quarta-feira, 4 de março de 2026

Leitura de férias - Alice no país das Maravilhas

Durante estas férias me prometi ler mais, mas como não sou da melhor pagadora de promessas (ou me exijo demais?), consegui desenrolar uma leitura curta, breve, fácil. Quer dizer, mais ou menos...

Dia destes operei e nada melhor pra passar o tempo que uma leitura envolvente, daquelas que te prendem... mas também não foi o caso!

Por fim, lembrando que sou uma educadora e alfabetizadora, me joguei na leitura de "Alice no país das maravilhas" (e o segundo livro também) como forma de aperfeiçoar minhas práticas alfabetizadoras.

O primeiro livro conta a história da menina Alice cuja vida pacata no interior a faz ter tempo de pensar demais... Ela, como a maioria das crianças, cria em sua mente explicações para o que desconhece, e sua mente inquieta trabalha muito nesse sentido.

Ela é atraída por um coelho para dentro de um tronco de árvore, mas não era um tronco qualquer: era um verdadeiro mundo paralelo onde tudo acontece. 

No interior deste mundo há objetos falantes, animais falantes, gigantismo, nanismo, situações metafóricas tornam-se reais... enfim...

O leitor (ou expectador - no caso do filme) fica curioso buscando sentido nas situações atípicas, realiza comparações, analogias, se pega pensando no que o autor queria dizer com aquilo tudo. 

Mas ao final da aventura Alice percebe que foi tudo um sonho: ou seja, a menina estava dormindo o tempo todo.

O que me atraiu nessa leitura foi o fato de ser um clássico da literatura, um clássico infantil e um livro que possivelmente seria cheio de lições filosóficas (o último que li nesse sentido foi "O menino do dedo verde"). Sério, achei que seria na vibe d'O pequeno príncipe. Mas não! Pelo menos, não pra mim.

Após ler os dois livros, assisti o desenho da Disney antigo e também resenhas de alguns booktubers para tentar expandir a mente. Todos são unânimes em dizer o quanto esse livro é maravilhoso e filosófico. Há alusões com o uso de entorpecentes e tudo!! Poderia ser uma crítica social? Poderia ser uma história para adultos? Poderia! Mas não me convenceu muito. 

Não sei se eram altas demais minhas expectativas, não sei se o fato de eu já ter visto esse desenho e visto sobre essa história muitas vezes me influenciaram... simplesmente não sei! Achei apenas um livro simples, infantil, com lições filosóficas sim, mas que não mexeram com meu emocional. Achei tudo meio raso, superficial, ou meu coração que tá empredado demais...rs.

O segundo livro foi ainda mais difícil pois em "Alice através do Espelho" a narrativa é dentro de um jogo de xadrez, o qual, desconheço as regras.

A leitura foi mais para cumprir o protocolo, já que gosto de ir até o fim.

Concluindo, não curti!

O segundo livro achei meio confuso. Tem a mesma vibe do primeiro porém, as menções de duplo sentido são ainda mais misteriosas. Confesso que em certos momentos nem eu mesma, uma mulher adulta, compreendi as metáforas.

Então, não gostei de nenhum dos dois livros. Mas preciso confessar que a edição belíssima, comprada na Bienal, me ganhou só pela estética.


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Minha história no desenho

Quando eu era criança gostava muito de desenhar e modéstia a parte, até desenhava bem. Minha mãe fazia assinatura dos gibis da Turma da Mônica e eu tentava criar minhas próprias histórias, fazia meus quadrinhos com papel ofício. Lembro até, vagamente, de uns personagens que criei (uma delas era uma aficionada por academia).

Aí a gente vai ficando mais velha e perde o hábito. Minha juventude foi engolida pelas cobranças acadêmicas, financeiras, e, embora meus pais sempre estivessem ali do meu lado apoiando, eles não tinham como lutar contra o capitalismo.

Sendo que a pouco tempo, desenhando no quadro para meus alunos, eu lembrei desse hábito. Meus alunos sempre elogiam meus desenhos que não são nenhuma obra de arte mas conseguem transmitir as mensagens que desejo.

Blog Prof Thainá Santos História

Eu tô numa vibe de trabalho manual pois depois de engolida pelos problemas da vida, a gente precisa criar válvulas de escape para cuidar do nosso emocional.

Sim, acabei ressuscitando o hábito de desenhar. Dentre outros.

Desenhos feito à mão

Paralelo a isso descobri algumas funções divertidas para estes desenhos. Coloquei-os no chat gpt e inseri um comando para torná-los mais realista. Ficou tão bonitinho que levei a ideia para minha sala de aula.

Em breve postarei aqui umas fotos da Oficina de Inteligência Artificial que estou desenvolvendo com meus alunos.

Um abraço, Prof Thainá Santos.

domingo, 24 de agosto de 2025

Livro: O menino do Dedo Verde

Na lista dos clássicos que todo professor infantil deveria ler, o livro "O menino do dedo verde" é muito presente mas eu sempre adiava a leitura. Mesmo eu tendo um exemplar na casa dos meus pais, nunca tinha parado para, ao menos, prestar atenção.

Preciso confessar um quase crime: eu era a filha babac@ que criticava tudo dos pais! As músicas que eles ouviam, os programas que viam na TV, e claro, os livros que possuíam. Talvez um dia, numa possível terapia, eu descubra o porquê desse comportamento lamentável, contudo, admitir já foi um grande passo.

Enfim, superada a fase babac4, fiz a limpa na estante dos meus pais quando eles se mudaram e trouxe o livro "O menino do dedo verde" aqui para minha casa (juntamente com outros exemplares).

Livro O menino do dedo verde capa antiga
o estado do livro ahahaha 😂

Sempre tive a sensação de que este livro era alguma obra obrigatória de escola, mesmo não lembrando se um dia fui obrigada a ler. Pesquisando sobre o tema, descobri que não era loucura da minha cabeça: O menino do dedo verde, de fato, era um livro cobrado nas escolas brasileiras do passado.

Além de jovem idiot4 com os pais, eu também era com os professores, e graças a isso, nunca lia o que era indicado. Lamentável? Sim! Mas não o fim do mundo, levando em conta que essas obras, geralmente, são melhores apreciadas na vida adulta.

A história conta a vida de um garotinho que vivia numa família fofa e exemplar, e tinha o poder de fazer crescerem flores e plantas com seu polegar. Sempre que ele tocava a terra com os polegares, fazia crescer uma linda e saudável vegetação. Tistu, o protagonista, descobriu seu dom graças ao jardineiro que cuidava da sua casa e tornou-se um amigo.

Contudo, Tistu, ao entrar na escola a primeira vez, não se adaptou bem ao ambiente e seu pai teve a ideia de educa-lo de maneira diferente: fazia-o aprender na prática sobre a vida com pessoas experientes em cada área.

Foi assim que Tistu começou a conviver com seu jardineiro e outros adultos.

Tistu também conheceu o Senhor Trovões, que era o chefe do seu pai na fábrica onde trabalhava. A missão do Senhor Trovões era ensinar a Tistu sobre a sociedade e sobre a ordem que a conduzia. Mas Tistu tinha suas próprias opiniões e, por vezes, não aceitava estes ensinamentos.

Tudo que eu disser além disto se torna spoiler, então, sugiro que você leia caso queira conhecer um pouco mais desta história.

História, alias, que tornou-se clássico comparado ao grande "O Pequeno Príncipe", pois, além da ambientação infantil melhor compreendida por um adulto, O menino do Dedo Verde também foi escrito por um autor francês e contém diversas metáforas para a vida e para a humanidade.

Eu li o O pequeno príncipe a primeira vez com 17 anos de idade e depois, com cerca de 30, e claro, a compreensão é diferente nas diferentes fases da vida. "O menino do dedo verde" também é assim apontado, mas nunca o li na juventude e, agora, está um pouco tarde para isto.

Mas, ao me deparar com esta história, cheguei a conclusão que talvez fosse melhor absorvida nos meus 20 aninhos (ou menos).

A verdade que a chegada dos 40 muda muita coisa na nossa cabeça, e a vida que levo em 2025 já não me permite tantos sonhos e romantismos. Com o frescor e ignorância da juventude, talvez eu curtisse mais a leitura. 

Resumindo: achei um livro um pouco raso considerando meu momento atual mas consigo perceber sua importância para uma mente mais jovem. Não sei se as crianças que convivo conseguem interpretar com tamanha profundidade.

E você? Já leu "O menino do dedo verde"?

domingo, 17 de agosto de 2025

Feira Literária EMAF 2022

Desde que decidi postar aqui neste blog alguns dos trabalhos que desenvolvi nesses 8 anos de município do Rio me senti muito bem pois me sinto segura! De que maneira? Esse blog é pouco visitado, geralmente quem chega até aqui são os responsáveis dos meus alunos e (são muito bem vindos) é para eles mesmos que volto estas postagens.

Em 2022, meu primeiro ano efetivamente em sala de aula, aconteceu tanta coisa... Eu já era AAEE a 5 anos na EMAF (Escola Municipal Almirante Frontin) e simplesmente adorava trabalhar lá. Adorar não significa que concordava com tudo, nem ficava feliz com tudo: significava que eu gostava muito dos funcionários de lá, que se tornaram grandes amigos. Como essa escola foi importante pra mim... 💖

Escola Municipal Almirante Frontin
EMAF 💗

Inclusive, minha direção na época me ensinou muito!! E graças a isso decidi voltar à EMAF como professora 🫶

Em 2022 eu tomei posse no início do ano e peguei duas turmas de 5º ano, uma pela manhã e uma pela tarde: uma das grandes maluquices da minha vida!! 🤣🤣

Acontece que eu queria fazer dupla, mas eu não imaginava como a carga de trabalho era puxada. Mesmo eu já trabalhando como AAEE a 5 anos naquele colégio, eu não tinha noção como é cansativo ser professor, ainda mais de 5º ano (que na época eu adorava, hoje tenho pavor). 😂

Eu estava começando a dar aula, tinha que impor respeito, então assumi uma postura muito rígida: os alunos tinham verdadeiro medo de mim hahahha 🤣🤣🤣

Claro que, com o passar dos meses as coisas foram melhorando. Mas ainda sim era muito difícil pois com duas turmas, eu tinha quase 80 alunos. Sinceramente, hoje olho pra trás e me pergunto como sobrevivi hahahaha.

Enfim, 2022 foi um ano de muitos erros e acertos, e, na verdade, estou aprendendo até hoje.

Escola Municipal Almirante Frontin

Um dos trabalhos que mais me marcou foi a Feira literária da EMAF, pois avisaram a gente em cima da hora e eu não pude elaborar nada muito legal. Alias, isso me deixava extremamente triste pois sempre sonhei em diversos projetos como professora mas hoje estou mais pé no chão. Além disso, me acostumei às cobranças loucas da SMERJ, de modo que meus trabalhos nunca vão ser 100% como nos meus sonhos.

Escola Municipal Almirante Frontin
Minha turma da manhã

Escola Municipal Almirante Frontin EMAF
Minha turma da tarde

A feira literária ocorreu em novembro de 2022 e como eu estava me estabelecendo como prof de História, decidi falar de três períodos importantes da História do Brasil: o período colonial, o período imperial, e o período republicano.

Os alunos deveriam falar de obras literárias de cada época, contudo, o que tinha foco nos livros acabou se tornando uma grande aula de História.

Escola Municipal Almirante Frontin EMAF

Escola Municipal Almirante Frontin
Muito amor por esses desenhos que fiz pra ilustrar nosso balcão de apresentação

Foi tão lindo ver meus alunos se apresentando para outras crianças, falando de História, mostrando o pouco que aprenderam nas aulas que eu mais gostava de dar. Como muitos sabem, sou prof de Anos iniciais (o antigo primário) e preciso dar aula de todas as matérias. Mas as aulas de História são especiais! Alias, meus alunos me conhecem como a prof de História e uma das coisas que mais alegra meu coração é quando os antigos dizem: Que saudades das suas aulas de História!😍🥰

Vou parar se não vou chorar!!

Escola Municipal Almirante Frontin

Escola Municipal Almirante Frontin
Duas alunas/ famílias mais que especiais 💗

Enfim... o que aprendi com esta feira literária? Que na SMERJ avisam a gente em cima da hora, temos que nos virar nos 30. E que mesmo que pareça simples e/ou bobo a nossos olhos, não é assim que os alunos enxergam. E também aprendi que certas coisas marcam o coração das crianças, assim como coisas que vivi na infância marcaram o meu.

Ao final da feira minha turma da tarde se apresentou para os alunos e para a direção, que me parabenizou pelo trabalho, enquanto eu me cobrava tanto. Uma grande amiga, inclusive, com anos de educação, disse que o estande das minhas turmas "cheirava" a História. Com certeza é um elogio que nunca esquecerei.