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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Últimas leituras

Vou compartilhar por aqui minhas últimas leituras. Tiveram um quê de nostalgia mas deixa eu primeiro me explicar:

A alguns anos atrás eu comecei uma saga de auto conhecimento. A gente vai ficando adulto e sente essa necessidade. Se antes uma simples menina de baixa auto estima, agora tenho consciência de alguns dos meus valores (é um trabalho diário).

Nessa busca por auto conhecimento, sei da importância do papel da terapia, mas no momento que vivo não tenho condições de pagar, então, vamos de conselhos virtuais mesmo.. rs.

Eu sentia a necessidade de resgatar coisas do passado (coisas boas, é claro), que me valorizem como pessoa. Isso me levou a cuidar da minha memória, aspecto de importância vital (falo disso numa outra postagem).

Nessa jornada, passei um bom tempo (e com esforço) tentando lembrar qual tinha sido minha primeira leitura na infância e/ ou na adolescência.

Coleção Vagalume livros

Já que naquela época eu não registrava meus passos, o que lembrei, me apeguei. E eu nem sei se é real, mas a partir do momento de criação da minha identidade, passou a ser.

Então lembro que o primeiro, ou um dos primeiros livros que minha mãe leu pra mim foi "O patinho feio". Era um livro meio esverdeado e em pop-up. Depois confirmarei com minha mãe se isto realmente aconteceu. Livro em pop-up realmente é algo chamativo, talvez essa memória seja real.

Já no início da adolescência, tive uma professora de Língua Portuguesa maravilhosa que me indicou "Sozinha no Mundo", de Marcos Rey, da série Vagalume.

Eu não era a melhor das alunas aos 12 anos: essa mudança da infância para adolescência foi meio conturbada para mim. Naquela época lembro-me de constantes crises de choro, brigas com amiguinhas, em certos momentos pensei até em tirar minha própria vida. Não foi fácil 😞 Mas hoje, como educadora, entendo tudo que passei, e tento ressignificar minha vida escolar: eu era apenas uma adolescente normal, no início da vida.

Voltando a falar da professora, ela era incrível. Pena que na época eu não tinha consciência disso. Professora Marli, da Escola Municipal Dr. Jair Tavares de Oliveira. Fazia coisas por nós que só uma mãe faria, enquanto isso, a adolescente rebelde aqui tentava "não gostar" do livro indicado. Nem da professora.

Sim, por rebeldia eu me recusava a ler, e quando lia, fazia com má vontade. Mas nem toda má vontade do mundo foi capaz de superar a qualidade da série vagalume.

Os livros indicados pelos professores da época giravam em torno dessa saga, eram mais sérios que um livro infantil mas de fácil entendimento para um pré-adolescente. A maioria focado em aventuras, mistérios, e eu de pirraça tentando evitar... hahaha.

Quando li o "Sozinha no mundo" nem sei se o finalizei, mas relendo agora adulta, fui resgatando muitas memórias da trama.

E que delícia de leitura!! Obrigada professora Marli!!

Diante do exposto acima, já compartilhei anteriormente um trabalho escolar que fiz com meus alunos sobre a série. Neste post aqui.

Quando o fiz, ainda não tinha relido os livros, apenas lido alguns resumos pra relembrar e falar com propriedade. Mas era uma questão de honra reler. Então nesse últimos dias eu li, nesta ordem: Sozinha no Mundo, Açúcar amargo e a Ilha Perdida. Estou lendo no momento "Zezinho, dono da porquinha preta" (o segundo que li no ginásio).

Enfim, precisava dividir essas conquistas, porque no mundo de hoje, da rolagem infinita e conteúdo efêmeros, terminar um livro é uma conquista!

domingo, 24 de agosto de 2025

Livro: O menino do Dedo Verde

Na lista dos clássicos que todo professor infantil deveria ler, o livro "O menino do dedo verde" é muito presente mas eu sempre adiava a leitura. Mesmo eu tendo um exemplar na casa dos meus pais, nunca tinha parado para, ao menos, prestar atenção.

Preciso confessar um quase crime: eu era a filha babac@ que criticava tudo dos pais! As músicas que eles ouviam, os programas que viam na TV, e claro, os livros que possuíam. Talvez um dia, numa possível terapia, eu descubra o porquê desse comportamento lamentável, contudo, admitir já foi um grande passo.

Enfim, superada a fase babac4, fiz a limpa na estante dos meus pais quando eles se mudaram e trouxe o livro "O menino do dedo verde" aqui para minha casa (juntamente com outros exemplares).

Livro O menino do dedo verde capa antiga
o estado do livro ahahaha 😂

Sempre tive a sensação de que este livro era alguma obra obrigatória de escola, mesmo não lembrando se um dia fui obrigada a ler. Pesquisando sobre o tema, descobri que não era loucura da minha cabeça: O menino do dedo verde, de fato, era um livro cobrado nas escolas brasileiras do passado.

Além de jovem idiot4 com os pais, eu também era com os professores, e graças a isso, nunca lia o que era indicado. Lamentável? Sim! Mas não o fim do mundo, levando em conta que essas obras, geralmente, são melhores apreciadas na vida adulta.

A história conta a vida de um garotinho que vivia numa família fofa e exemplar, e tinha o poder de fazer crescerem flores e plantas com seu polegar. Sempre que ele tocava a terra com os polegares, fazia crescer uma linda e saudável vegetação. Tistu, o protagonista, descobriu seu dom graças ao jardineiro que cuidava da sua casa e tornou-se um amigo.

Contudo, Tistu, ao entrar na escola a primeira vez, não se adaptou bem ao ambiente e seu pai teve a ideia de educa-lo de maneira diferente: fazia-o aprender na prática sobre a vida com pessoas experientes em cada área.

Foi assim que Tistu começou a conviver com seu jardineiro e outros adultos.

Tistu também conheceu o Senhor Trovões, que era o chefe do seu pai na fábrica onde trabalhava. A missão do Senhor Trovões era ensinar a Tistu sobre a sociedade e sobre a ordem que a conduzia. Mas Tistu tinha suas próprias opiniões e, por vezes, não aceitava estes ensinamentos.

Tudo que eu disser além disto se torna spoiler, então, sugiro que você leia caso queira conhecer um pouco mais desta história.

História, alias, que tornou-se clássico comparado ao grande "O Pequeno Príncipe", pois, além da ambientação infantil melhor compreendida por um adulto, O menino do Dedo Verde também foi escrito por um autor francês e contém diversas metáforas para a vida e para a humanidade.

Eu li o O pequeno príncipe a primeira vez com 17 anos de idade e depois, com cerca de 30, e claro, a compreensão é diferente nas diferentes fases da vida. "O menino do dedo verde" também é assim apontado, mas nunca o li na juventude e, agora, está um pouco tarde para isto.

Mas, ao me deparar com esta história, cheguei a conclusão que talvez fosse melhor absorvida nos meus 20 aninhos (ou menos).

A verdade que a chegada dos 40 muda muita coisa na nossa cabeça, e a vida que levo em 2025 já não me permite tantos sonhos e romantismos. Com o frescor e ignorância da juventude, talvez eu curtisse mais a leitura. 

Resumindo: achei um livro um pouco raso considerando meu momento atual mas consigo perceber sua importância para uma mente mais jovem. Não sei se as crianças que convivo conseguem interpretar com tamanha profundidade.

E você? Já leu "O menino do dedo verde"?

domingo, 17 de agosto de 2025

Feira Literária EMAF 2022

Desde que decidi postar aqui neste blog alguns dos trabalhos que desenvolvi nesses 8 anos de município do Rio me senti muito bem pois me sinto segura! De que maneira? Esse blog é pouco visitado, geralmente quem chega até aqui são os responsáveis dos meus alunos e (são muito bem vindos) é para eles mesmos que volto estas postagens.

Em 2022, meu primeiro ano efetivamente em sala de aula, aconteceu tanta coisa... Eu já era AAEE a 5 anos na EMAF (Escola Municipal Almirante Frontin) e simplesmente adorava trabalhar lá. Adorar não significa que concordava com tudo, nem ficava feliz com tudo: significava que eu gostava muito dos funcionários de lá, que se tornaram grandes amigos. Como essa escola foi importante pra mim... 💖

Escola Municipal Almirante Frontin
EMAF 💗

Inclusive, minha direção na época me ensinou muito!! E graças a isso decidi voltar à EMAF como professora 🫶

Em 2022 eu tomei posse no início do ano e peguei duas turmas de 5º ano, uma pela manhã e uma pela tarde: uma das grandes maluquices da minha vida!! 🤣🤣

Acontece que eu queria fazer dupla, mas eu não imaginava como a carga de trabalho era puxada. Mesmo eu já trabalhando como AAEE a 5 anos naquele colégio, eu não tinha noção como é cansativo ser professor, ainda mais de 5º ano (que na época eu adorava, hoje tenho pavor). 😂

Eu estava começando a dar aula, tinha que impor respeito, então assumi uma postura muito rígida: os alunos tinham verdadeiro medo de mim hahahha 🤣🤣🤣

Claro que, com o passar dos meses as coisas foram melhorando. Mas ainda sim era muito difícil pois com duas turmas, eu tinha quase 80 alunos. Sinceramente, hoje olho pra trás e me pergunto como sobrevivi hahahaha.

Enfim, 2022 foi um ano de muitos erros e acertos, e, na verdade, estou aprendendo até hoje.

Escola Municipal Almirante Frontin

Um dos trabalhos que mais me marcou foi a Feira literária da EMAF, pois avisaram a gente em cima da hora e eu não pude elaborar nada muito legal. Alias, isso me deixava extremamente triste pois sempre sonhei em diversos projetos como professora mas hoje estou mais pé no chão. Além disso, me acostumei às cobranças loucas da SMERJ, de modo que meus trabalhos nunca vão ser 100% como nos meus sonhos.

Escola Municipal Almirante Frontin
Minha turma da manhã

Escola Municipal Almirante Frontin EMAF
Minha turma da tarde

A feira literária ocorreu em novembro de 2022 e como eu estava me estabelecendo como prof de História, decidi falar de três períodos importantes da História do Brasil: o período colonial, o período imperial, e o período republicano.

Os alunos deveriam falar de obras literárias de cada época, contudo, o que tinha foco nos livros acabou se tornando uma grande aula de História.

Escola Municipal Almirante Frontin EMAF

Escola Municipal Almirante Frontin
Muito amor por esses desenhos que fiz pra ilustrar nosso balcão de apresentação

Foi tão lindo ver meus alunos se apresentando para outras crianças, falando de História, mostrando o pouco que aprenderam nas aulas que eu mais gostava de dar. Como muitos sabem, sou prof de Anos iniciais (o antigo primário) e preciso dar aula de todas as matérias. Mas as aulas de História são especiais! Alias, meus alunos me conhecem como a prof de História e uma das coisas que mais alegra meu coração é quando os antigos dizem: Que saudades das suas aulas de História!😍🥰

Vou parar se não vou chorar!!

Escola Municipal Almirante Frontin

Escola Municipal Almirante Frontin
Duas alunas/ famílias mais que especiais 💗

Enfim... o que aprendi com esta feira literária? Que na SMERJ avisam a gente em cima da hora, temos que nos virar nos 30. E que mesmo que pareça simples e/ou bobo a nossos olhos, não é assim que os alunos enxergam. E também aprendi que certas coisas marcam o coração das crianças, assim como coisas que vivi na infância marcaram o meu.

Ao final da feira minha turma da tarde se apresentou para os alunos e para a direção, que me parabenizou pelo trabalho, enquanto eu me cobrava tanto. Uma grande amiga, inclusive, com anos de educação, disse que o estande das minhas turmas "cheirava" a História. Com certeza é um elogio que nunca esquecerei.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Oficina de Scrapbook com a turma - SMERJ Ciep Nelson Mandela

 

O que é Scrapbook
Concentrados na oficina de Scrapbook

Estes dias fiz uma oficina de Scrapbook com a turma para apresentá-los este passatempo que sou apaixonada. Eles deveriam montar pequenas páginas com técnicas de scrapbook, e o tema era a volta às aulas.

Oficina de Scrapbook - Ciep Nelson Mandela
Minhas bençãos

Ao apresentar o Scrapbook à turma nós falamos de criatividade, sentimentos, detalhismo, e sustentabilidade, matéria super cobrada nas disciplinas de Geografia e Ciências, desde o 1º ano.

Os dois modelos abaixo eu fiz para mostrar a eles, fiz na aula mesmo, ao vivo, mostrando dicas e técnicas. Usei foto deles mesmos.

Técnicas de Scrapbook
Modelos de Scrapbook que fizemos em sala de aula

Scrapbooking
Mural de Scrapbook das minhas bençãos

Finalizamos com um varal de exposição do feito por eles em sala de aula e ainda mandei para casa um kit de scrapbook para cada, para fazer um trabalho sobre a família. Quando eles me entregarem eu posto aqui os melhores trabalhos.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Um hobby chamado Scrapbook...

A cerca de 17 anos atrás eu descobri o Scrapbook, através do falecido orkut. Numa extinta comunidade, meninas se reuniam para trocar dicas de presentes para o namorado. Naquela época a internet era mais saudável, mas não se engane pois já havia maldade.

Mas voltando a falar do hobby... estou falando do scrapbook.

Lembro-me que entre nós era uma febre montar álbuns de fotos para os namoradinhos usando técnicas de scrapbook e entre as conversas nos fóruns do orkut era comum a frustração pois muitos rapazes não viam aquela arte com os mesmos olhos que a gente.

Eu lembro que meu primeiro scrapbook foi para meu primeiro namorado nessa época, e ele era um rapaz muito doce e sensível, ficou emocionado com o presente. Mas na verdade, o presente era mais meu do que dele.

Infelizmente não tenho mais fotos pra mostrar aqui no Blog, e talvez, nem sei se mostraria pois era algo muito pessoal. Contudo, depois deste episódio, fiz mais alguns álbuns: um de fotos de meus aniversários e um para meu segundo namorado, que tornou-se meu marido (fomos casados por 10 anos, hoje somos amigos, logo, o álbum ainda existe).

O álbum de fotos do meu aniversário foi iniciado nessa época (mais ou menos 2008) e lembro-me que desisti dele pois achava feio, achava que nunca iria ter os materiais necessários pra finalizar do jeito que eu sonhava. Eu sempre me cobrando tanto... 😢😞

Mas em maio de 2020, na pandemia, eu perdi minha avó e no dia do falecimento dela me bateu uma emoção muito forte e fui procurar este álbum incompleto. 

Não sei exatamente o que senti (além da tristeza de perder minha avó que eu amava), mas me bateu uma força interior muito grande que me motivou a terminar o álbum naquela mesma semana. Lembro-me de sair para comprar material e/ou arranjar na escola que eu já trabalhava e finalizei-o. Isto foi muito marcante na época, acho que nunca irei esquecer. Queria poder compartilhar as fotos desse álbum que um dia menosprezei: hoje, acho lindo 💗 Assim que eu achar vou postar por aqui.

Bem... que isso tudo tem a ver com meu momento atual? Como já disse em postagens anteriores, a ansiedade e cobrança da maturidade me pegaram no ano retrasado e desde então decidi cuidar mais da minha saúde mental.

Kit de Scrapbooking

A uns meses atrás decidi listar as coisas que me davam prazer e fiquei chocada em como são poucas. Em meio a esse processo, comecei a ler sobre como os hobbys são importante para nossa mente, e como as mulheres não foram incentivadas a cultivá-los (em relação aos homens, por exemplo), e como eu devia fazer algo por mim.

A verdade é que com a chegada da vida adulta eu nunca me permiti "me divertir" demais: eu precisava estudar, precisava trabalhar, mas precisava ser a melhor: me cobrava excessivamente, nunca relaxava, pois eu devia ser a melhor funcionária, a melhor estudante, a melhor dona de casa, a melhor esposa, a melhor em tudo.

Hoje quero desacelerar: tento seguir rotinas de meditação, exercícios físicos, ações anti estresse, pois minha profissão por si só já proporciona todo o contrário disto.

Voltando a falar do Scrapbook...

Como foi bom relembrar que posso me divertir, me distrair, sem me cobrar, sem precisar ficar perfeito, simplesmente passar o tempo sem dever nada a ninguém. Então, depois de 17 anos, volto eu a esse hábito tão bobo mas ao mesmo tempo tão importante pra mim.

Pretendo até fazer uma oficina de scrapbook com meus alunos, se o tempo e a disposição permitir. Pra vocês terem noção de como esse hábito é antigo na minha vida, tem até postagem aqui no Blog do ano de 2013!!

Enfim... queria compartilhar um pouco nesse texto da minha experiência com o Scrapbook, da minha experiência numa vida acelerada e atualmente, minha experiência tentando desacelerar.

Beijos, Thainá.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Leituras do recesso 2025

A algum tempo me sentia triste por não conseguir mais consumir conteúdo denso. Ano retrasado cheguei a um nível de estresse muito alto: cobranças infinitas no trabalho e bombardeamento de informação virtual. Essa combinação não me fez bem e decidi tomar um rumo mais saudável para minha vida.

Eu tinha perdido a capacidade de me concentrar num filme, por exemplo, sem ser tomada pela ansiedade. Notei que isto não acontecia apenas comigo, mas com diversas pessoas da minha idade que se sentem cobradas para dar sempre o melhor de si.

Esse ano, além de desativar o Instagram, busquei meios de controlar esta ansiedade: exercícios físicos, filtrar conteúdo que consumo na TV e na internet, fontes de prazer saudáveis, alimentação equilibrada e principalmente, cuidados com a saúde mental.

Pode parecer besteira mas eu parei, por exemplo, de ouvir músicas que cantem coisas negativas, parei de ver filmes de terror/ violência, parei até de mencionar certas palavras no meu dia a dia. Não sou uma pessoa religiosa mas fui percebendo como estas coisas afetam nosso cérebro.

Hoje, tento caminhar ao ar livre, principalmente em locais com contato com a natureza. Tento me alimentar melhor, estar próxima a pessoas boas, sair para dançar (uma das coisas que mais amo e aprendi com meu companheiro) e nesse recesso de 2025, estou tentado retomar o hábito da leitura.

Dicas de leitura Prof Thainá Santos
Livros consumidos nestas férias

Já tinha rolado anteriormente uma tentativa (fracassada) de retomar o hábito da leitura. Lembro-me que ano passado tentei voltar a ler com constância e não deu certo, mas porque fiz escolhas erradas.

Eu pegava livros qualquer e tentava lê-los em vão, mas muitos eram leituras densas, voltadas à academia, pesquisas históricas, ou seja, leituras difíceis. Contudo, em maio do ano passado estive de recesso e pude ler "O Sol é para todos", clássico da autora Harper Lee, e a leitura fluiu como água.

"O Sol é para Todos" é um livro fácil de ler, uma história de ficção fluida, e mesmo se tratando de um tema pesado, rolou bem para mim. Levando isto em consideração, decidi voltar a ler com leituras ficcionais (do tipo envolvente). Alguns podem achar que são leituras rasas, bobas, mas é simplesmente isto que eu preciso!

Comecei este recesso escolar lendo "O Jardim Secreto", da autora inglesa Frances Hodgson Burnett e foi a melhor escolha possível 😄 O livro conta sobre a evolução pessoal de duas crianças que alcançam essa maturidade e desenvolvimento pessoal graças ao contato com a natureza. O livro demonstra como a simplicidade pode nos ajudar em um processo de auto ajuda e/ou cura. Mais perfeito pra mim? Impossível! Que leitura gostosa, que escrita bonita, adorei "O Jardim Secreto" 💗

Ciente de que precisava ler algo fácil e que prenda minha atenção, com sequências temporais que prendam o leitor, escolhi o romance "O Diário de uma paixão", cujo filme eu já havia assistido anos atrás e amava. Confesso que estava a muitos anos sem consumir um romance (seja filme, seja livro) e este caiu como uma luva no momento em que estou vivendo. Simplesmente amei: que história mais linda. Para alguns é difícil de acreditar, mas amor verdadeiro ainda existe.

Para finalizar estou lendo "O diário de Anne Frank", e depois volto aqui para contar um pouco sobre.

-*-

Estou muito feliz com meu avanço nessas leituras, com o afastamento das redes sociais, com a minha dedicação pessoal em cuidar da mente. Não que eu tenha uma rotina perfeita, livre de falhas, mas o lema "Um dia de cada vez" nunca fez tanto sentido pra mim.


sábado, 26 de julho de 2025

Recesso escolar 2025

Não tem momento mais aguardado no ano que o recesso escolar. Todo professor, por mais que ame sua profissão, ama mais ainda ficar de folga.

Estou aproveitando o recesso escolar pra atualizar esse blog e minhas redes sociais. Mas... na verdade, não há mais redes sociais.

Eu, grande entusiasta do tema, nunca imaginei que este dia chegaria: deletei Facebook, deletei Instagram, Tiktok e tudo mais. Explico:

Facebook já não tenho mais a anos pois virou uma rede social voltada a um público de faixa etária superior a minha.

Tik tok eu tenho o perfil mas nunca fui ativa, acho que por ser de um público de faixa etária inferior a minha...

E o Instagram? Ah... o Instagram... antro dos millenials, dos quarentões, fonte de conteúdo raso, rápido e efêmero. Num contexto onde minha saúde mental é mais importante que tudo, não fazia sentido manter.

Ainda tenho o perfil de concursos por lá mas não uso tanto. Não sei se um dia voltarei a usar. Tô fazendo dieta de telas. Mas vou aproveitar o recesso escolar pra postar aqui no Blog alguns conteúdos produzidos no primeiro semestre do ano e ano passado.

Beijos!!

terça-feira, 17 de junho de 2025

Bienal do Livro 2025

 O que se tornou a Bienal do livro, minha gente?

Prof Thainá Santos História
Bienal do Livro 2025

Dia 15 fui lá conferir o evento, e é meu segundo ano que ingresso como professora: ou seja, não pago entrada. Além disto, a prefeitura nos dá um voucher no valor de R$100 para comprar o livro que desejarmos.

Era um domingo de sol, sem nada pra fazer, e eu tinha decidido não ir pois já sabia das lotações que o evento atrai, mas os R$100 da prefeitura me fizeram mudar de ideia. Pra que...

Cheguei lá por volta das 12:00 e realmente estava lotado 😞😢

Imaginei que, quem pudesse ir durante a semana, faria um melhor aproveitamento da feira, contudo, lembrei que durante a semana lotam de estudantes que vão com seus professores (eu, sinceramente, curto ir sozinha). Ou melhor: curtia!

A bienal se tornou um evento para selfies, para criadores de conteúdos de redes sociais, influencers (no pior sentido da palavra), infelizmente não cultivam-se mais o hábito da leitura.

Eu me perguntei: se tanta gente não lê, como isto consegue lotar desse jeito? 😟

Eu confesso que estava preguiçosa, mas já fui uma grande leitora. Anos atrás tentei até virar booktuber... E sinceramente, gostava de ir à Bienal pela nostalgia da infância. Mas agora só volto lá se conseguir ir bem cedo, preferencialmente em dias de semana.

Para não dizer que estou apenas criticando, gostei dos preços dos livros (estava esperando o pior) e com o voucher da prefeitura consegui comprar até mais do que imaginei.

Livros da Bienal
Minhas aquisições

O livro do Mandela é porque, como alguns sabem, eu trabalho no Ciep Nelson Mandela. Falar sobre sua história faz parte da nossa rotina como professora.

Os outros me atraíram pelo preço convidativo: algumas edições capa dura, edições luxo, estavam bem acessíveis, na faixa dos R$30, R$40 (adorei!).

Enfim... vocês foram a Bienal este ano? O que acharam?

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Projeto Coleção Vagalume

A Coleção Vagalume foi uma série de livros que fez muito sucesso nos anos 1980 e 1990. 

Coleção livros Vagalume

Os Livros da Série Vagalume eram cobrados nas escolas para realização de trabalhos e provas, mas eram livros interessantíssimos, adequados mais a adolescentes, a maioria eram livros de ação, mistérios, aventura.

Um dos primeiros livros que li na vida foi o "Sozinha no Mundo", do autor Marcos Rey, e fazia parte da Série Vagalume. Esta série eram vários livros de autores diferentes reunidos numa só coleção. O primeiro de todos foi "A Ilha perdida", com muitas vendas e muita nostalgia entre os "jovenzinhos" como eu 😂

Um dos exemplares que fez muito sucesso também foi o livro "Éramos seis", Romance de Maria José Dupré, que virou até novela.

-*-

Essa coleção desperta em mim boas lembranças, embora minha adolescência não tenha sido das melhores, mas provoca nos millenials um sentimento de pertencimento. Diante disto, pesquisei mais a fundo e apresentei para meus alunos.

Série Vagalume anos 80
Muito amor por estes desenhos, esta mesinha, tudo que foi feito com tanto carinho *.*

Eles aprenderam sobre a série, conheceram alguns títulos e apresentaram para outras turmas. Tento sempre deixá-los a vontade falando sobre o tema porque eles amam se apresentar e isto os faz fixar melhor o conteúdo.

Sempre que passo uma matéria nova alguns não se importam tanto, mas quando é matéria para eles mesmos apresentarem para outras turmas, o foco triplica na hora.

Durante as apresentações para outras turmas notei que alguns alunos que apresentavam mal desempenho escrito, podiam apresentar bom desempenho oral. E vice versa! Eu amo estas apresentações as quais chamo de seminário e incluo nas partes eletivas do planejamento.

E você? Já leu a série vagalume?

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Arrumando a sala de aula para novos ares

Estou na minha sala de aula a apenas 3 anos mas nunca tinha dado aquela arrumada geral: os murais, cartazes, colagens, eram da professora anterior e muitos já estavam caindo aos pedaços. Pior que quando um mural está velho, rasgando, tem crianças que vão lá e ajudam a piorar a situação: rasgam para "se distrair", sentem verdadeiro prazer em destruir as coisas 🙄

Eu olhava os murais velhos, as pinturas feias, me dava um desânimo tão grande pois eu sabia que ia gastar tempo e dinheiro para reformá-los. Por mais que as escolas forneçam o material, algumas coisas eu sabia que ia ter que sair do meu bolso.

Os murais, por exemplo, geralmente são cobertos por TNT, mas o TNT é algo fino que rasga fácil: meus murais eu queria cobertos com feltro. As bordas também ficam esteticamente mais bonitas se finalizadas com EVA, mas a fresca aqui queria EVA brilhoso 😁😂 

E por fim, queria eu um cantinho para cada disciplina na sala de aula: um cantinho das letras (Língua Portuguesa), um cantinho dos números (Matemática), um cantinho de História, um de Geografia e um de Ciências.

Como toda boa professora da rede pública, tudo que a gente planeja NUNCA fica exatamente como na nossa mente. Sempre falta algo! Então, de fato, minha sala de aula ainda não está 100% finalizada como eu gostaria, mas vim dividir com vocês o que já está pronto:

Ciep Nelson Mandela
Cantinho para trabalhos dos alunos

Ciep Nelson Mandela
Cantinho de História

Ciep Nelson Mandela
Cantinho de Geografia

O que mais gostei e tornou-se meu xodó foi o Cantinho de Geografia pois amo mapas, amo maquetes, foi tudo feito com tanto carinho e há itens personalizados. O banner de Eras Geológicas, por exemplo, foi feito por mim no chat GPT e posteriores edições. O pequeno cartaz sobre Biomas do Brasil também foi feito e editado por mim. Isto me dá um orgulho tão grande. Quero que meus alunos tenham a oportunidade de aprender o que não pude aprender na infância.

Eu levei cerca de 3 semanas pra deixar tudo deste jeito, deu trabalho, cansou, estragou minhas unhas 😂, mas valeu a pena pois eu não imaginava como mudar o ambiente melhora nosso humor em sala de aula. Realmente essas mudanças trouxe novos ares.

Posteriormente vou trazer mais fotos da minha sala de aula para dividir com quem acompanha este Blog. Um abraço, Tia Thainá.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

RESUMO DO LIVRO: PARATY CIDADE DA GENTE - CONCURSO 2024

O Livro "Paraty, Cidade da gente" será cobrado no Concurso Paraty 2024 e eu trouxe para vocês um resumo dele:

O livro é dividido em 5 unidades:

  • Unidade 1: Lugar de viver
  • Unidade 2: História e Memória
  • Unidade 3: Educação Socioambiental
  • Unidade 4: Lazer e turismo
  • Unidade 5: Política e Cidadania

terça-feira, 13 de agosto de 2024

O que é ENERGIA FEMININA e ENERGIA MASCULINA?

Ultimamente tenho visto muito conteúdo nas redes sociais falando sobre Energia Masculina e Energia Feminina.

Curioso que sou de uma geração que foi criada para abolir estereótipos de gênero. Sempre ouvi meus pais dizendo que eu deveria ter independência financeira, não depender de homem para nada, trabalhar duro, etc. Eles diziam, nas entrelinhas, que eu não deveria me apegar a estereótipos de gênero.

Além disto, cresci com esta referência em casa pois minha mãe sempre foi independente. Estudou, se formou, trabalhou muitos anos na área e hoje é aposentada.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

LITERATURA INFANTIL/ CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Quem cursa Pedagogia ou mesmo o curso normal (formação de professores de nível médio) sabe como a matéria Literatura Infantil é importante.

Durante minha formação no Curso Ação - Campo Grande pude estudar Literatura Infantil com a maravilhosa Professora Simone e aprender muito!!

Depois disso ainda realizei um curso independente de Contação de Histórias por conta própria na Prime Cursos pois acredito que não basta gostar de histórias, tem de saber como contá-las.

Abaixo, dois vídeos introdutórios que fiz sobre o assunto: