreditem. É por temer que isso torne-se símbolo da luta feminista...

Se você se acha bonita e quer mostrar seu corpo, faça isso pela sua auto estima (caso ache necessário). Não venha empurrar conversinha de empoderamento porque para o patriarcado somos meros pedaços de carne. Tente não reforçar isso 🙁

Sei que corro o risco de perder amizades por conta desse posicionamento mas estou cansada demais pra discutir e de homens nos tratando como merda.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Organização do Tempo e do Espaço na Educação Infantil

A Rotina enquanto Categoria Pedagógica é de fundamental importância na organização do tempo e do espaço na Educação Infantil. Antigamente, era pautada no princípio moderno centrando-se em Higienização e Racionalização das atividades, hoje em dia é mais flexível e não defende mais a aplicação de métodos iguais sempre, como no passado.

Hoje, a Educação infantil obedece a tríade Cuidar, Brincar e Educar, sendo tais elementos os principais componentes da Rotina.

Também há o entendimento que as crianças devem ser mais ativas, opinando no funcionamento da rotina e na organização do espaço da escola infantil, pois dessa maneira se sentirá mais confortável no espaço escolar. 

Essa rotina precisa ser pensada para a criança GOSTAR de estar no espaço escolar, não deve ser algo com peso de obrigação para o aluno.

É importante que haja na rotina uma variação de atividades: algumas devem ser mais ativas enquanto outras devem ser mais calmas. A alternância destas torna a rotina mais rica e interessante para os pequenos. Deve-se equilibrar o silêncio e o estímulo.

A imaginação das crianças devem ser sempre estimulada pois isto ajuda no desenvolvimento delas enquanto aluno e enquanto pessoa sujeita de direitos.

Concurso Para Professor Adjunto de Educação Infantil RJ

Também é interessante alternar atividades no sentido de atuação do aluno: algumas vezes os trabalhos devem ser individuais, algumas vezes em pequenos grupos ou duplas, e as vezes em grandes grupos. Essa alternância também colabora pra enriquecer a rotina na educação infantil.

Alguns pontos importantes (marcos) pra se desenvolver na Rotina da Educação Infantil:
  • Avisar com antecedência à criança tudo o que ocorrerá. Se você levar a criança ao banheiro, diga que está levando ao banheiro. Se você estiver higienizando a criança de alguma maneira, explique o que está sendo feito. Ainda que a criança seja muito nova e não se comunique falando, ela entende tudo que está sendo explicado, é nesse momento que o aprendizado ocorre;
  • Sempre perguntar ao aluno o que acontecerá ou o que aconteceu, como forma de fazê-lo exercitar a memória e conferir se ele realmente aprendeu o que foi ensinado;
  • As musiquinhas podem ser usadas mas com moderação para não ficar massante;
  • Alternar sempre os tipos de brincadeiras (calmas e ativas);
  • Levar as crianças, sempre que puder, para a área externa da escola pois não é bom para o aluno ficar dentro de sala 100% do tempo;

À criança também deve ser garantido o acesso a brinquedos que estimulem seus sentidos, manuseiem materiais e equipamentos para exercícios físicos. É neste momento da infância que ela está desenvolvendo sua coordenação motora, então, uma infinidade de objetos diferentes (e seguros) para que a criança manuseie se faz necessário no espaço de desenvolvimento infantil.

Também é importante trabalhar o Faz-de-Conta, a imaginação dos pequenos, pois a criança é um ser criativo que ainda não sofreu o choque de realidade que uma pessoa adulta passou. Desse modo, o próprio "criar" é interessante pra ela e para o educador, que pode usar disso como instrumento mediador para o ensino.

Ouvir a criança, no sentido amplo da palavra, é de suma importância para o trabalho do educador pois a ela precisa se sentir relevante e, ainda que não possa se comunicar de forma tradicional, nós devemos olhar para a criança e saber interpretar seus sinais.

Com crianças até 2 anos de idade, o educador deve sempre explicar o que ocorre, de forma clara e não infantilizada. Contudo, também deve haver a cautela do educador no sentido de não usar de recursos demais, de modo a confundir o aluno.

Os brinquedos na Educação Infantil devem remeter a elementos domésticos que as crianças conhecem, como fogões, geladeiras, mesinhas e cadeirinhas pro aluno se sentir mais próximo de seu lar, local onde ele está acostumado a viver.

Um desses brinquedos é a Caixa do Faz de conta, como mencionado acima, é de suma importância pro desenvolvimento das crianças nessa faixa etária tão especial. O uso do espelho na sala da educação infantil também ajuda à criança a se ver como sujeito que é, pessoa pertencente ao mundo e à sociedade em que vive.

Enfim, a sala de aula deve ser uma extensão da casa pra deixar as crianças mais a vontade, como por exemplo, a colocação de fotos das famílias dos pequenos, etc.

Texto desenvolvido para os estudantes dos concursos de professores de educação básica*
Próximo tema: Avaliação na Educação Infantil

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Boa sorte a todos!