terça-feira, 1 de agosto de 2017

Convivendo com uma criança especial

Quando eu comecei a trabalhar como Agente de Apoio à Educação Especial (AAEE) fiquei com muito medo pois sempre me vinham a mente aquelas crianças com paralisia cerebral cujas funções motoras e intelectuais são bastante limitadas e eu não tinha experiência nenhuma com portadores de necessidades especiais.

Eu estava trabalhando no consultório de uma amiga dentista e estava bem confortável, era um trabalho bem tranquilo que me dava tempo pra estudar, cuidar da casa, ou seja, ter uma vida social fora do ambiente de trabalho. Daí que meu nome saiu no D.O. e minha vida nunca mais foi a mesma. Eu tinha plena convicção que o trabalho na prefeitura iria ser muito mais difícil em relação a onde eu estava, já que eu estava bem empregada, e estava meio desanimada com a convocação.

Na posse do cargo conheci várias moças que também iriam trabalhar como AAEE e muitas já tinham experiência pedagógica, algumas eram professoras formadas e eu mal tinha entrado na faculdade de História. Estas pessoas viviam falando do quanto é maravilhoso trabalhar com crianças especiais e na minha mente eu só pensava: demagogia. Eu realmente acreditava que era um trabalho como outro qualquer e que aquelas moças falavam disso somente pra aparecer.

No 1º dia da semana de treinamento o prefeito foi nos receber no CMRJ na Tijuca e uma pessoa que já estava trabalhando como AAEE disse que o principal que devíamos levar nesta profissão era a paciência e o amor. Pensei: mais demagogia!! Todo mundo sabe que pra trabalhar com inclusão precisa-se de paciência, basta exercitar!! Mas e o amor?

Eu entrei no colégio onde estou atuando no momento e recebi uma lista com o nome das crianças integradas: eram 25 divididas entre o turno da manhã e da tarde. Bateu um desespero, um medo, mas eu simplesmente fui.

Cada criança especial tem suas peculiaridades, não dá pra julgar como se todas tivessem os mesmos hábitos. Além disto, cada uma é criada de uma maneira dentro de casa. Criança especial brinca como as outras, se alimenta, recebe amor da família e principalmente é repreendida como as outras. Nada de muito diferente das crianças sem deficiência.

Dia a dia fui me apegando a esses pequenos e cada um tem suas manias. Claro que, por passar mais tempo com umas em relação a outras, a gente acaba se apegando mais, e quanto mais a gente convive mais a gente esquece da deficiência.

Há um menino muito especial que tomo conta e sempre conto suas histórias pra minha família e amigos, as pessoas do meu convívio que nunca o viram parecem já conhecê-lo de infância. Daí outro dia me perguntaram: _Qual a deficiência dele? Vocês acreditam que demorei a responder? Sim gente, eu momentaneamente tinha esquecido... huahahaha. 

A verdade é que quanto mais convivemos mais esquecemos esses "problemas". As crianças especiais têm esse nome e não é a toa: elas são, de fato, especiais. Elas conseguem, mesmo com todas as limitações, levar uma vida quase igual a uma criança sem deficiências. Elas gostam de bola, de tirar fotos com o celular, aplicativos, fazem cara feia quando são repreendidas e riem das mesmas coisas.

Esses meses só tem me mostrado que as pessoas que falavam da Educação Inclusiva de forma romântica estão mais do que certas: É impossível você trabalhar e não se apaixonar. Cada dia que passa amo mais o meu trabalho 💗

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Estilo de Vida Minimalista

A um tempo atrás ouvi falar a palavra "minimalismo" e desde a época eu pressentia que seria algo a me agradar, mesmo sem saber exatamente do que se tratava. Depois que a Mandy Francesa do canal de mesmo nome começou a abordar este assunto eu tive certeza que nasci pra isto, hehe.

Fui uma jovem muito bagunceira quando morava na casa dos meus pais pois eu acreditava que "mais era mais", quando na verdade "mais é menos". Quando fiz 18 anos entrei na Faculdade de Direito e num dia de surto resolvi tacar um monte de coisas fora. Eram cadernos do colegial, brinquedos que a muito tempo não usava, besteiras que guardava como forma de lembrança sem a menor necessidade. Isso me ajudou me organizar pra faculdade e desde então passei a ser uma pessoa mais organizada.

Talvez você esteja lendo isto na esperança de se tornar alguém organizado e procurando soluções, mas a verdade que não passei por um processo, foi num dia de "surto" que me livrei de tudo de inútil e mantive assim até os dias de hoje. Sério, eu nem cheguei a pensar muito a respeito, simplesmente fiz.

Pra ser uma pessoa organizada você precisa desapegar de muitas coisas e entender que nem sempre organização = praticidade: você precisa facilitar as coisas pro seu dia a dia, não adianta criar esquemas que vão tomar seu tempo e paciência pois um dia cansará.

Após se livrar da tralha que não usa, crie rotinas de organização, como tentar acordar 30 minutos mais cedo pra arrumar a cama e lavar as louças antes de sair pra trabalhar (se você achar que vale a pena, é claro!). Não precisa ser exatamente isto que mencionei, sua casa e sua família que mostrarão o que de relevante precisa ser feito em primeiro plano.

O minimalismo consiste em manter somente o que precisamos mesmo. Uma casa cheia de coisas torna-se um ambiente menor e as chances de perdermos as coisas e não acharmos mais é altíssima. Torna-se um local que, por mais organizado que esteja, parece sempre bagunçado e sujo. Se livrar de certas coisas é um bem que você pode fazer a si mesmo e a quem convive contigo.

O trabalho de prevenção também é importante: evite comprar coisas pra "embelezar" a casa, coisas que você já tenha, principalmente as que você tem e não usa. Também evite coisas que não vão combinar com o que você já tem em casa, estes são alguns pilares do minimalismo.

Já assisti vídeos mostrando que em alguns locais da Europa nórdica (coincidentemente os países com melhor qualidade de vida) já se vivem assim. As pessoas desapegaram não somente de bens materiais mas também de redes sociais ou qualquer coisa que possa ser nociva a nossa mente. Este trabalho também é importante pro nosso interior pois somos o que vivemos, não o que temos.

Conheça um pouco mais do estilo de vida minimalista, você vai sentir como é bom viver assim, super vale a pena. Beijinhos, Thainá.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Viagem à Petrópolis, no Rio de Janeiro: A Cidade Imperial

Eu já fui à Petrópolis duas vezes na minha vida mas desta 3ª vez, dia 02, teve um gostinho especial pois foi minha primeira vez como estudante de História ⌛💗

Vlog Petrópolis RJ

Petrópolis é uma cidade linda com um clima de serra maravilhoso: existem várias pousadas aconchegantes, bares, museus e atrações voltadas pra estudantes de História. Se você tiver oportunidade de visitar, não pense duas vezes, é um lugar maravilhoso.

Petrópolis também é famosa pela sua Festa do Colono Alemão (Bauernfest), ou festa da cerveja, já que lá abriga a Fábrica da Cerveja Bohemia, uma instalação incrível que vale a pena o tour. A Festa Alemã não é por conta da fábrica em si e sim por causa do grande fluxo migratório que ocorreu no séc. XIX. pra construção do Museu Imperial (outro ponto turístico famoso na cidade).

A cidade de Petrópolis é procurada até nos dias de hoje por seu clima fresco de montanha pelas pessoas que querem fugir do calor do RJ (eu sou uma delas) e graças a isto foi projetada a mando de D. João VI. Em outras palavras, a antiga comunidade fazendeira dos Correas era usada como “local de férias” do imperador.

A guia nos encaminhou aos pontos turísticos mais famosos, começando pelo Palácio Quitandinha , na entrada da cidade, e o Museu Casa de Santos Dumont , que abriga objetos de uso pessoal do aviador, bem como mobiliário da época. Ainda podemos contemplar um vídeo exibido sobre a vida de Santos Dumont, considerado o pai da aviação brasileira.

Após, no mesmo quarteirão, podemos conhecer o Museu de Cera de Petrópolis, inaugurado no ano de 2011, com padrões artísticos de alto realismo em suas esculturas. Uma curiosidade é que o imóvel onde é situado o museu foi tombado pelo IPHAN por ainda possuir em ótimo estado de conservação suas características iniciais, da primeira metade do séc. XX.

Ainda nos encaminhamos à Fábrica da Cervejaria Bohemia, importante empresa que foi reconhecida, em 1922, como a mais importante fábrica de cervejas do Estado do Rio de Janeiro.

Após a visita à cervejaria Bohemia, podemos conhecer a Catedral de São Pedro de Alcântara , que foi construída em 1884 e até hoje conserva seu chamativo estilo neogótico. Suas portas de entrada pesam mais de duas toneladas e podemos notar em sua arquitetura um esforço pra manter o estilo francês, super em voga, à época. São Pedro de Alcântara foi escolhido, na época, para ser padroeiro do Brasil por vontade da monarquia, fato pouco conhecido entre os que acham que somente Nossa Senhora de Aparecida desempenha este papel. A catedral de Petrópolis também abriga o Mausoléu Imperial: em uma capela ao lado do altar estão os restos mortais do imperador D. Pedro II, da imperatriz D. Teresa Cristina, da princesa Isabel e do Conde d´Eu.

Para finalizar o passeio a guia nos encaminhou ao Museu Imperial, próximo à catedral, que serviu como residência do imperador D. Pedro II. Enfim, ainda há muito mais atrações e história na cidade de Petrópolis e é uma viagem que super recomendo 😉

OBS.: Este texto foi usado na elaboração de um relatório de atividade acadêmica complementar para minha faculdade. Caso utilize-se dele como parâmetro pra pesquisa, não esqueça de dar os créditos e não copie na integralidade.

domingo, 2 de julho de 2017

Apreciando coisas de antes

Este fim de semana eu fiz um passeio até Petrópolis, cidade aqui do Rio de Janeiro, e quanto mais velha a gente fica, mais começamos ver coisas que na juventude não vemos.
Eu já tinha ido à Petrópolis duas vezes antes (uma com 12 e uma com 15 anos de idade) e parece que só ontem eu conheci aquela cidade de verdade. Lembro que até quando me perguntavam se eu conhecia, eu dizia que já tinha ido mas não lembrava de nada: é verdade, eu não lembrava quase nada 😦

Acho que quando a gente é jovem temos outras prioridades (a maioria não são importantes) e passamos os momentos com a cabeça em outros. Mas isto não é uma exclusividade da juventude: também ocorre comigo muitas vezes de, ao invés de curtir o programa que estou fazendo, ficar pensando em compromissos, contas, problemas pra resolver 😞

Eu acho muito triste porque a vida passa e a gente se lamenta de não ter curtido aquele momento quando ocorreu... eu mesma já tinha feita uma postagem a uns anos atrás, dizendo que eu não estava curtindo minha vida, que só pensava na chegada, e não no caminho.

Eu tive uma experiência assim durante a faculdade de Direito, no ano de 2006 à 2012. Na época que estudei eu não curtia o aprendizado, não curtia direito as amizades, eu só pensava em me formar e acreditava que quando isto acontecesse minha vida estaria realizada. Hoje vejo e sinto que as coisas não devam ser assim, mas será que alguém aí pode me ensinar a colocar isso em prática?

As pessoas que não se preocupam tanto são mais felizes, tenho quase certeza disto, elas não envelhecem, não criam "rugas", tudo que é ouvido entra por um e sai pelo outro... muitas vezes sinto "inveja" disso... A nossa pressão por emprego, dinheiro, vida social abastada... é tão cansativo 🙁

Claro que curto certos momentos e me divirto também... mas tenho a sensação que é pouco... vocês também tem? Só sei que a chegada aos trinta está me fazendo apreciar coisas que antes eu não apreciava, como um momento em família ou um passeio pra perto. Só tenho a sensação que ainda é pouco... ou eu busco mais ou supero isto...