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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Como é a Experiência de Fazer Intercâmbio?

Desde muito jovem eu sempre sonhei em fazer Intercâmbio nos Estados Unidos, pedi até meus pais pra me matricularem num curso de inglês muito nova só pra aprender a língua, mas isto era um sonho distante, já que na época só rico podia fazer isso. Era bem desanimador conscientizar-se disto porque eu não era rica (ainda não sou) e achava que intercâmbio só seria bem aproveitado por jovens, que era uma coisa voltada pra adolescentes somente; eu não sabia de pessoas adultas fazendo intercâmbio.

Tudo sobre Intercâmbio
A verdade é que eu queria conhecer outro país e obter aquele status de "consegui sair do Brasil", já que ninguém na minha família nunca tinha realizado uma viagem internacional, mas eu não sabia o que a experiência de intercâmbio é na prática nem seu significado pro mercado de trabalho atual.

Eu saí do Brasil pela agência Cultural Care, que só realiza intercâmbios na modalidade Au pair, mas existem diversas outras agências e tipos de intercâmbios diferentes, sendo a maioria voltados aos estudos. Você pode fazer em outro país o ensino médio, uma parte da faculdade, um trabalho voluntário, um curso de extensão, uma pós graduação, enfim, são muitas possibilidades.

Ter uma agência te auxiliando no processo de obtenção do intercâmbio ajuda muito, mas não é obrigatório, pois você só precisa, basicamente, de uma documentação comprobatória de que está matriculado onde quer estudar (obs: Esta documentação não é garantia de que você vai conseguir entrar naquele país). Quando você vai para os EUA, por exemplo, você tem que tirar o passaporte (documento de identificação internacional) e solicitar um visto, que é uma autorização pra entrar no país, além de outras etapas na imigração. O visto para estudantes é específico, pra turistas é outro tipo e pra trabalho é outro. Como eu fui Au pair, modalidade onde você trabalha e estuda, eu tirei o visto J-1, mas existem outros vistos possíveis.

Você pode ficar na casa de uma família ou habitação estudantil, o que geralmente é mais caro, neste último caso: eu fiquei numa casa de família e não é nenhum mar de rosas, há muita chance de conflitos de convivência, afinal, pessoas adultas dividindo um mesmo teto podem se estranhar, só que as dificuldades também podem ocorrer em residências estudantis, não se engane achando que intercâmbio é só passear e postar fotos no Instagram.

Intercâmbio é um experiência muito mais difícil que pensei: a maior parte do tempo é perrengue, tentativas e falhas, dificuldades de adaptações em vários sentidos: clima, comida, pessoas, idioma... Mas também são surpresas, diversão com coisas que jamais imaginávamos, experiências novas, troca cultural, conhecimento, amadurecimento e capacidade de se reinventar: conhecer lugares e pessoas incríveis.


Quase 100% das pessoas que voltam ao seu país de origem após o intercâmbio sentem-se deprimidas e tristes, não se adaptam a rotina e demoram a se acostumar. Isso ocorreu comigo mas ninguém morre por causa disso: como diria o poeta, segue o baile. Hoje estou refazendo minha vida no Brasil mas ainda sinto muita vontade de visitar o que não visitei.

O mercado de trabalho atual valoriza muito a experiência no exterior mas não ache que você precisa de um diploma em Harvard pra ser escalado: qualquer experiência que inclua estudos no exterior conta muito. O empregador sabe que viver em outro país mostra maleabilidade e jogo de cintura, capacidade de lidar com o novo e superar as diferenças, então, fazer intercâmbio sempre será um bom investimento.

Esqueça-se de modelos tradicionais de intercâmbio, engessados, como ir para uma residência estudantil fazer curso de inglês: Existem vários cursos diferentes, em países pouco explorados, que podem rechear seu currículo 🛨📚 Não tem uma pessoa que tenha feito intercâmbio, ido e voltado com o mesmo coração 💗 Se tiver oportunidade, faça, você não vai se arrepender.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Existe racismo/ preconceito nos EUA?

Quando comecei a escrever em blogs, por volta de 2011, eu gostava de postar sobre diversas coisas, sempre amei escrever e amo até hoje. Uma coisa pouco explorada aqui e que eu gosto muito é o mundo da beleza e da estética, ainda sinto vontade de cursar algo nessa área, já bloguei muito sobre isto, mas depois falo deste assunto.

Em 2013 fiz outro Blog pra compartilhar minha experiência de intercâmbio como Au pair nos EUA e me deparei muito sobre estes questionamentos: o preconceito. Eu era uma jovem fissurada pela cultura norte-americana e, na verdade, até hoje gosto de muitas coisas, mas isso mudou um pouco, depois explico melhor. Nessa época eu só enxergava coisas positivas na vivência estadunidense e o desgosto com as oportunidades de trabalho no meu próprio país agravavam isso. Enfim, eu queria tentar a vida nos "states".

Isso veio cedo: desde meus 15 anos eu era louca pra fazer intercâmbio e insisti para meus pais me matricularem num curso de inglês: eu era determinada a sair do Brasil, mas não sabia como. Aos 20 e poucos anos vi a oportunidade de ser Au pair e com 25 embarquei. Era comum algumas pessoas falarem mal da minha decisão por não entenderem ou simplesmente por inveja, algumas pareciam ficar torcendo pra dar errado, não foi um mar de rosas a aceitação.

Em alguns momentos elas me questionavam sobre o "preconceito" que o latino sofre nos Estados Unidos mas isto não me preocupava. Chegando lá pude conferir com meus próprios olhos como as coisas funcionam e vou compartilhar aqui com vocês.

Primeiramente a gente não pode determinar o comportamento inteiro de uma nação pois as pessoas são diferentes e no caso dos EUA, isso é mais forte ainda, já que existem mais estrangeiros que nativos americanos residindo por lá. Se no Brasil há uma polaridade imensa de idéias, imagina por lá.

Um país cuja taxa de imigrantes é maior que que a de nativos, é de se supor que não seja preconceituoso, certo? Não exatamente. Na época que morei por lá, se alguém me questionasse esse fato, eu diria que não, os Estados Unidos não é um país preconceituoso, afinal, usava de parâmetro meu próprio país e minhas experiências de vida. Já postei no antigo Blog sobre isto num texto sobre "Curiosidades sobre Morar nos EUA" e isto aconteceu em 2013, quando morei nos EUA e minha consciência política era zero: eu não me interessava por esse assunto.

Hoje, estudando mais Ciências políticas, História, Sociologia, etc, minha opinião mudou: Os Estados Unidos é um país preconceituoso sim, mas seus habitantes não. Explico: Os Estados Unidos é o berço do Capitalismo e não existe Capitalismo sem opressão. Nesse sistema econômico onde, supostamente, sobe na vida quem se esforça mais, não há espaço para todos que se esforçam. A criação de estereótipos negativos sobre as pessoas se faz então necessária para sua exclusão e funcionamento do capital: a origem de todos os preconceitos.

Além disto, o norte-americano "raiz" é conservador, intolerante e tenta disseminar sua cultura sobre pretexto de "democratização": assim é o governo norte-americano, IMPERIALISTA. Basta ver as atitudes do governo no Oriente Médio, por exemplo, e tirar suas próprias conclusões.

Com isto podemos afirmar: O Governo norte-americano e o sistema capitalista são preconceituosos, excludentes e imperialistas, contudo, não podemos julgar todos os residentes daquele país desta maneira. Quando morei nos EUA fui muito bem tratada por diversos nativos, mas também passei por situações difíceis nas mãos de outras pessoas: nada diferente do que poderia acontecer aqui no Brasil.

Um fenômeno comum e alvo de protestos nos EUA é a ação policial racista, principalmente nos "downtows" (centros das grandes cidades), algo que infelizmente também acontece no Brasil e só confirma a tese de racismo estrutural, ou seja, do racismo estar nas bases de organização governamental do próprio país.

Enfim... este é um pouco de como vejo o racismo norte-americano e um texto pra me retratar sobre as afirmações que fiz no passado (e fui questionada por uma seguidora). Atualmente existem movimentos de empoderamento negro, feminino, dentre tantos outros, o que só mostra que a necessidade fez isto ocorrer. Um abraço, Thainá.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Minha Experiência na Faculdade de Direito

Nesta postagem quero compartilhar com vocês minha experiência na Faculdade de Direito deixando bem claro que é minha experiência, única e pessoal, ou seja, não serve de parâmetro pra comparar com a vivência de outras pessoas. Acredito que este texto possa ajudar mostrando um ponto de vista dentre tantos que possam existir.

Se você chegou até aqui, é porque então se interessa pelo assunto, e eu posso falar dele mais pra frente mas num aspecto mais informativo, em outra postagem, pois o texto de hoje é mais a narração de uma experiência pessoal.

Eu estava no ensino médio e a única matéria que me interessava era Biologia. Eu adorava estudar esta matéria e só tirava notas boas, até hoje lembro com carinho das professoras que me despertaram esse amor. Aí chegou no cursinho pré-vestibular e o amor acabou pois passei a achar muito difícil e percebi que não nasci pra área de saúde/exatas.

Desisti do pré-vestibular e meus pais queriam me ver graduando, mas não sabiam em que. Na verdade, nem eu. Eu só sabia que queria dinheiro e estabilidade; decidi fazer Direito então porque há bastante possibilidades de concursos públicos com boa remuneração. 

Relato sobre a vivência na faculdade de Direito
Minha turma querida... 2007.2... Eternas Saudades ♥

Durante o curso eu não me identifiquei, parecia que estava na faculdade fazendo figuração, passava nas matérias sabendo o mínimo e posso concluir que não fui a melhor aluna possível. Após a graduação eu decidi ir trabalhar como Au pair nos USA porque já era um sonho antigo e uma chance de sair da área jurídica. Mas não saí :/

Quando voltei pro Brasil ainda me aventurei a trabalhar novamente na área jurídica (por necessidade) chegando a conclusão que não nasci pra isto, e cá estou fazendo faculdade de História.

Só que a Faculdade de Direito, mal ou bem, me ajudou a me conhecer melhor como aluna, meus pontos fracos e fortes. Graças a isto estou fazendo História da melhor maneira possível, sou uma aluna dedicada e só tiro notas boas. A Faculdade de Direito também melhorou minha escrita e meu vocabulário, despertou em mim o amor por escrever e me fez exercitar o gosto pela leitura.

Conhecer meus direitos cívicos me faz ter uma melhor consciência política e conhecimento legislativo. Os cinco anos de faculdade foram difíceis mas hoje colho seus frutos, mesmo numa área diferente, pois estudar é um privilégio que demorei a perceber que possuo. Hoje só desejo que todos tenham essa chance também, sinto orgulho em ser bacharel em Direito e futura professora de História 💖⌛

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dica para obter horas de atividades complementar e valorizar o currículo: Trabalho Voluntário

Sei que em época de crise estamos todos desesperados precisando de dinheiro e não sou a favor de escravidão, mas uma coisa que enriquece demais o currículo do estudante é o Trabalho Voluntário.

O Trabalho Voluntário não precisa ser nada de super elaborado nos mais remotos locais africanos e com certeza há diversos lugares na sua cidade precisando de seu conhecimento neste momento. Vivemos num período difícil no Brasil e qualquer coisa que valorize o trabalho dos outros já ajuda e muito. O Trabalho Voluntário cai como uma luva nesse sentido pois quando você ajuda um pequeno empreendedor local você está ajudando seu bairro.

Como fazer Trabalho Voluntário
Centro Educacional Pereira Araújo,
meu primeiro trabalho voluntuário
Além disto é comum as faculdades aceitarem como atividade acadêmica complementar a realização de trabalhos voluntários. Eu, por exemplo, realizei um tipo de trabalho numa creche próxima à minha casa pois na época que fui Au pair eu precisava comprovar algum tipo de experiência com crianças. Depois realizei novamente pra ganhar as horas de atividades acadêmicas complementares: super valeu a pena.

O Trabalho Voluntário valoriza o profissional que mostra não pensar somente em dinheiro, mas também em conhecimento. Em certas profissões a experiência conta até mais que o conhecimento teórico. Quem faz Direito, por exemplo, sabe que botar a mão na massa te faz aprender mais a elaborar peças que o ensinado nas aulas, isso é um fato.

Pense na sua graduação e nos campos em que pode atuar: pense fora da caixa pra buscar onde atuar. Na área de História, por exemplo, seria comum empregar o nosso conhecimento em museus, mas não existe só esta possibilidade: você pode, uma vez por mês, fazer alguma atividade relativa à História num asilo de idosos, por exemplo. Ou num orfanato. Ou em uma associação de moradores. Enfim...

As possibilidades são muitas na área de humanas e acredito que até nas áreas de exatas também haja oportunidades. Só tome cuidado pra não gastar sua energia e conhecimento com empresários exploradores e estar tomando a vaga de alguém que precise de emprego. Posteriormente farei uma postagem com ideias específicas para os estudantes de História e Direito, então, continuem acompanhando aqui no Blog as novas postagens. Um abraço, Thainá Santos.


domingo, 6 de março de 2016

Sobre a época de Au pair | Meu ano de Au pair nos USA

Resolvi fazer este post aqui pra falar de um assunto antigo porém ainda falado no blog.

Se você chegou aqui agora, deixa eu explicar: sempre fui blogueira, falava sobre dicas de beleza, cabelos, maquiagem, porque em meados de 2010 era o assunto que estava em alta. Porém, em 2013 fiz intercâmbio para os EUA e também postava sobre isto no Youtube e em outras mídias. Dividia com outras meninas que também faziam ou queriam ser Au pair nos EUA informações sobre esse tipo de programa de intercâmbio.

Até hoje muitas pessoas me procuram pedindo informações sobre esse assunto e infelizmente sinto que não posso mais ajudar como antes, porque, pelo que soube, muitas regras pra participar desse tipo de intercâmbio mudaram.

Au pair nos USA

Quando eu fui para os EUA, fiquei na cidade de Parker no Colorado e morei com uma Host family com 4 crianças. Dava muito trabalho mas pude aprender muita coisa nessa época. Pra mim, é mais fácil falar sobre isto agora porque quando amadurecemos vemos que erramos e temos outra perspectiva das coisas.

Depois de morar alguns meses com esta família fui para Washington capital e fiquei com outra família, que também não foi pra frente. No entanto, essa vivência me fez refletir sobre muitas coisas e aprender mais ainda.

Sempre recomendo pra quem for que faça intercâmbio, passe um tempo em outra cidade, ou outro país, porque é uma EXPERIÊNCIA e tanto, você nunca vai e volta a mesma pessoa. Algumas pessoas me procuram dizendo que estão tendo dificuldades pra conseguir ir e eu digo que as dificuldades acontecem pra 99% das pessoas, cabe a nós não desistirmos. Uma lição que pude adquirir com isto é perceber que quase todo mundo que tem um sonho grande, quando o realiza, nunca é 100% como planejado, o que não impede de ser algo incrível. Outra super lição foi notar que aquele ditado que diz que "Os verdadeiros amigos vemos na hora da dificuldade" é super mentira. Na realidade, vemos nossos verdadeiros amigos na hora do sucesso, porque muitos não suportam sua felicidade (o quanto de gente invejosa eu percebi, não estava no gibi).

Enfim, durante uma época fiquei sem falar este assunto por aqui pois ainda estava me acostumando ao fato dos meus planos terem sido diferentes do que planejei, mas em nenhum momento me arrependi e se tivesse que fazer tudo de novo, faria :) Na verdade, talvez eu tenha me arrependido de não ter sido mais aberta com minhas HF. Se eu tivesse que dar um conselho pra alguém que quer ser Au pair, é que seja sincera e diga o que pensa para seus hosts, os americanos são mais diretos que nós, não faça rodeios. No final das contas você notará que por mais que leia muito sobre o assuntos, assista muitos vídeos com dicas e tudo mais, cada um tem sua própria experiência e sempre haverão desafios, pois é isso que acontece quando saímos da nossa zona de conforto.

É isso aí pessoal, espero que vocês que tem um sonho corram atrás e consigam atingi-lo pois imagino o quanto deve ser ruim chegar a velhice com a sensação de que não tentou. Beijos, Thainá.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Carta para Papai Noel

Papai Noel, este ano eu quero... .... .... 

Agradecer...

Realizei o sonho dos meus pais de me ver formada, hoje sou bacharel em Direito... Ainda que a vida seja dificil, estudar SEMPRE vale a pena... As vezes a gente demora a perceber, mas o futuro nos compensa...

Desabafo de Fim de ano2013 pra mim foi único... Também pude realizar meu maior sonho: morar fora do país... e não foi nada fácil... Nem lá nem aqui... Até conseguir, o caminho é dificil e depois que consegue, mais ainda... Vida de imigrante não é fácil, mesmo intercambista e legalizado... Mas todas as recompensas foram boas... Uma melhorada no inglês, uma melhorada no curriculo, e o melhor de tudo: pessoas e lugares maravilhosos a se conhecer... Mesmo que por poucos meses, faria tudo de novo... Eu nunca vou esquecer o dia que entrei naquele avião, me bateu o maior medo da minha vida, deu vontade de pedir ao piloto pra me deixar descer.. kkkkkk mas ainda bem que fui em frente...

E agora pra fechar o ano, eu agradeço a você Noel, mas primeiramente a Deus por me colocar um homem tão maravilhoso na minha vida e me fazer me sentir amada todos os dias.... Realizei o sonho da vida de toda mulher, que é casar com a pessoa que se ama... Ter nosso cantinho, do nosso jeitinho, nossa privacidade, e certeza a cada dia mais que fez a escolha certa... Ter o apoio da sua família e sua nova família... Enfim... Sou muito feliz por estar casada com o homem que me trata como mulher, amiga, confidente, e todos com maestria...

Ufa!

por fim....

Obrigada Papai Noel por me mostrar que ainda sim o essencial é invisível aos olhos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Tudo sobre a semana de Treinamento da Cultural Care

Oi pessoal. Tudo bem? Queria montar este post bem detalhadamente e o mais rápido possível pois ainda está fresco na minha mente... rs.
Antes de embarcar procurei várias informações sobre o treinamento da CC, pra ir bem preparada, e infelizmente não achei muita coisa. Então, espero que este post seja útil para as futuras Au pairs.


Diferentemente de outras agências que o treinamento é num hotel chique, a Cultural Care tem o treinamento numa Universidade em Nova Iorque. Mas não se anime, é bem distante de NYC, não tem como ir pra lá durante o treinamento (a não ser que você esteja disposto a desembolsar uma nota alta de táxi, mesmo assim não vale a pena pois o treinamento tem curfew).

A gente chega lá na segunda-feira. Ao chegar no aeroporto uma pessoa da CC está te esperando com aquelas plaquinhas na mão. É super de boa. Você é levado ao treinamento e ao chegar uma pessoa (funcionário da CC chamados de Staff) te explica como as coisas funcionaram durante a semana. Fique calmo pois eles falam alto e bem pausadamente, entendem que muitos lá não entendem bem de inglês.

Você recebe um papel com a agenda da semana e deixa sua mala lá em baixo. Vou explicar: É altamente aconselhável que você leve as roupas e coisas que irá usar no treinamento numa mala (de mão, preferencialmente) e o resto de suas coisas em outra (que normalmente é a despachada no avião). Isto porque você vai ficar no 2º ou 3º andar da universidade, e não tem elevador.

Na 2ª feira, o dia que você chega, durante o dia você se "assenta", guarda suas coisas, descansa do voo, e a noite, as 19h tem uma "apresentação de boas vindas" com direito a pizza. O ruim que nem todos conseguem  chegar pra ver isto, pois é o dia todo chegando menina.

Na terça começam as aulas. O ritmo é muito puxado. O café da manhã é servido as 7h da manhã (que é opcional) e as aulas começam as 8h. Tem um intervalo de meia hora, um intervalo de uma hora pra almoçar, depois mais um intervalo de meia hora, e a aula vai até 18h.

Já na quarta é osso: as aulas começam as 8h da manhã e vão até 21h. O pior dia ever. Em compensação na Quinta-feira é o tour por Nova Iorque. Vou explicar como ele funciona em outro post.

Leve com você um adaptador de tomadas deste tipo:


As tomadas nos EUA são diferentes. Estes dois tipos de adaptadores da foto acima são os que servem aqui.

A escola de treinamento te disponibiliza despertador e secador de cabelo pra aluguel. Você paga $20 pra usar e no final da semana eles te devolvem os $20. Só dinheiro vivo, eles não aceitam nenhum tipo de cartão. Eu acho que não vale a pena pois nos banheiros há secadores de cabelo que você pode usar de graça, só não pode levar pro seu quarto (pois é grudado na parede) nem usar depois de 22h, pois é horário de silêncio. Eu levei minha chapinha e não me arrependi. Perto do treinamento há algumas lojinhas, mas lá não vende este tipo de coisa (pelo menos eu não vi). Fora que tudo em NY é mais caro, ou seja, espere chegar na sua cidade pra começar a comprar as coisas.

Lá tem wi-fi de boa, eu trouxe meu notebook e usava sempre pra falar com a família. Também tem computadores para as Au pairs que não tem notebook. Eu me comunicava com minha família por whatsapp, pois levei meu celular. Ai marcava um horário pra falar com eles no skype, mandar notícias e tals.

Não é necessário levar roupa de cama, nem toalhas. Tem cama pra todo mundo e lençóis, fronhas, dois travesseiros por cama e é tudo ok. Não tem o luxo dos treinamentos de outras agências, mas achei tudo bem digno. Se você for no inverno, durma longe dos aquecedores dos quartos. Eles esquentam demais. Alias, o 2º e 3º andar, que é onde dormimos, é todo super quente.

Leve cadeado para suas malas. Para TODAS as malas. Leve também um guarda chuva e uma bolsa, porque as aulas são no 1º andar e em outros prédios diferentes do que você dorme, então, você precisa carregar seus livros, canetas e tudo mais pra tudo que é lugar. Leve canetas!!!

Você não pode escolher o quarto onde irá dormir. Vão te colocar junto com meninas de outros países e que vão morar perto de onde você irá morar, pra você fazer amizade e também não ficar falando português o tempo todo.

A comida é grátis, mas há uma salinha no 1º andar onde você pode comprar gordices por $1, como kit kat, m&m's, etc. Eu só comprei um dia, porque a CC oferece sobremesa e é até gostosinha (diferentemente da comida que é uó do borogodó). A comida é grátis tá gente... rs.


Os colchões das camas são revestidos por plásticos pra facilitar a higienização. É chato pra dormir pois toda hora faz barulho, mas ninguém morre por causa disto. O colchão é bem mole (eu odeio).

Se você achar o quarto quente, abra a janela... não vai fazer frio com ela aberta, vai por mim. Mesmo!!!

Quando você for tomar banho abra a água até o fim pra esquentar. Espere um pouco porque demora um pouquinho. O banheiro é nojentinho, pois só há um ralo pra escoar água de todos, então, leve um chinelo de borracha, tipo havaiana.

A universidade é linda. Aproveite pra tirar muitas fotos, mas acorde cedo para isto. Lá demora a anoitecer, só anoitece mesmo lá para as 20h. Então dá pra tirar fotos depois das aulas, mas correndo. Eu acho que vale a pena acordar cedo pra fotografar uns momentos. Ou tente tirar fotos na Segunda, o dia que você chegar, pois teoricamente, é nele que você tem mais tempo.



Perto do treinamento é um caixa eletrônico do ATM. Ou seja, se você precisar sacar dinheiro é tranquilo. Enfim... minhas dicas foram esta. Curtam muito o treinamento que é uma semana MARAVILHOSA e inesquecível. Conhecer e se divertir com pessoas de outros países, outras culturas, é bom demais :D

Beijinhos, Thainá.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O que é Au pair?

Bem gente, como eu disse no post anterior, Au pair é o nome de um programa de intercâmbio. Sim, existem alguns tipos diferentes de intercâmbios... alguns você vai só pra estudar, em outros, pra estudar e trabalhar. Neste especificamente falando, você vai pra estudar e trabalhar como babá na casa de uma família americana, chamada host family (família anfitriã). Você recebe um salário semanal, um valor em dólares pra estudar (é obrigatório estudar) e fica um ano assim, podendo estender por mais um ano. Simples, resumi o que é o programa de intercâmbio de Au pair... rs.

Toda menina que quer ser Au pair deveria acessar o site www.manualdaaupair.com.br pois ele é o mais completo que te informa tudo sobre o processo pra se tornar uma Au pair, de maneira objetiva. Sendo que existem milhões de blogs e canais no Youtube de Au pairs que foram para os EUA e contam um pouco de suas histórias por lá. Pesquisem sempre!!! O manual da Au pair é adequado para o passo a passo, o que você deve fazer para se tornar uma Au pair. Já estes blogs e canais é mais pra você conhecer a rotina de cada uma. Não tenha preguiça de pesquisar, é bem interessante.

Outro fato importante a se destacar, que toda interessada em ser Au pair deve saber, é que existem grupos no Facebook onde você pode conhecer outras meninas que são ou querem ser Au pairs, tirar dúvidas, etc. Acho primordial conhecer tais grupos... Te ajudam muito!!

Beijinhos, Thainá.