quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Existe racismo/ preconceito nos EUA?

Quando comecei a escrever em blogs, por volta de 2011, eu gostava de postar sobre diversas coisas, sempre amei escrever e amo até hoje. Uma coisa pouco explorada aqui e que eu gosto muito é o mundo da beleza e da estética, ainda sinto vontade de cursar algo nessa área, já bloguei muito sobre isto, mas depois falo deste assunto.

Em 2013 fiz outro Blog pra compartilhar minha experiência de intercâmbio como Au pair nos EUA e me deparei muito sobre estes questionamentos: o preconceito. Eu era uma jovem fissurada pela cultura norte-americana e, na verdade, até hoje gosto de muitas coisas, mas isso mudou um pouco, depois explico melhor. Nessa época eu só enxergava coisas positivas na vivência estadunidense e o desgosto com as oportunidades de trabalho no meu próprio país agravavam isso. Enfim, eu queria tentar a vida nos "states".

Isso veio cedo: desde meus 15 anos eu era louca pra fazer intercâmbio e insisti para meus pais me matricularem num curso de inglês: eu era determinada a sair do Brasil, mas não sabia como. Aos 20 e poucos anos vi a oportunidade de ser Au pair e com 25 embarquei. Era comum algumas pessoas falarem mal da minha decisão por não entenderem ou simplesmente por inveja, algumas pareciam ficar torcendo pra dar errado, não foi um mar de rosas a aceitação.

Em alguns momentos elas me questionavam sobre o "preconceito" que o latino sofre nos Estados Unidos mas isto não me preocupava. Chegando lá pude conferir com meus próprios olhos como as coisas funcionam e vou compartilhar aqui com vocês.

Primeiramente a gente não pode determinar o comportamento inteiro de uma nação pois as pessoas são diferentes e no caso dos EUA, isso é mais forte ainda, já que existem mais estrangeiros que nativos americanos residindo por lá. Se no Brasil há uma polaridade imensa de idéias, imagina por lá.

Um país cuja taxa de imigrantes é maior que que a de nativos, é de se supor que não seja preconceituoso, certo? Não exatamente. Na época que morei por lá, se alguém me questionasse esse fato, eu diria que não, os Estados Unidos não é um país preconceituoso, afinal, usava de parâmetro meu próprio país e minhas experiências de vida. Já postei no antigo Blog sobre isto num texto sobre "Curiosidades sobre Morar nos EUA" e isto aconteceu em 2013, quando morei nos EUA e minha consciência política era zero: eu não me interessava por esse assunto.

Hoje, estudando mais Ciências políticas, História, Sociologia, etc, minha opinião mudou: Os Estados Unidos é um país preconceituoso sim, mas seus habitantes não. Explico: Os Estados Unidos é o berço do Capitalismo e não existe Capitalismo sem opressão. Nesse sistema econômico onde, supostamente, sobe na vida quem se esforça mais, não há espaço para todos que se esforçam. A criação de estereótipos negativos sobre as pessoas se faz então necessária para sua exclusão e funcionamento do capital: a origem de todos os preconceitos.

Além disto, o norte-americano "raiz" é conservador, intolerante e tenta disseminar sua cultura sobre pretexto de "democratização": assim é o governo norte-americano, IMPERIALISTA. Basta ver as atitudes do governo no Oriente Médio, por exemplo, e tirar suas próprias conclusões.

Com isto podemos afirmar: O Governo norte-americano e o sistema capitalista são preconceituosos, excludentes e imperialistas, contudo, não podemos julgar todos os residentes daquele país desta maneira. Quando morei nos EUA fui muito bem tratada por diversos nativos, mas também passei por situações difíceis nas mãos de outras pessoas: nada diferente do que poderia acontecer aqui no Brasil.

Um fenômeno comum e alvo de protestos nos EUA é a ação policial racista, principalmente nos "downtows" (centros das grandes cidades), algo que infelizmente também acontece no Brasil e só confirma a tese de racismo estrutural, ou seja, do racismo estar nas bases de organização governamental do próprio país.

Enfim... este é um pouco de como vejo o racismo norte-americano e um texto pra me retratar sobre as afirmações que fiz no passado (e fui questionada por uma seguidora). Atualmente existem movimentos de empoderamento negro, feminino, dentre tantos outros, o que só mostra que a necessidade fez isto ocorrer. Um abraço, Thainá.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

História Antiga Oriental - parte 2

Veja a primeira parte aqui!

Nesta segunda parte dos estudos sobre História Antiga Oriental veremos o desenvolvimento da Sociedade Egípcia ao longo do tempo e sua grande influência em diversas culturas ao redor do mundo.

O Egito não se desenvolveu apenas pela sua geografia favorável decorrente do Rio Nilo, também se desenvolveu por ação humana e existem lendas até sobre interferência alienígena. As pirâmides foram construídas não somente com utilidades funerárias (que eram seus objetivos principais), também serviram para marcar dinastias e deixar para a posteridade como símbolo de poder. 

Ptolomeu, general macedônio de Alexandre o Grande, foi um faraó egípcio de grande importância na História. Você já ouviu falar de Tutancâmon? Tutancâmon foi uma múmia intacta encontrada que possibilitou entender os funerais e rituais egípcios como um todo, tendo assim seu nome gravado na história do Antigo Egito. O entendimento dos rituais funerários nos permitiu compreender a dinâmica política daquela época, como as questões relativas a maldições para evitar saques por exemplo, dentre outras tradições e costumes egípcios.

Filme "O Escorpião Rei", 2002
Em torno de 3000 a.C. surge a figura de Menés, sua representação nos hieróglifos é de um escorpião, daí a figura do “Escorpião Rei”. Sua representação é mítica pois une o alto e baixo Egito.

O Faraó como administrador controlava uma série de terras comuns, nelas haviam os trabalhadores egípcios e também os escravizados. No antigo Egito tudo girava em torno da figura do Faraó, que era visto como um deus vivo. Havia também a responsabilidade das grandes construções e quem ficava à frente deste trabalhos era o “Vizir”, construtor e auxiliar direto do Monarca. No governo de Djoser, o segundo (ou o primeiro) faraó da Terceira Dinastia do Império Antigo, reinou durante quase duas décadas e o Egito ganhou de fato sua estrutura Faraônica. Nesse sistema era presente a imobilidade social, a servidão coletiva e hereditariedade das funções (apesar desta última não ser tão rígida).

Sobre a Cultura e Religiosidade no Egito Antigo temos o primeiro período intermediário, onde ocorre a transformação do poder para figura do Faraó. Para o Médio Império a figura faraônica passa a ser sagrada, assim se isolando das questões mundanas.

Os Poderes locais e a Aristocracia passa a ter uma força singular na estrutura social: o próprio Faraó é fruto de uma representação mítica de uma batalha, que seria a reprodução de Maat, a reprodução da terra perante os deuse, sendo a própria casa da coroa de Hórus. Na mitologia consiste o seguinte: Atum, o princípio criador, “cuspiu” e de seu cuspe originou-se o casal de gêmeos Shu e Tefnut. Estes se reproduziram dando origem à Nut (céus) e a Geb (Terra) que eram interligados. Contudo, Atum ordenou que fossem separados proibindo-lhes qualquer união sexual. Geb e Nut desobedeceram esta ordem e Nut, os céus, engravidou de quatro gêmeos: Osíris, Isis, Seth e Néftis. Osíris (lua) casou-se com Ísis e tornou-se rei da Terra, ou seja, o primeiro faraó do Egito, eis que Ísis era herdeira legítima do trono.

Seth casou-se com Néftis mas como era estéril não tiveram filhos. A inveja dele para com Osíris o faz matá-lo e esquartejá-lo em 14 pedaços (1 para cada noite de lua minguante) e espalhou por todo Egito. Ísis procurou juntar os pedaços esquartejados para tentar ressuscitar o seu amado, mas de sua busca ainda faltava o “falo” (pênis). Nada deu resultado, Osíris continuava moto e Isis, num momento de tristeza, transformou-se num Falcão. Ao se transformar ela pousou no local do falo faltante e o fez surgir, com magia: assim foi concebido seu filho Hórus, que significa a união da vida e da Morte.

Seu tio Seth também tentou matá-lo mas Ísis o escondeu quando nasceu. Quando Hórus cresceu ele desafiou o seu tio e numa das batalhas Seth arrancou seu olho, lançando no oceano Celestial. De acordo com a mitologia egípcia nunca houve um vencedor entre eles. Foi decidido que Hórus deveria reinar sobre o Egito e Seth sobre deserto.

Existe também o mito/ texto na Estela da Fome que o Faraó DJoser estava muito triste e que este foi um período difícil e compreensão histórica por conta dos muitos caracteres místicos. De acordo com o texto, Djoser mantinha-se em seu palácio com sentimentos de profunda tristeza. O Egito era assolado por uma seca que já durava anos, o Nilo não transbordava, conseqüentemente, não depositava o lodo que fertilizava as terras para a prática agrícola e a população passava fome.

O Ritual de Mumificação no Antigo Egito usava de uma técnica para preservar os corpos após o óbito que não era acessível aos pobres. Desse modo só temos registros de pessoas influentes no reino faraônico, pessoas ricas, familiares do Faraó. Havia também a figura da “mentepsicose”, que era a crença de que a alma voltaria para o corpo do falecido após a morte.

O Zoomorfismo era a crença de que haviam deuses cuja aparência manifestava-se metade homem, metade animal. Este é um elemento mítico muito presente na mitologia egípcia. Já o Antropomorfismo era a representação divina com aspecto humano. O politeísmo teve origem nos Nomos e sua unificação, deste modo a maior parte do tempo o Egito Antigo cultou diversos deuses, renegando o monoteísmo.

Os elementos míticos das religiões egípcias abrangeram uma riqueza de detalhes sem igual. A ideia de um Tribunal de Osíris permeava o ritual de mumificação e todas as questões voltadas à morte nesse tempo. Os antigos egípcios acreditavam na vida após a morte. Para eles, após a morte física a alma passava pelo Tribunal de Osíris onde o indivíduo seria julgado pelas suas ações. O morto tinha que provar para os deuses que tinha tido uma conduta guiada pelos princípios morais da época. Até hoje podemos sentir esta influência quando usamos da expressão “Juízo Final”, por exemplo, ao nos referirmos a um suposto julgamento de almas com o advento da morte.

Falando de Política, temos a Co-regência como modelo de sucessão. Era comum entender a escolha do Faraó como política e religiosa, era algo que envolvia muitos poderes. Àquele que conseguia atingir uma sociedade pacífica era considerado o descendente legítimo de Hórus, obtendo grande influencia diante da população.

Ainda falando de política, os Nomos, regiões de domínio ao longo do Rio Nilo não desapareceram em momento algum nem estabeleceram exércitos pra definir suas fronteiras. Também temos as figuras do Vizir e do Sacerdote que exerciam papéis importantes na administração pública do Antigo Egito. Os poderes futuros denominados "tardios" são de um Novo Egito cada vez mais ligado ao Mar Mediterrâneo, às dominações Gregas e ao Império Romano.

No Primeiro Período Intermediário rolaram disputas políticas e a existência dos Nomos marcam a região, afastando-se de uma centralização. O Médio Império é considerado frágil pois tornou-se alvo de invasões, sendo a mais grave orquestrada pelos Hicsos. A História contada pelos egípcios não reconhece nenhum faraó nesta época justamente por causa deste domínio. Fator que facilitou o ocorrido foi a falta de associação militar na época.

O Segundo Período Intermediário é considerado obscuro pela História, uma vez que muitos dos seus registros foram destruídos no Novo Império. Neste período, a figura do Faraó foi reinventada como "Guerreiro", graças a nova organização desempenhada pelos grupos de egípcios revoltosos.

Tutmés III foi o consolidador e para garantir o apoio dos nomos utiliza-se do prestígio da rainha Hatshepsut. O nome do faraó era uma escolha política, sempre mudado ao assumir o poder e no Novo Império o nome mais famoso é o de Ramsés; os sucessores buscaram seu prestígio e a recorrência será perceptível. Ele tornou-se famoso por conduzir os egípcios na Batalha de Kadesh e por ser, provavelmente, os dos protagonistas do Êxodo. Era de origem nobre pois seu avô já havia sido general das dinastias que fundaram o Novo Império.

De 1070 à 715 a.C. ocorreu o Terceiro Período Intermediário acabando no que chamamos de "Baixa Época" até 332 a.C., com a conquista de Alexandre, O Grande. Desde aí o Egito não conseguiu mais conhecer seu antigo poder (apesar dele não ter desaparecido por completo).

domingo, 24 de dezembro de 2017

História Antiga Oriental - parte 1

Neste último semestre pude estudar um pouco sobre História Antiga Oriental e nesta postagem objetivo compartilhar os assuntos mais comuns neste campo historiográfico.

Estudar História Antiga Oriental é basicamente entender as origens da civilização e do Estado, o conceito de Oriente como algo ideológico (e não meramente geográfico) e conhecer um pouco da cultura, política e acontecimentos dos povos antigos, como egípcios, persas, sumérios, etc.

A cerca de 10.000 anos vários grupos ao redor do mundo iniciaram o cultivo: primeiro de algumas gramíneas, em seguida ocorreu a domesticação de alguns animais e esse esforço inicial da agricultura e pecuária permitiu o assentamento do homem, por períodos maiores, acabando aos poucos com o nomadismo (que até hoje não desapareceu por completo, mas diminuiu bastante).

A definição de pré-história e as críticas a esse termo derivam do fato de que havia uma "história" sim, anterior a criação da escrita, só não havia documentos oficiais pra comprovação de acontecimentos, o que não quer dizer que o homem não vivesse em conformidade com o que entendemos por civilização como nos dias atuais, por exemplo. A sedentarização criou a hierarquização da social e o período paleolítico é marcado pelo nomadismo, já o neolítico pelo início do sedentarismo.

Mesopotâmia


Na antiguidade o tempo era regulado de maneira muito direta com o clima (estações do ano). Cerca de 8 mil e 4 mil a.C. desenvolveram-se as primeiras cidades é o momento da Fundição do Bronze, da tecnologia de diques e barragens, de grandes construções, como pirâmides por exemplo, etc.

O interesse pela região mesopotâmica teve seu auge de estudos no século XVIII e XIX pois o cristianismo estava em alta buscando suas raízes através de achados no Oriente Médio, desse modo, estudiosos da época voltaram suas atenções para a região entre os rios Tigre e Eufrates. O período mesopotâmico guarda uma problemática a respeito das fontes históricas primárias pois estas foram criadas exatamente no seu tempo (daí surge a importância da arqueologia como interdisciplinariedade).

A Mesopotâmia atualmente corresponde a região do Iraque, Turquia e Síria: não foi um reino, um país ou estado, foi apenas uma região demarcada por uma cultura similar entre seus povos e detalhes geográficos importantes. Os Sumérios foram o primeiro povo a desenvolver uma escrita: construíram cidades estados independentes, eram hábeis construtores e arquitetos, e sua importância histórica deve-se ao fato do pioneirismo na criação da escrita (de acordo com registros históricos).

Na Cultura Mesopotâmica a relação do “dilúvio” e da sedentarização é algo muito forte pois era comum as cheias dos rios que podiam beneficiar ou não determinadas regiões, isto era de suma importância no desenvolvimento das primeiras cidades.

Num primeiro momento há os grupos indo-europeus chegaram pelo Norte para a Anatólia (atual Turquia) e em torno desse grupo é que se entende a organização dos Sumérios. Um outro grupo mais organizado em sentido de combate foram os Arameus, mas ainda não havia uma unidade cultural.

Nesse contexto podemos também observar que ao sul houve um momento de governo babilônico pouco organizado, de 3.000 a 2.300 a.C., seguido por um período de dominação de um grupo que ocupava o centro sul, os Acádios. O domínio destes é marcado pela arqueologia de 2350 a 2000 antes de Cristo Até o retorno de uma nova sequência de domínio dos babilônios.

Os Amoritas são considerados os primeiros a manterem a dinastia na região mesopotâmica: seriam, supostamente, a base do primeiro reino da Babilônia, estabelecidos mais ao sul. Desse modo foram criadas uma série de áreas de dominação das regiões sumérias.

A região Norte Mesopotâmica demorou um pouco mais a se organizar politicamente: uma das suas principais cidades, Assur, surge como local comercial e pagava tributo aos Acádios.

Quando Assur deixa de ser uma cidade e passa a ser o império Assírio? A grande maioria das plaquetas davam traços da organização comercial de Assur quando ocorreu uma crise no comércio de tecidos e surgiu o comércio de armas. A expansão militar transformou toda essa região em um dos maiores poderios militares dentro da Mesopotâmia.

A principal vitória dos Assírios foi no domínio dos Acádios, que isolou a Babilónia e transformou-a na ideia de dois grandes poderes na região. A organização do poder das cidades assírias terão como pilar o reconhecimento de uma hierarquia: um dos principais feitos de Chamsi Addu foi construir um templo para o Deus Assur. O Império Assírio, com a dinastia de Sargão conseguiu uma das coisas mais raras nesse espaço: dominação ampla do espaço mesopotâmico. Ciro Flamarion Cardoso denomina o “modo de produção asiático”, que pressupõe ciclos de trabalhos compulsórios e escravidão para os perdedores. No Modo de Produção Asiático as terras comuns são administradas pelo governo e delas o que se retira vira bem estatal. As terras livres eram aqueles que se cultivavam para subsistência independente.

Nabuco Donosor pode ser considerado o sucessor político de Hamurabi na Babilônia. Durante a expansão de Sargão tem-se o domínio definitivo dos Assírios na região da Babilônia e Sargão é o primeiro a ser tratado pela historiografia como um Imperador que exercia um domínio não territorial, mas mais por reconhecimento.

Continua...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Como é a Faculdade de História? Devo cursar História?

Se você está se questionando sobre cursar ou não História no Ensino Superior, esta postagem é pra você.

Algumas coisas são primordiais para um aluno de História:

  • A curiosidade natural sobre tudo e todos de forma genuína (não por maldade ou fofoca): Quando eu era mais jovem eu ficava me perguntando como e porquê homens e mulheres produzem certos tipos de comportamento. Busquei a resposta na Biologia (sim, cheguei a fazer vestibular pra este curso que considero encantador) mas nunca cheguei a grandes conclusões. A História me respondeu;
  • A paixão pela leitura (ou pelo menos não "detestar" ler). O curso tem uma carga  literária MUITO pesada, você lê o tempo todo, textos e livros enormes, mas para quem gosta do saber, não é sacrificante (pelo menos pra mim não é). Já vi depoimentos de pessoas que não gostam tanto de ler mas gostaram da faculdade, então, varia de pessoa pra pessoa, mas é importante saber desde o início que tem muitas coisas a serem lidas;
  • O não conformismo diante de convenções sociais e o questionamento sobre tudo que nos é imposto socialmente. Vivemos numa sociedade com regras ditadas sem sentido ou anacrônicas (não adaptadas a nosso tempo) e ser uma pessoa que desconstrua-as é primordial no curso de História. Não trata-se de ser um rebelde que passa por cima de tudo, é ter a curiosidade natural (item mencionado acima) pra entender que certas regras só nos são impostas pra obedecer interesses maiores (nem sempre relevantes);
  • Buscar meios alternativos de estudos: se você tem intimidade com redes sociais você pode se considerar um privilegiado pois isto te põe a frente de outros alunos. Acontece que o conhecimento histórico não é exclusivo dos livros, ele pode chegar até nós de diversas maneiras: por redes sociais, por documentos, por vídeos, por programas de TV, etc. Procure inserir isto no seu dia a dia (Ex: Hoje vou assistir um filme épico e traçar um paralelo com o "real") e ficará bem mais fácil de aprender História;
  • Goste de Escrever: Tenho este blog não é a toa. Se é importante que você goste de ler, mais importante ainda é gostar de escrever pois é assim que fixa-se o conhecimento. Isto fará muita diferença no seu trabalho de conclusão de curso;
  • Seja humilde: O sentimento de superioridade contido em alguns estudantes atrapalham a vida acadêmica mas no curso de História isto pode ser mais destrutivo pois não é possível que uma pessoa se torne um bom profissional Historiador achando que certos momentos históricos são melhores ou piores que outros. Em outras palavras, estes "malas" que ficam dizendo que "tudo antigamente era melhor", ou "no meu tempo não tinha destas coisas", estão condenados ao fracasso na faculdade;
  • Compromisso de aprender: Uma vez li que uma das resoluções pro Ano Novo em nossas vidas deveria ser se comprometer a aprender uma coisa nova a cada dia. Não existe curso mais perfeito do que História pra quem leva esta máxima como filosofia de vida;

Se você tem todos estes requisitos (ou pelo menos a maioria) e adora História, se jogue de cabeça neste curso maravilhoso que me faz ser uma pessoa melhor a cada dia 💝 O que você aprende na escola não é nem 1% do que a faculdade te proporciona, é muito diferente estudar na escola e na universidade.

Não se esqueça: Existem vários fatores a se considerar antes de se matricular numa faculdade de História, mas o principal sentimento que assola todos os alunos, professores e historiadores é a incrível vontade de mudar o mundo  #AmoHistória #HistóriaÉMinhaCachaça