quinta-feira, 17 de maio de 2018

A Verdade sobre os atuais Estudantes de Direito do Brasil

Esses dias ocorreu uma coisa que me levou a criar esse vídeo. Não o fiz na intenção de gerar polêmica nem pra afrontar a pessoa que fez tal afirmativa mas apenas pra mostrar um ponto de vista que somente os estudantes de Direito costumam enxergar.

Confira abaixo:


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terça-feira, 8 de maio de 2018

A mudança das palavras ao longo do Tempo

Antigamente quando você se definia uma pessoa justa e correta, você podia até se auto denominar "um cidadão de bem". Hoje em dia este nome, "cidadão de bem", virou sinônimo de sujeito hipócrita, que prega uma coisa e não faz. Este nome é muito usado pra indicar pessoas que normalmente pregam uma ideologia política conservadora, mas é o caso de uma expressão mais usada por determinado grupo social (não é uma expressão de significado unânime, de alcance geral).

Outro fato curioso a respeito da origem de certas palavras é entender e conhecer suas mudanças ao longo do tempo. Quando usamos a palavra "crioulo" para indicar uma pessoa de pele negra, estamos incorrendo em algo considerado ofensivo, mas esta palavra pode assumir diferente significado quando conhecemos sua origem. Explicando: quando da colonização espanhola na América no Sul, os "criollos" eram os filhos de espanhóis nascidos na América, pertencentes a uma elite econômica considerável na época.

Eu não sei como este nome tornou-se o que hoje consideramos repulsivo, mas é interessante saber que muitas palavras assumem novos significados ao longo do tempo e nossos atos sociais interferem muito nisto. Aliás, ainda hoje, existem condutas humanas que não são definidas com um nome exato, mas pode chegar a um momento futuro que se tornem objeto de nomeação/ definição.

Assim aconteceu com "homofobia", "gordofobia", e tantas outras palavras que hoje são usadas para definir uma conduta que já existe a muito tempo. O português é uma língua riquíssima e não é de hoje que prego pela valorização de sua fala (vamos evitar esses nomes em inglês que nos são empurrados diariamente).

Mas voltando a falar de semântica e das palavras, o preconceito com o gay sempre existiu na maioria das sociedades. E com o gordo também. Logo, criar uma palavra para definir isto não torna estes temas menos importante, ao contrário, serve para facilitar a identificação de um problema.

Acontece que muitos idiotas sentem-se ofendidos com essas nomenclaturas, acham que é exagero tocar nesse assunto e qualquer reclamação é chamada de "mimimi". Porém, independentemente destas palavras existirem ou não, estes problemas existem e estas pautas são reais.

Se você não é homofóbico nem gordofóbico, não tem porquê se doer, certo? A vontade de levar essas discussões a público não deveria incomodar quem alega não praticar esses atos de grosseria. Alias, tais condutas não devem ser consideradas mera opinião pois, opinião que não respeita o outro como ele é, é discurso de ódio, e deve ser punido com o rigor da lei.

Antes de dizer que qualquer reclamação sobre algo é mimimi, tente-se colocar no lugar daquele que discursa, o mundo está precisando mais disto, de pessoas que saibam se colocar no lugar do outro.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Como celebrar o Dia do Índio?

Dia 19 de abril foi instituído, na década de 1940, como o Dia do Índio, graças a iniciativas de lideranças que participaram do Congresso Indigenista Interamericano, no México. E nesta data é comum vermos professores pintando seus alunos de índio, usando fantasias que reforçam estereótipos e ignoram a singularidade das diversas comunidades no país.

19 de Abril, dia do índio
Quando os portugueses chegaram a terra que hoje chamamos "Brasil", dividiram os grupos étnicos em dois: Os Tapuias (nome pejorativo) e os Tupi-Guaranis. Os Tapuias eram sociedades indígenas que viviam em regiões mais interioranas e os Tupi-Guaranis eram os grupos residentes na região compreendida entre São Vicente (atualmente, na área de São Paulo) e o sul do Maranhão, uma área mais voltada para o litoral.

Os Tupi-Guaranis eram assim denominados por compartilhar de um dialeto similar e os Tapuias eram basicamente os "não-tupis" mas não se identificavam como uma unidade, afinal, esse conceito foi criado pelos portugueses. Entre os dois grupos haviam diversas comunidades indígenas e nem todas viviam da mesma maneira; compreender as particularidades de cada grupo é importante pra nos despirmos da ideia que de "índio é tudo igual".

Além disto, é importante também eliminarmos a ideia do índio como ser indefeso que não se opôs à colonização portuguesa. Ao estudarmos a História dos povos indígenas e afro-descendentes no Brasil estaremos diante de muitos conflitos ocorridos na época e só há conflito quando há resistência, certo?

O nativo brasileiro/ latino-americano impôs-se muitas vezes para preservar sua cultura e espaços territoriais. Mas também graças mesmo a essa cultura cedeu em nome de acordos, alianças, ameças, etc.

Então, ao invés de pintarmos nossos alunos e ensinar-lhes que o índio caça, pesca e anda vestido com "penas", que tal ensinarmos que até hoje existe uma queda de braço entre imperialismo e sociedades indígenas? E que este conflito é alimentado pelo capitalismo, pela ganância e pela desunião, inclusive, desses povos? Porque as guerras vividas entre os indígenas à época da colonização enfraqueceram o povo de uma maneira que facilitou a dominação portuguesa.

Índios não são seres exóticos, não são ingênuos/ indefesos, não vivem sob as mesmas condições e não são todos iguais. Buscar fontes indígenas e ouvir o que elas tem a dizer também é de suma importância na valorização da cultura indígena. Nós não devemos falar por eles e sim ouvir o que há pra ser dito.

Que neste Dia do Índio nossas crianças tenham mais contato com esse universo através dele mesmo, conhecendo aldeias e quilombos, ouvindo lideranças dos povos indígenas e absorvendo o que for de bom para a construção do seu caráter.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Exemplos de atividades | Horas de Atividades Acadêmicas Complementares na Universidade

Nesta postagem quero dividir com vocês algumas dicas pra obter Horas de Atividades Acadêmicas Complementares (Horas AAC - Horas RAC).

Como dito anteriormente nesta postagem, as Horas de Atividades Acadêmicas são de suma importância pra formação acadêmica do aluno. Mas que tipo de Atividades podemos fazer pra alcançar o mínimo exigido pela Faculdade? Confira alguns exemplos no vídeo abaixo:


Veja a seguir a lista de Atividades Acadêmicas Complementares EXTERNAS aceitas pela Universidade Estácio de Sá:

  • Eventos Acadêmicos-Científicos: Feiras, Congressos, Trabalhar em exposições, etc.
  • Certificações na Área do Curso: Certificados de cursinhos relativos a graduação escolhida, prêmios/ premiações, etc.
  • Trabalho Publicado/ premiado: É quando revistas e jornais consagrados pela mídia publicam seus textos e/ ou você recebe algum tipo de premiação por ter desenvolvido um trabalho importante academicamente. Ex: Prêmio Professor Nota Dez, Prêmio Profissionais do Ano, etc.
  • Apresentações de Trabalho em Evento Acadêmico/ Científico: Dar palestras, entrevistas, etc.
  • Eventos Culturais Externos: Ir como visitante à Museus, Excursões Guiadas, Resenhar Filmes assistidos no cinema (na Estácio não pode ser filme assistido em casa), Exposições, etc.
  • Vivência Profissional na Área do Curso: Ter trabalhado no curso escolhido - ex: eu faço licenciatura e já trabalho na área de educação, logo, obtive as Horas.
  • Curso Online ou Presencial: Cursos de línguas, de informática, de qualquer coisa que enriqueça seu currículo são aceitos. Cursos na área da graduação, mais ainda. Cursos preparatórios pra concurso público, idem.
  • Trabalho Voluntário: Fiz uma postagem completa sobre esse assunto aqui.
  • Palestras Externas: Palestras de outras instituições (sem ser da Estácio) que emitam certificado de participação.
  • Competição Universitária/ Educacional nacional ou internacional
  • Intercâmbio para estudos de qualquer tipo

Enfim, existem várias possibilidades, mas a dica que eu dou é pra você olhar a seu redor e observar seu dia-a-dia porque existem inúmeras atividades que podem ser aproveitas como Atividade Acadêmica Complementar. De que maneira? Vou dar exemplos do que já fiz:
  • Reunir mutirão pra fazer um conserto no bairro: quem pode te emitir uma "prova" da atividade seria a Associação de Moradores
  • Dê uma aula gratuita pra essa mesma associação
  • Promova uma Sessão de Cinema
  • Fazer trabalho voluntário em creches e asilos: Faça uma apresentação sobre sua profissão pra sanar curiosidades, leve atividades pra fazer em grupo, etc
  • Viaja todo fim de semana pra uma cidade diferente, pra ficar com seu pai ou namorada? Procure algum centro cultural e veja a programação. 

Enfim...

#FicaADica 😉