quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O hábito de escrever faz bem pro cérebro

Um dos filmes que mais gosto é o famosíssimo "Efeito Borboleta". Apesar dos clichês inerentes à industria hollywodiana, adoro a temática que nos faz pensar em como seria se fosse com a gente determinados tipos de situações.

Se você mora numa caverna e nunca assistiu Efeito Borboleta, o filme mostra uma situação onde o protagonista vive momentos de sua vida com a possibilidade de mudança do passado. Ele vivenciou uma experiência que marcou-o muito fortemente durante a adolescência e já na vida adulta, sempre que pensava nisto, voltava no tempo com possibilidade de modificar o ocorrido.

Claro que, a cada vez que ele voltava ao passado e modificava o traumático acontecimento, o presente também mudava, afinal, o presente é uma consequência de nossos atos no passado. Além disto, por apresentar certos problemas mentais, este protagonista era aconselhado medicamente à escrever em diários tudo que acontecia no seu dia a dia.

Escrever em redes sociais ou blogs (como este também) é uma forma de anotação em diário, tanto que a palavra blog é derivada de web+log (diário da web, ou diário virtual). As vezes nos pegamos cuidando da saúde, do corpo, frequentando academias e fazendo dietas, mas esquecemos de exercitar o cérebro.

Já foi comprovado os benefícios de manter um diário com anotações do que rolou durante o dia e muitos médicos recomendam isto para seus pacientes. Por isto recomendo muito a prática e caso você tenha preguiça de escrever ou teclar, você ainda tem a possibilidade de usar aplicativos que funcionam por comando de voz.

Enfim, fica a dica pra exercitar a mente 😉 Escreva diários e anotações do seu cotidiano sempre que puder!!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Minha Experiência na Faculdade de Direito

Nesta postagem quero compartilhar com vocês minha experiência na Faculdade de Direito deixando bem claro que é minha experiência, única e pessoal, ou seja, não serve de parâmetro pra comparar com a vivência de outras pessoas. Acredito que este texto possa ajudar mostrando um ponto de vista dentre tantos que possam existir.

Se você chegou até aqui, é porque então se interessa pelo assunto, e eu posso falar dele mais pra frente mas num aspecto mais informativo, em outra postagem, pois o texto de hoje é mais a narração de uma experiência pessoal.

Eu estava no ensino médio e a única matéria que me interessava era Biologia. Eu adorava estudar esta matéria e só tirava notas boas, até hoje lembro com carinho das professoras que me despertaram esse amor. Aí chegou no cursinho pré-vestibular e o amor acabou pois passei a achar muito difícil e percebi que não nasci pra área de saúde/exatas.

Desisti do pré-vestibular e meus pais queriam me ver graduando, mas não sabiam em que. Na verdade, nem eu. Eu só sabia que queria dinheiro e estabilidade; decidi fazer Direito então porque há bastante possibilidades de concursos públicos com boa remuneração. 

Relato sobre a vivência na faculdade de Direito
Minha turma querida... 2007.2... Eternas Saudades ♥

Durante o curso eu não me identifiquei, parecia que estava na faculdade fazendo figuração, passava nas matérias sabendo o mínimo e posso concluir que não fui a melhor aluna possível. Após a graduação eu decidi ir trabalhar como Au pair nos USA porque já era um sonho antigo e uma chance de sair da área jurídica. Mas não saí :/

Quando voltei pro Brasil ainda me aventurei a trabalhar novamente na área jurídica (por necessidade) chegando a conclusão que não nasci pra isto, e cá estou fazendo faculdade de História.

Só que a Faculdade de Direito, mal ou bem, me ajudou a me conhecer melhor como aluna, meus pontos fracos e fortes. Graças a isto estou fazendo História da melhor maneira possível, sou uma aluna dedicada e só tiro notas boas. A Faculdade de Direito também melhorou minha escrita e meu vocabulário, despertou em mim o amor por escrever e me fez exercitar o gosto pela leitura.

Conhecer meus direitos cívicos me faz ter uma melhor consciência política e conhecimento legislativo. Os cinco anos de faculdade foram difíceis mas hoje colho seus frutos, mesmo numa área diferente, pois estudar é um privilégio que demorei a perceber que possuo. Hoje só desejo que todos tenham essa chance também, sinto orgulho em ser bacharel em Direito e futura professora de História 💖⌛

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Visita à Campos do Jordão, São Paulo

Quando eu era adolescente sonhava conhecer a cidade de Campos do Jordão, em São Paulo. Havia um programa na Multishow (ou MTV) que mostravam algumas jovens passeando e se divertindo por lá, e isto me deixava louca de vontade, eu via àquele local como badalado e depois descobri tratar-se de um destino romântico. Em Setembro deste ano pude conferir que trata-se dos dois: na verdade, até mais.

Campos do Jordão é um local sim pra quem gosta de balada, mas também é um destino romântico, lúdico e até atrativo para amantes de atividades radicais. Também há muito contato com a natureza e a cidade é a coisa mais linda. É uma cidade que vive do turismo e da atividade artesanal, então não vá esperando encontrar lojas de grandes cadeias alimentares, como Mc Donald's, por exemplo.

A arquitetura alemã/ suiça é muito presente na cidade e há trenzinhos de passeios guiados na praça principal, ao lado do teleférico: vale super a pena fazer. Na parte alta da cidade, há diversas mansões e alguns parques para você visitar, programe-se com antecedência que vale a pena conferir. Também há o famoso restaurante da cervejaria local, a Baden Baden, que só passei em frente, pois preferi almoçar em outro local. Elaborei um relatório sobre essa viagem pra apresentar na faculdade e ganhar horas de atividades acadêmicas complementares, então, segue abaixo.

Viagem Vlog à Campos do Jordão, São Paulo

No dia 17 de setembro de 2017 eu realizei visita guiada à cidade de Campos do Jordão, no estado de São Paulo, Br.

A Guia nos encaminhou primeiramente ao Alto Capivari, bairro nobre de classe média alta com enormes mansões e as mais altas localizações da Serra. Podemos contemplar a vista espetacular e também as residências construídas em estilo germânico, com muito verde e valorização da natureza. As flores são a marca registrada de Campos do Jordão.

Após descermos pra cidade podemos conhecer um pouco da História local, que foi fundado primeiramente como Fazendo em 1711, e posteriormente foi nomeada de Fazenda Natal. Por fim, Campos do Jordão, nome originário do Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, cidadão ilustre na cidade e contemporâneo de D. Pedro I, registrou a cidade no mapa do estado e permanece assim até os dias de hoje.

A cidade é muito rica em paisagens naturais e gastronomia serrana. O chocolate fabricado artesanalmente é muito comprado pelos turistas, apesar do alto valor à venda. Campos do Jordão possui um clima ótimo de montanha, apontando valores superiores aos alpes suíços na Europa, o que atrai turistas desde meados de 1940, período que a atividade turística começou a borbulhar.

sábado, 30 de setembro de 2017

Numa Guerra, nunca há Perdedores ou Vencedores, entenda porque

O título polêmico acima é pra atrair você pra esta leitura e mostrar um ponto de vista pouco explorado nas aulas de História, principalmente nas aulas de História do Ensino Médio. Isto é mais desenvolvido na graduação, mas seria interessante que nossos jovens se conscientizassem a respeito.

Quando estudamos na escola é comum conceitos rígidos de certo e errado, vencedores ou perdedores, início, meio e fim. Estas denominações maniqueístas podem induzir o estudante ao erro e quebrar uma possível neutralidade da aula. Vamos tentar entender. 

Maniqueísmo Histórico e como evitá-loSe dissermos que alguém ganhou uma guerra é de se supor que houve uma vitória plena com total alcançamento dos objetivos: isto dificilmente ocorre. Numa Guerra é comum o lado perdedor sair devastado e o vencedor obter o que desejava, mas ainda sim há muitas mortes e cessões no lado dos vencedores, perda de direitos e negociações. 

A respeito da cultura, sabemos que há a imposição da vencedora sobre a perdedora, mas a cultura que tornou-se dominante sempre sofre influências da "perdedora". Fomos colonizados por portugueses e nos conflitos entre nativos e invasores, Portugal obteve considerável vantagem. Nossos doces são inspirados nos portugueses, nossa arquitetura colonial preservada nas cidades históricas é toda portuguesa, nossa moral é cristã e ainda sim temos hábitos herdados dos índios (três banhos por dia é um exemplo disto).

A conclusão que chegamos é que dividir pessoas, sociedades e participantes numa guerra de forma rígida trás problemas. Ao pensarmos em algo como tipicamente errado, não nos damos o trabalho de pensar sobre ele, não problematizamos nem enxergamos outros pontos de vista. Todo professor precisa mostrar os diversos pontos de vista sobre um assunto, ainda que a total neutralidade não seja possível, jamais devemos nos acomodar com o positivado nos livros. Por isso dizemos: Numa Guerra, nunca há vencedores ou perdedores.